Publicado por: absesimbra | 29 de Outubro de 2014

Culto especial Partilha EDIFOR 2014

Como é sabido, no inicio deste mês, nos fim-de-semana de 3 a 5 de Outubro, decorreu
o EDIFOR em Vilanova Milfontes, cujo tema era –
Vamos ao encontro do Senhor – Salmos da Ascensão.

Mas o que é isto de Salmos da ascensão?
Pois bem, os Salmos 120-134 formam um pequeno livreto, de canções foram usadas
no período pós-exílio pelos peregrinos que iam em direção as festas cultuais no
reconstruído Templo em Israel, que eram três:

1 – A Pascoa – Marcava o início do ano religioso de Israel. Comemorava a passagem do
anjo da morte e a saída do povo do Egipto. Quando Deus poupou os primogénitos de
Israel. Recordava a libertação do povo de Deus.

2 – Festa do PENTECOSTES – Celebrava-se cinquenta dias depois da pascoa,

3 – Festa dos Tabernáculos – que coincide com a estação das colheitas em Israel, no
começo do outono.
Estas três festas de peregrinação são descritas na Bíblia como mandamento – ver
referência bíblica:

Deuteronómio 16:16-17

Deu 16:16 – Três vezes no ano todos os teus homens aparecerão perante o Senhor
teu Deus, no lugar que ele escolher: na festa dos pães ázimos, na festa das semanas,
e na festa dos tabernáculos. Não aparecerão vazios perante o Senhor;

Deu 16:17 cada qual oferecerá conforme puder, conforme a bênção que o Senhor teu
Deus lhe houver dado.

Provavelmente, estes cânticos foram cantados por “peregrinos” subindo para
Jerusalém, para uma das festas. São 15 Salmos – Salmos dos degraus ou canção do peregrino, ou cânticos de ascensão.

Foram entoados por aqueles que viajavam que “subiam” a Jerusalém para visitar o
Templo, na ocasião das festas anuais. Dizem também, os estudiosos, que estes Salmos
poderiam ser recitados nos 15 degraus que levam ao pátio dos homens no templo. Ou
também que o peregrino está em terra distante, um ambiente hostil. No Salmo 122,
chega a Jerusalém, no restante dos Salmos, já está no Templo.

Em cada um deles se vê expressa a confiança, a santificação, não apenas por haver o
Senhor guardado o peregrino, como também pelo convite de ir à casa do Senhor.

Estes quinze Salmos amplificam o tema dos peregrinos saudosos dos pátios de Deus.
Há um desejo intenso por parte dos “sem lar” de estarem “na Casa do Senhor” (134:1),
porque é onde mora o Senhor (132:14). Portanto, o salmista está alegre “quando me
disseram: Vamos à Casa do Senhor” (122:1). Mas, antes que pudessem permanecer na
casa de Deus, eles tinham que fazer uma viagem, cheia de perigos e armadilhas.

Também nós, precisamos fazer peregrinação antes de ficarmos permanentemente na
casa do Senhor. Ficamos desiludidos com este mundo e repetimos as palavras
daqueles que estão cansados dos lábios mentirosos e da língua enganadora (120:2),
enjoados das atitudes arrogantes daqueles que são demasiadamente orgulhosos para
confiar em Deus (123:4).

Nós, também estamos acostumados a perguntar: “De onde me virá o socorro?” A
resposta: “Do Senhor, que fez o céu e a terra” (121:1-2). Tentações e provações são a
sina dos moradores da terra. Mas para aqueles cujos corações estão postos na
peregrinação, estas mudanças induzem-nos a concentrar nossa atenção diretamente
no Senhor que fez o céu e a terra.

Assim, aguardamos o Senhor e temos esperança no
Senhor e em sua palavra (130:5, 6), e gozamos a vida simples de um peregrino
(131:13). Um espírito quieto e calmo prevalece, porque, apesar do tumulto à nossa
volta, em que Deus ainda está no céu. Dito isto: “Entremos no santuário do Senhor!
Ajoelhemo-nos diante do seu trono” (132:7).

Texto de: Vitor Faria


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