Publicado por: absesimbra | 5 de Agosto de 2018

Pregação sobre oração parte 1

Continuamos o estudo do livro Catecismo Nova cidade. E a pergunta de hoje é “O que é a oração?”; “O que é orar?”; “Como sabemos que as nossas orações são ouvidas ou respondidas?”

Aliás podemos ver em Lucas 11:1-4 (LER) a famosa pergunta que os discípulos fazem a Jesus, e que diariamente nós deveríamos fazer: “Senhor ensina-nos a orar…”

Depois o Senhor Jesus começa a dizer uma oração que é conhecida como a oração do Pai nosso, que nós vamos lê-la em Mateus 6:5-13 (LER)

Dos versos 5 ao 8 verifica-se que a oração mais do que uma coisa pública é algo intimo. Devemos orar na nossa intimidade com Deus. Não só orar em reuniões públicas, mas também nos nossos devocionais em privado.

Se existe algo que Deus aprecia é a intimidade que tem connosco.

A oração do “Pai nosso” é uma oração tipo. Ou seja, nunca foi intenção de Jesus transformar estas palavras em palavras mágicas que ao repeti-las iriamos conseguir ganhar algum favor de Deus. Aliás é Jesus que afirma em Mateus 6:7 para não usarmos vãs repetições.

Esta oração é um modelo, e aquilo que Deus mais deseja são as orações que saem do cerne do nosso coração, que saem da nossa boca com as nossas próprias palavras.

Conseguimos perceber através desta oração modelo que orar não significa somente pedir alguma coisa a Deus…  ou seja, não oramos apenas quando precisamos de algo de Deus.

Analisando esta oração modelo de Jesus podemos retirar 7 princípios que nos ajudarão a orar mais de acordo com a Palavra de Deus.

  1. Reconhecer a soberania e a santidade de Deus – “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome …” Mt 6:9
  2. Desejar que o reino de Deus seja estabelecido na terra – “Venha a nós o teu reino…” Mt 6:10ª
  3. Submetermo-nos à vontade de Deus – “Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu…” Mt 6:10b
  4. Reconhecer que Ele supre as nossas necessidades – “O pão de cada dia nos dá hoje…” Mt 6:11
  5. Estar disposto a perdoar para receber o perdão de Deus – “Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores…” Mt 6:12
  6. Pedir proteção contra a tentação ou ação maligna – “E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal…” Mt 6:13ª
  7. Adorar a Deus reconhecendo seu poder e sua glória eterna – “Pois teu é o reino, o poder, a glória, para sempre, ámen.” Mt 6:13b

Todos estes pontos formam uma oração completa. Convém afirmar também que a oração sendo a do “pai nosso” só faz sentido ser dita por alguém que é filho e só é filho quem recebeu Jesus Cristo no seu coração. Assim orar é um diálogo entre pai e filho.

As nossas orações devem também somente ser dirigidas a Deus, não existe na bíblia nenhuma passagem que nos diga que as nossas orações devem ser dirigidas a outro ser que não somente Deus.

Agora existem 3 tipos de resposta a oração elas são:

  • “Sim”
  • “Não”
  • “Espera”

Ora Deus diz que se nós pedirmos alguma coisa, o que quer que seja a Ele, em nome de Jesus, que Ele concede (João 14:13-14). Então porquê por vezes Deus não dá? Porque é que existem muitas pessoas que até podem orar em nome de Jesus, mas não recebem o que estão a pedir?

Existem 3 razões principais para que as nossas orações não sejam respondidas:

  1. Porque não pedem com fé (Tiago 1:6-8) – Toda a oração exige um pouco de ação…
  2. Porque não têm Jesus Cristo como Senhor e Salvador (I Timóteo 2:5)
  3. Porque têm uma ideia errada do que é uma oração em nome de Jesus – Orar em nome de Jesus é orar de acordo com a vontade de Jesus (I João 3:22; João 15:7) – Quando fazemos algo em nome de alguém é como que a própria pessoa estivesse fazendo.

Então, assim nós não recebemos porque pedimos pelos motivos errados (Tiago 4:3). É na medida em que temos intimidade com Deus que vai fazer com a nossa vontade se alinhe com a vontade de Deus e aí as nossas orações serão respondidas.

Vejam a seguinte ilustração:

Nós queremos chegar ao ponto X e por isso pedimos Y, mas Deus na sua infinita sabedoria sabe que se nos der Y nós vamos, mas é chegar ao Z e não ao X por isso Ele dá-nos W porque sabe que é com o W que vamos chegar onde queremos que é ao X.

Por vezes andamos distraídos e não “ouvimos a voz de Deus” nas respostas ás nossas orações. Não é que Deus nos responda de viva voz (apesar de Ele também poder fazer isso), mas ele nos responde através da Sua palavra, através de irmãos nossos e através de circunstâncias também. O problema é que por vezes nós não estamos preparados para a resposta de Deus, por vezes pedimos força a Deus, mas reclamamos dos pesos.

Mesmo quando não sabemos orar podemos dizer isso a Deus e temos a promessa de que o Espírito Santo intercede por nós (Romanos 8:26).

A nossa oração só precisa ser sincera, espontânea e constante. Nunca hipócrita, repetitiva e apenas quando estamos a precisar de alguma coisa. (Exemplo do pai natal).

Terminar focando a importância de uma vida de oração individual, mas também em conjunto com os outros irmãos na igreja local.

Concluo aqui a primeira parte desta pregação sendo que a segunda parte vai ser dada daqui a 15 dias e iremos falar sobre o exemplo de Jesus na oração e os tipos de oração que existem.

 


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