Publicado por: absesimbra | 16 de Junho de 2015

Pregação Estudo da carta de Tiago Tiago 1:19-27

Falar mais um pouco do contexto em que esta carta foi escrita.

Escrita após 45 anos do nascimento de Cristo, ou seja sabendo que Jesus viveu cerca de 33 anos e logo de seguida ascendeu aos céus esta carta tendo como destinatários conforme afirma o verso 1 do capítulo 1 os judeus espalhados pelo mundo, foi escrita cerca de 12 a 15 anos depois da Ascensão de Jesus.

Judeus que se tinham transformado em seguidores de Jesus Cristo, o Messias Salvador enviado por Deus para livrar a humanidade do pecado.

O conjunto de seguidores de Cristo que se chamam Cristãos, até aqui estes judeus ainda não eram chamados assim. Aliás vemos que em Actos 11:26 o grupo de seguidores de Cristo são chamados pela primeira vez cristãos em Antioquia cidade da atual Turquia ou seja fora de Jerusalém isto dizem os eruditos entre o ano 70 e 85 AD. Ou seja cerca de 40 a 50 anos depois desta carta de Tiago. O termo igreja é usado também depois desta altura, até à data em que Tiago escreve esta carta o termo a ser usado para dar nome ao grupo ou local onde se reuniam os seguidores de Cristo é Sinagoga (Vemos isso em Tiago 2:2)

Por isso esta carta de Tiago tem um cariz muito prático. Era necessário agora que Jesus Cristo tinha ascendido aos céus saber como proceder para agradar a Deus e implementar o Reino que Jesus tinha iniciado.

Era necessário orientar todos estes seguidores de Cristo que estavam dispersos não só geograficamente, mas também porque Jesus tinha partido. O seu Messias tinha ascendido aos céus e estava com eles agora o Espírito Santo, que não se vê. É diferente ter Jesus fisicamente presente do que ter o Espírito Santo connosco. Diferente apenas para nós, porque o Espírito Santo é Deus e é o próprio Deus que está connosco.

Era necessário orientar-lhes para saber o que iria fazer diferença na sua prática do dia-a-dia nesta nova ideologia (Religião) que agora estava a surgir.

Daí a importância de serem orientações bastante práticas, para que os outros vissem o impacto que Aquele Homem Jesus Cristo tinha tido e estava a ter na vida dos seus seguidores.

No que toca à nossa vida temos aqui de fazer um paralelo, e ver até que ponto a nossa vida cristã é prática. Ou seja é na prática, na nossa vivência diária que demonstramos que somos seguidores de Jesus Cristo. Não é algo apenas vivido na teoria, em que nossa boa diz que sim, mas o nosso coração está afastado daquilo que dizemos. Temos uma vida dupla? A vida ao domingo e a restante semana?

Tiago demonstrou essa preocupação, que a vida dos judeus seguidores de Cristo não fosse como a dos fariseus, que eram muito religiosos à frente dos outros e na sua vida pública, mas na sua intimidade e intimidade com Deus eram como sepulcros caídos, cheios de podridão e imundícia.

A religião seguidora de Cristo teria de ser essencialmente algo que fizesse a diferença pela positiva, pelo amor que os seguidores teriam por todos sem exceção. Aliás se continuarmos a seguir o texto que vamos ler na entrada do capítulo 2 Tiago fala deste tema: não fazer aceção de pessoas, o amor de Cristo é para todos sem exceção.

Esse amor teria de ser demonstrado por ações práticas e não apenas da boca para fora. Ações práticas como Jesus ilustra na parábola já nossa conhecida do Bom Samaritano descrita em Lucas 10:25-35 (LER)

Esta seria a base do ensinamento de Tiago para com o povo judeu seguidor de Jesus Cristo disperso pelo mundo.

Vamos então ler a passagem de hoje em estudo no livro de Tiago. Em Tiago 1:19-27.

  1. 19 – Pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.

Falar do poder da língua e de que falaremos disso quando abordarmos o texto de Tiago 3.

Entende-se que os judeus seguidores de Cristo estavam a sofrer algumas provações, isto por causa não só da partida do seu Senhor e estarem a viver um sentimento de saudade, mas também tudo o que implica o facto de estarem dispersos e a sofrerem alguma falta de entendimento e mesmo em alguns casos perseguição pelo facto de serem cristãos. Daí fazer todo o sentido que Tiago aborde este tema logo no princípio da carta onde escreve no verso 2 do capítulo 1 “tende por motivo de grande alegria o passardes por várias provações…”

Isto porque efetivamente estes passavam por algumas provações. E nas provações, nós vimos isso quando estudámos a relação da vida de Jesus e o sofrimento, que é nessas ocasiões que vêm as maiores tentações e onde podemos deitar tudo a perder.

É nas provações que precisamos de ter controlo da língua e controlo da nossa ira.

Porque a nossa ira não traz a justiça de Deus. Mesmo quando passamos por uma situação de injustiça e fazemos valer os nossos direitos e não ficamos calados e com isso mantendo-se a situação injusta acabamos por nos irar, e acabamos por dar um mau exemplo e não será feita a justiça de Deus. Porque a justiça de Deus virá quando Deus entender que vem. Não é por nos irarmos que Deus fará valer a suposta influência que pensamos ter sobre Ele. LER Lucas 18:7 – Deus vai conceder a sua justiça numa determinada situação que vivemos, mas no momento que Ele entender que deve agir, e não por causa da nossa ira, que só traz mau exemplo.

Se estivermos a passar alguma situação injusta devemos falar sim, mas sem chegar a um momento de ira e perdendo a postura como filhos de Deus, aguardando a justiça do Senhor, sabendo que Ele cuida dos seus escolhidos.

Qual o caminho a seguir para deixar de lado a ira? (LER verso 21). Muito prático!

Praticantes da palavra – LER João 14:23

Não podemos estar numa postura de apenas ouvir a palavra de Deus!  Só ouvir não nos leva a um relacionamento de amor para com Deus. Somente o praticar a Palavra, o levar uma vida de obediência a Deus nos pode levar a um relacionamento com o próprio Deus. E obedecer em todas as áreas da nossa vida, não só naquelas que mais nos convém. TRANSFORMAÇÃO DE VIDA.

Nos últimos versos do capítulo 1 Tiago volta a falar da língua e da importância que isso tem para na prática amarmos e obedecermos a Deus. (LER Tiago 1:26).

E Tiago termina o capítulo mais uma vez com algo muito prático.

E gostaria de focar aqui duas vertentes.

Vou começar pela última do texto “Guardar-se incontaminado do mundo!” ou seja afastar-se da corrupção do mundo!

É difícil nos dias que correm estar afastado da corrupção do mundo. Por corrupção entende-se tudo o que modifica, adultera as características originais de algo. Ou seja tem por base a mentira… e se lermos João 8:44 vemos quem é o pai da mentira.

Não podemos ter dois senhores. Ou servimos Deus e vivemos de acordo com isso, ou então estamos servindo outra coisa qualquer.

Por fim abordando a frase do verso 27 “cuidar dos órfãos e das viúvas nas suas dificuldades”, naquele tempo os órfãos e as viúvas eram dois grupos de pessoas muito necessitadas. Porque não tinham sustento para comer e assim não poderiam sobreviver. Não existia o estão social de proteção dos mais desfavorecidos. Por isso de forma a praticar esse amor espalhado e vivido pelo seu Mestre Jesus Cristo, o mesmo descrito na parábola do bom samaritano e o mesmo que levou Jesus a morrer na cruz por toda a humanidade, Tiago exorta aos seguidores de Jesus a cuidarem dos mais necessitados. Algo muito prático outra vez!

Esta orientação de amarmos e protegermos os mais necessitados é também para os dias de hoje, tem de ser cada vez mais atual e é da igreja esse dever de fazer isso. Passo a palavra ao Benoit que ele vai nos falar de como podemos fazer isso na prática.

(Texto/Esboço pregação) Pastor Tiago Afonso


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