Publicado por: absesimbra | 2 de Setembro de 2016

Pregação AB SSB 28 Agosto 2016

Existem vidas na bíblia que nos fascinam. Certamente José é uma delas, pelo menos para mim.

Vamos tentar aprender algumas atitudes de José e a forma como isso nos pode ser útil para a vida.

Génesis 39:1-6

Sabemos que a história não começa aqui… Explicar um pouco o contexto da história de José.

Atitudes de José

Atitude de depender de Deus (Gn 39:2)

José aprendeu a depender de Deus. Aprendemos a depender de Deus quando chegamos a um ponto em que não podemos depender das circunstâncias. Quando estas são tão adversas que se torna impossível esperar algo de bom delas. Foi o que aconteceu com José.

Era difícil a situação estar ainda mais difícil: traído pelos irmãos, vendido como escravo numa terra estranha sem condições nem oportunidades.

Mas ao depender de Deus, o impossível aconteceu, o inacreditável tomou lugar, o inesperado foi experimentado: José prosperou!

José não prosperou por causa das circunstâncias, mas apesar delas. Prosperou porque Deus era com ele.

Tudo estava contra ele, mas com Deus por ele, ele saiu vencedor.

É o acto de depender de eus que nos permite receber de Deus. É o que permite a nossa fraqueza dar lugar à força Dele; a nossa tristeza dar lugar à Sua alegria; a nossa limitação dar lugar à Sua perfeição; o nosso problema dar lugar à Sua solução; a nossa dificuldade dar lugar à sua oportunidade.

Quando alguém declara independência de Deus, fica dependente das circunstâncias, com toda a vulnerabilidade, insegurança e infortúnio que isso possa trazer. Mas quem se entrega para depender de Deus, não depende mais de qualquer outro elemento ou fator externo. A paz e a plenitude tornam-se as suas companheiras inseparáveis.

Atitude de excelência (Gn 39:3)

A Bíblia afirma que José em tudo o que fazia Deus o abençoava… prosperava (Gn 39:3).

Na verdade José deitava a mão a tudo o que era preciso ser feito. É certo que como escravo era obrigado a fazê-lo… mas existe os fazer o menos possível e o fazer o melhor possível.

A atitude com que fazemos determina o nível de produtividade e também da bênção de Deus.

É a fidelidade nas coisas pequenas que nos possibilita chegar às grandes. José entendeu este princípio e desenvolveu uma atitude de excelência, que significa basicamente “dar o nosso melhor”. José não ficou à espera de sair da casa de Potifar, de deixar de ser escravo, para dar o seu melhor. Fê-lo mesmo nas piores circunstâncias.

Prosperar não depende da forma como espera pelas condições certas, preferências satisfeitas, ou oportunidades perfeitas. Depende de criar as oportunidades, mesmo nas condições mais impossíveis, ou nas experiências menos aprazíveis. Como se consegue isso? Atitude de excelência ou seja dar o melhor diante do pior…

Atitude de servir (Gn 39:4)

É impressionante como a bíblia refere que um escravo – José – servia. Parece um pleonasmo, pois como pode um escravo fazer outra coisa?

A verdade é que que há uma diferença entre fazer um serviço e servir.

Servir é um ato relacionado com o coração; é uma atitude. Assenta na motivação não na obrigação. No como se faz e não apenas no que é feito.

José não era apenas um escravo obrigado a prestar um serviço, era um servo motivado a servir com o melhor de si.

Essa atitude fez uma grande diferença na sua vida e destacou-o dos demais escravos, de tal maneira que José foi reconhecido como diferente e elevado.

 

Creio que a razão por que José tinha a atitude de servir o seu amo Potifar, mesmo estando na posição de escravo injustamente, era porque ele via e fazia tudo como uma expressão de serviço ao próprio Deus. José tinha por certo que em primeiro lugar servia a Deus.

Como tal, servir quem não merece, ou em condições indignas para consigo tornara-se possível e mais fácil.

O ato de servir não nos minimiza ou prejudica – eleva-nos. Jesus deixou claro aos seus discípulos, depois de uma acesa discussão acerca de quem seria o maior, que o maior é aquele que serve.

A verdadeira grandeza não é medida pela quantidade de pessoas que nos servem, mas pela quantidade de pessoas a quem servimos. 

Atitude de mordomia (Gn 39:4)

A atitude de José não conseguia ficar despercebida. Potifar reconheceu de tal maneira o potencial do jovem José, que colocou como mordomo. Nunca um escravo tinha chegado tão longe na casa de Potifar.

Há algo de interessante num mordomo: Tudo está nas suas mãos, mas nada é dele. É um elevado privilégio, que não é concedido a qualquer um.

Mas também é uma imensa responsabilidade, que não é bem desemprenhada por todos.

O perigo de um mordomo é ele confundir os papéis de dono-mordomo.

As coisas passam tanto tempo nas suas mãos, que ele pode começar a pensar que são suas, ou que tem direitos sobre algumas delas.

Um bom mordomo é aquele que reconhece que não é o dono, que nada é propriedade sua. Como tal, a gestão, utilização e distribuição dos recursos não deverá ter a interferência da sua vontade, mas a obediência à vontade do dono.

José era reconhecido e abençoado na medida em que cumpria o seu papel de mordomo. Se começasse a desempenhar o papel de dono, usando as coisas em seu belo prazer, seria demitido e severamente castigado pelo verdadeiro dono.

Somos chamados a ser mordomos daquilo que Deus nos dá.

Atitude de ser Bênção (Gn 39:5)

José estava a ser abençoado. Mas a realidade vai muito além disso: ele estava a ser um veículo de bênção.

Por causa dele, o seu senhor egípcio estava a ser abençoado em todas as áreas. A verdade é que José era abençoado porque trazia bênção ao seu senhor.

Potifar não o promovia pelos seus bonitos olhos, mas sim porque José trazia bênção. Onde José trabalhava, onde assumia responsabilidade, as coisas produziam mais, prosperavam num nível maior.

A bênção é recebida na medida em que é dada: “Dai e dar-se-vos-á…” (Lucas 6:38)

Todos querem ser abençoados; poucos se predispõem a ser bênção. Mas são estes que experimentam uma bênção abundante.

O segredo da bênção não é procura-la; é partilhá-la.

O propósito de Deus ao abençoar-nos é fazer de nós instrumento de bênção. Foi isto que Ele disse a Abraão: “Abençoar-te-ei (…) e tu próprio serás uma bênção para muitos. (…) Por teu intermédio serão abençoados todos os povos da terra. “ Gn 12:2-3)

É aquilo que fazemos com as bênçãos que temos que determina se vamos alcançar as que ainda não temos. Mas ainda mais importante do que o que temos, ou o que podemos receber, é o que podemos dar. Afinal, felicidade não consiste em ter o melhor de tudo mas em tornar tudo melhor.

Em jeito de conclusão vamos Ler Actos 7:9-10

A atitude determina a altitude. É ela que determina o quão alto e longe chegará. Nada é tão determinante!

A maior dificuldade na vida não são os problemas.

Como disse Theodore Rubin: “O problema não é o facto de existirem problemas, é esperar que o contrário aconteça; é pensar que ter problemas é um problema.”

O problema é uma má atitude!

Não é o que lhe acontece, mas o que acontece dentro de si. Não é o que está no seu exterior, mas o que se passa do seu interior. Não é o que vê mas como o vê. Não é o que está diante de si, mas o que pensa sobre isso. Não é o que lhe ameaça, mas como reage a isso.

Não há nada mais poderoso do que a atitude. Ela destaca-se sobre as capacidades, confunde as impossibilidades, vence as contrariedades e supera as impossibilidades.

Não olhe para as coisas negativas que se passam à sua volta. Concentra-se nas coisas negativas que estão dentro de si, a fim de as mudar e desenvolver uma atitude saudável, positiva e excelente.

E tal como José, independentemente dos ventos subirá bem alto, na direção dos propósitos de Deus para si.

(Baseado no devocional de Hugo Pinto “Vitamina E”)


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