Publicado por: absesimbra | 28 de Dezembro de 2018

Pregação Natal 23 dez. 2018

Ilustração da festa de anos do filho e da queda que ele deu e o facto de se ter magoado fazendo com isso o terminar da festa e a tristeza que veio…

Os especialistas divergem sobre o significado exato de termos como piedade, simpatia, misericórdia e empatia, mas estes são todos aspetos da compaixão, que definiremos como “Amor em ação”!

Compaixão: Sentimento piedoso de simpatia para com a tragédia pessoal de outrem, acompanhado do desejo de minorá-la.

A maioria dos seres humanos crê num poder maior do que si mesmo. Se não conhecem o Deus da Bíblia como Deus verdadeiro, são capazes de criar um deus, ou deuses para ajudá-los a explicar os mistérios da vida. Esse deus criado muda na medida em que os nossos sentimentos pelos outros também mudam. No fundo é feito à nossa imagem.

O Deus da Bíblia embora imutável na Sua natureza e propósito, é um Deus genuinamente pessoal, sabemos isto porque a Bíblia usa pronomes pessoais para falar sobre o Deus verdadeiro e amoroso.

A Bíblia afirma que nós somos criados à imagem e semelhança de Deus por isso podemos começar a entender como Deus é, usando a nossa própria personalidade como pista para a personalidade divina. Se eliminarmos toda a nossa imperfeição e ampliarmos infinitamente tudo o que sabemos sobre Deus, poderemos começar a entender a Sua impecável personalidade. Mesmo correndo o risco de ficarmos aquém daquilo que Deus é.

A Bíblia também nos diz que o único Deus verdadeiro e vivo, Ele sente, Ele fica contente, Ele se entristece, Ele abomina, Ele é paciente e Ele é compassivo, ou seja, tem compaixão.

A Bíblia diz-nos que Deus é eterno, Santo, Justo, Bondoso, Sábio, Poderoso e Amoroso, mais especificamente AMOR. Isso significa que Deus é compassivo. Se eliminarmos a compaixão da natureza divina teríamos de reescrever as escrituras e a nossa compreensão da natureza divina deverá ser radicalmente revista.

Deus é um Deus cuidadoso. E se isso no Antigo testamento se vê pelos Seus feitos e declarações de profetas como Isaías, Miqueias e o próprio rei David, no Novo testamento, a pessoa de Jesus é a autorrevelação de Deus onde a compaixão se incorpora de uma forma perfeita Nele.

No inicio, Deus estabeleceu um mundo de plenitude e paz. Uma vez que esse mundo foi destruído pela desobediência de Adão e Eva, Deus preferiu restabelecer o estado de Shalom por meio de Israel como nação escolhida por Deus. Se Israel tivesse obedecido à lei de compaixão de Deus, a vida desse povo, teria sido o mais feliz possível no nosso mundo decaído.

A palavra hebraica para “paz” é Shalom, é tão rica que é quase impossível de traduzir. A palavra Shalom, é mais do que uma palavra, é um conceito caracterizado pela Alegria, pela Justiça, pela Piedade e Abundância, Bondade e Cuidado que Deus quer para a sua criação. Mas o povo de Deus fracassou em alcançar o ideal amoroso do Senhor.

O profeta Isaías representou graficamente a doença moral e espiritual dessa nação desobediente (Ver Isaías 1:5-7).

“Para quê castigar-vos ainda mais, se praticam traição sobre traição, se toda a vossa cabeça está em chagas, e o vosso coração sem coragem? Desde a planta dos pés até à cabeça não há nada sadio; tudo são feridas, golpes e chagas abertas, que ninguém curou nem tratou com ligaduras, nem lhe aliviou as dores com azeite. O vosso país parece um deserto, com as vossas cidades devastadas pelo fogo; os estrangeiros devoraram as vossas sementeiras na vossa frente. Fica tudo devastado e destruído como costumam fazer os estrangeiros.”

 

Isso fez com que Israel experimentasse consequências das suas próprias decisões de afastamento de Deus. O domínio de outros povos, o serem levados para o cativeiro em terras estrangeiras, tudo isso está registado no Antigo Testamento.

Mas Deus, apesar do pecado de Israel, na Sua misericórdia, permitiu que um remanescente dos israelitas voltasse do exílio. Eles decidiram inflexivelmente que não repetiriam o fracasso pecaminoso dos seus antepassados, e na sequência disso veio uma época de legalismo. Os rabinos muitos deles bem-intencionados, muitos deles devotos e instruídos, desenvolveram um sistema restritivo de regras e regulamentos. No início, esses ensinamentos circularam de forma oral, mas gradualmente as suas interpretações foram escritas. As leis da vida dadas por Deus, que antes eram um deleite e alegria, assim como a fonte da orientação iluminadora da alma e bênção, transformaram-se num rígido sistema de ritualismo religioso que Jesus denunciou.

O povo judeu, como um todo, considerava a vida um pesado fardo sob a opressão dos romanos e as rígidas regras e estrutura dos fariseus. As pessoas estavam economicamente empobrecidas e espiritualmente ignorantes, estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.

Quem nunca se sentiu assim? Escravo de um sistema de rotinas que nos esmifram as forças, e dependente de um sistema religioso que em nada se compara com a vida em abundância que Deus promete vida dar àqueles que Nele confiam?

Jesus veio para esta situação turbulenta como a compaixão encarnada. Ele tornou o cuidado algo central no seu ministério, eliminando distorções legalistas e limitações étnicas, concentrando-se na graça inclusiva de Deus.

Jesus veio com a Sua revolucionária mensagem sobre o reino de Deus – um reino somente acessível pela fé. Não depende de estatuto, de condição social, nem de condição financeira. Somente é alcançada pela confiança depositada em Cristo – Fé.  Esse reino requereria o amor obediente ao Rei e Pai, como também amor servil aos irmãos na família de Deus. O amor era a única lei abrangente entre eles, um amor que Jesus especificou no sermão do monte e que cumpria com os 10 mandamentos. Jesus afirmou que a essência da Lei é o amor.

As atitudes e os comportamentos numa sociedade cristã deveriam ser compassivos, demonstrarem amor na prática e manifestarem interesse cuidadoso pelos outros, o próprio Jesus exemplifica tudo isso.

Como Deus encarnado, Cristo refletia perfeitamente a natureza de Seu Pai, não apenas a santidade divina, mas o coração de Deus. Pelo facto de Ele nunca ter pecado e ser intensamente sensível ao pecado, Jesus se compadecia das pessoas pecadoras que sofriam as consequências da depravação e pecado pessoal.

De uma forma gentil e sem julgamentos Jesus buscou fortalecer os fracos e inflamar a sua fé em Deus.

Jesus mostrou isso na forma como tratava as crianças e as mulheres, grupos da sociedade que eram colocados para segundo plano.

Do mesmo modo que Jesus era compassivo com as mulheres e as crianças, assim também o era com os que estavam à margem da sociedade. Foi assim com os leprosos, com as prostitutas, com os cobradores de impostos, com os samaritanos, entre outros.

A multidão e os religiosos da época devem ter-se enfurecido quando Jesus procurava aceitar esses grupos, e mesmo afirmando que estes entrariam no reino dos céus se se arrependessem, antes mesmo dos líderes religiosos que demonstravam uma justiça própria baseada na hipocrisia.

De acordo com Jesus, a compaixão divina transformaria os membros de um grupo rejeitado pela sociedade em membros de um grupo aceite por Deus.

Jesus exerceu o Seu poder em favor dos rejeitados e necessitados independentemente das suas condições físicas e espirituais. Um amor desprovido de qualquer segunda intenção, Jesus amou as pessoas sem esperar nada em troca.

Ler Lucas 19:10Na verdade, o Filho do Homem veio buscar e salvar os que estavam perdidos.

Os braços e o coração de Jesus estavam abertos a todos os que o queriam ouvir de boa vontade, como ainda estão abertos aos humildes, aos últimos, aos perdidos.

Certamente Jesus estava preocupado com a fome, a doença e a injustiça, mas Ele estava mais preocupado com o relacionamento das pessoas com deus e o destino delas no mundo porvir. Jesus veio para trazer entendimento da realidade espiritual. Embora Jesus tivesse misericórdia por toda a gama de aflição humana e os seus milagres de cura proporcionassem alívio, o principal interesse do nosso Senhor era o Espiritual, o trazer paz com Deus.

Jesus veio oferecer a graça perdoadora de Deus. Recusando-a podemos vir a ser destruídos no inferno, e esta perspetiva aterrorizante encheu de tristeza o coração de Jesus. Apesar de Cristo comer e beber com pecadores, e até mesmo compartilhar da felicidade das festas de casamento, Ele nunca perdeu de vista “os contornos da face de Deus” Ele entrou no nosso mundo como a encarnação da misericórdia, disposto a morrer para que nós, os pecadores perdidos não morrêssemos, mas tivéssemos a vida eterna.

E esta é a mensagem maravilhosa do Evangelho. Jesus amou-nos primeiro!

Está disposto aceitar este “Ousado amor d e Deus”?

 


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