Publicado por: absesimbra | 27 de Janeiro de 2020

Cinco Razões Pelas Quais Não Evangelizamos

Uma das razões de ser da igreja é evangelizar. Aliás grande parte do Novo Testamento motiva o povo de Deus a levar o evangelho para o mundo.

Jesus deu aos seus discípulos uma ordem permanente de ir e fazer discípulos (Mt 28.19; Mc 16:15). PP

Ele lhes disse que eles se tornariam pescadores de homens (Mt 4.18-20). PP

Pedro aconselhou as igrejas da Ásia Menor a estarem prontas quando as pessoas fizessem perguntas sobre a sua esperança (1Pe 3.15). PP

Mas… por exemplo, olhando para a sua vida, ou para a vida da sua igreja isto parece estar a ser feito? Faça uma avaliação concreta da sua vida de evangelização.

Pois é parece que alguma coisa não está a correr bem. Muitos cristãos não vivem como pescadores de homens. Não são muitas as pessoas que nos perguntam sobre a esperança que temos em Cristo, e quando elas perguntam, nós não estamos prontos para dar uma resposta. As igrejas falam muito sobre evangelismo, mas de acordo com pesquisas, a maioria dos membros de igreja não partilham a sua fé com muita frequência.

Uma pergunta se coloca então: por que razão não evangelizamos? Se temos a ordem clara da parte de Cristo, o legado, porque não o fazemos?

Eu gostaria de falar de cinco possíveis razões pelas quais temos tanta dificuldade em partilhar o evangelho como parte do curso normal da nossa vida. É verdade que outras pregações podem sugerir maneiras de remediar esta situação, mas por agora, vamos investir algum tempo a diagnosticar o problema. E depois de diagnosticar tentar mudar a nossa forma de viver para ser mais como Jesus nos pediu nesta área.

  1. As igrejas isolam os cristãos dos não-crentes

Em outras palavras, muitos cristãos não conhecem nenhum descrente. Aliás podemos até conhecer, mas ao ponto de ter intimidade e poder falar do evangelho é meio complicado. Embora as nossas vidas diárias nos coloquem em contato regular com muitas pessoas que não conhecem Jesus, é fácil passar pela vida sem ter relacionamentos próximos com qualquer uma delas.

As igrejas muitas das vezes são as principais responsáveis por isto acontecer. Muitas igrejas organizam uma série de programas nas noites dos dias de semana e, então, definem se um membro de igreja é bom em termos da sua presença em tais programas. Como resultado, os calendários de muitos cristãos estão cheios de atividades na igreja e há pouco tempo para convidar vizinhos e colegas de trabalho até ás suas casas para poder promover relacionamentos. Além disso, algumas congregações cultivam hostilidade para com o mundo. Conforme nossa cultura se torna cada vez mais explicitamente hostil ao cristianismo e à moralidade bíblica, é fácil permitir que se estabeleça uma mentalidade de defesa. Quando isso acontece, o mundo lá fora se torna um bicho papão e a maneira pela qual o povo de Deus continua santo é mantendo a distância dele. Então os cristãos vivem vidas em trilhos paralelos aos do mundo, com suas próprias escolas, negócios, ligas desportivas e programas, mas pouquíssimas chances de construir relacionamentos com incrédulos. Ora como nós podemos falar do evangelho aos descrentes se não nos relacionamos com eles?

  1. Nós acreditamos que o evangelismo é algo extravagante e extraordinário

Uma segunda razão pela qual os cristãos não evangelizam é por acreditarem que se trata de algo extraordinário. Nós suspeitamos que o evangelismo é apenas para aqueles que possuem o dom do evangelismo, ou para os pastores assalariados. Dizemos, “Ah ele é que é pago para isso!” Então simplesmente a maioria dos crentes não se sente capaz de partilhar o evangelho. Em algumas situações até acontece algumas pessoas da igreja trazerem amigos ou familiares até ao pastor para que este fale de Jesus para elas. Cada crente deve tomar coragem e fazer ele mesmo isso! Afinal, em Atos 8.1-4 (LER e ANALISAR) podemos ver que não são os apóstolos, mas cristãos “normais” que levam a mensagem a respeito de Jesus para fora de Jerusalém e para o resto do mundo.

  1. As igrejas não ensinam sobre o custo de seguir Jesus

Em terceiro lugar, as nossas igrejas não falam sobre o custo de seguir Jesus. Contudo, o evangelismo pode ser custoso. Realmente não há como contar às pessoas que você crê que Deus se tornou homem de carne e osso, sendo nascido de uma virgem e então, após ter morrido numa cruz, ressuscitou e subiu de volta aos céus, e em breve voltará para reinar… não dá para falar disto sem ao menos correr o risco de elas não entenderem ou ficarem meio que confusas e incrédulas a olhar para nós. Mas tudo bem! O Apóstolo Paulo diz que Deus intencionalmente nos salva de uma maneira que parecerá louca aos “sábios” do nosso mundo (1Co 1.18-29). E a Bíblia diz que a nossa função é somente pregar, porque quem convence do juízo e do pecado é o Espírito Santo.

Se entendemos bem Paulo, na verdade, é parte do plano de Deus que soframos um pouco enquanto partilhamos o evangelho. Se o irmão não concorda, leia o livro de Atos e tome nota cada vez que uma pessoa partilha o evangelho e algo de mal acontece com ela.

Mas muitas igrejas nunca confrontam seus membros com a realidade de que seguir Cristo lhes custará algo. Nós ensinamos-lhes que Deus só está preocupado com eles e com a sensação de bem-estar deles e com a sua felicidade. As igrejas estão cheias de palestras de autoajuda e de mostrar Deus como um meio para alcançar algo. Então, quando chega a hora de pagar o preço e partilhar o evangelho, muitos de nós simplesmente não estamos dispostos a perder as nossas reputações e a nos darmos ao trabalho.

  1. Nós buscamos resultados imediatos

Quarto lugar, nós buscamos resultados imediatos. É claro que é fácil ficar desencorajado quanto ao nosso evangelismo. Talvez tenhamos lido um livro ou ouvido um sermão e saído para partilhar a nossa fé, mas depois logo nos invade a frustração e ficamos mais desencorajados quando nada acontece visivelmente. Penso que muitos cristãos simplesmente desistiram do evangelismo por terem feito um esforço e não terem visto nenhum resultado.

Mas simplesmente não estamos numa posição de julgar o que Deus está a fazer em cada situação específica. Pode ser que no plano de Deus nós sejamos a primeira pessoa em uma longa fila de pessoas que evangelizarão alguém antes que ela venha a Cristo. Posso pensar em muitos exemplos de conversas e esforços evangelísticos que pareciam uma perda de tempo, mas que muito mais tarde, descobrimos que aquela pessoa afinal teria vindo a Cristo.

O evangelho é o poder de Deus para a salvação (Rm 1.16), e a palavra de Deus é viva e poderosa (Hb 4.12-13). Nós devemos cultivar a confiança de que o Senhor, é que dá o crescimento, e completará a Sua redenção. Ele salvará almas. Mas temos de entender que Deus frequentemente não fará isso de acordo com a nossa programação ou atividades.  Só nos resta obedecer e perseverar. Dar o exemplo da semeadura e colheita.

  1. Nós não somos claros na mensagem

Uma razão final pela qual não evangelizamos é que não somos claros na mensagem. Se neste momento lhe pedisse para me explicar as verdades do evangelho (em aproximadamente 60 segundos) talvez ficaríamos surpresos com a quantidade de cristãos que acham difícil fazer isso. Não é que eles não creiam no evangelho — eles creem. Não é também que eles sejam ignorantes — muitos deles conhecem as suas Bíblias muito bem. E embora eles possam ficar nervosos ou surpresos com a pergunta, ainda é uma tendência preocupante. Não há como partilhar o evangelho se não estamos preparados para partilhar a mensagem do evangelho.

Mas se temos estas dificuldades porque faltamos ás formações que a igreja disponibiliza? Porque não investimos tempo em treinamento, por exemplo “Evangelismo explosivo”? Entre outros que já dinamizamos? Porque não investimos tempo no discipulado como forma de uma evangelização responsável?

Sinceramente não sei responder a estas perguntas. A única resposta que me ocorre é desobediência. A mim só me resta continuar a motivar a criar ensino e oportunidades para que cada pessoa da minha igreja possa ter uma vida pautada pela evangelização.

Neste sentido… explicar a atividade dos calendários e folheto da igreja.


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