Publicado por: absesimbra | 29 de Março de 2020

Pregação 22 março 2020 Habacuque 3:17-19

Nos vários contextos de calamidade que se viveu e atualmente este que se vive a nível mundial, para nós cristãos, existe uma passagem Bíblica que fazemos questão de recitar. Ela encontra-se em Habacuque 3:17-19, e afirma o seguinte:

“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente.”

Estas palavras de Habacuque, que no final do livro percebemos que se tratava de uma música (“Ao mestre de música. Para instrumento de corda.”) nos dias de hoje é igualmente usada para letra de várias músicas de artistas gospel. Isto talvez porque são palavras que devem estar sempre presentes na nossa mente e coração, e em forma de música sejam mais fáceis de memorizar.

Mas que contexto Habacuque estava a viver, para chegar a dizer estas palavras? É muito importante percebermos o que estava a acontecer no contexto histórico cultural do povo de Judá, quando Habacuque termina o seu livro com estas palavras. No que toca ao contexto importa saber o seguinte:

– Judá estava prestes a ser invadido pelos Babilónicos, cujo o rei era Nabucodonosor, por volta do ano 605 a.C. Talvez o episódio de Daniel sendo levado cativo para a Babilónia seja mais conhecido de todos nós, pois o contexto histórico de Habacuque é anos antes desse exílio a que o povo de Judá foi sujeito.

– O rei Nabucodonosor, e os babilónicos não tinham uma fama muito agradável para quem fosse dominado por eles. Temos relatos históricos de que este rei babilónico foi o mais imponente de todos os reis desse vasto império e a forma como ele tratava os seus súbditos e amigos, por exemplo descrito em Daniel 1:10 (medo do chefe dos eunucos do rei); Daniel 2:5 (ameaça aos sábios e ás suas famílias); Daniel 2:12 (morte de todos os sábios do império); Daniel 3:19-23 (fornalha ardente); 2 Reis 25:7 (esvaziar os olhos de Zedequias – o rei de Judá); não trazia muita esperança aos seus inimigos e aos dominados de outros povos conquistados pelos seus exércitos.

– O Profeta Jeremias é contemporâneo de Habacuque, e vemos no final do livro de Jeremias, capítulo 51:1 que o império da Babilónia é usado por Deus para trazer o exílio sobre Jerusalém, isto porque de acordo com o que estes dois profetas relatam, o povo de Deus estava desviado do caminho do Senhor, e Deus porque o ama tem necessidade de o repreender. O início do cativeiro é relatado em 2 Reis 24 e 25.

Este contexto faz-me lembrar uma frase que li esta semana que dizia:

“A única maneira de Deus mostrar que está no controle, é colocar-te em situações em que tu não podes controlar.”

A circunstância que Judá estava prestes a enfrentar fugia do seu controlo. Por mais que eles resistissem, eles percebiam que o exército babilónico era muito mais poderoso do que eles, não havia humanamente falando resistência possível. A única solução possível, seria Deus intervir, mas percebemos que Deus usou a Babilónia para voltar a trazer os judeus ao foco certo, que era Deus.

Não sei, nem sequer estou a afirmar, que esta pandemia que atravessamos hoje é algo enviado por Deus para nos focarmos no que interessa. Mas na verdade li um texto muito interessante sobre o impacto que esta situação toda está a ter em nós. O texto é de um psicólogo que se chama Dr. Leonardo Morelli (psicólogo)

 

“Acredito que o Universo tem a sua maneira de equilibrar as coisas e as suas leis quando estão viradas do avesso. O momento que vivemos, cheio de anomalias e paradoxos, dá que pensar. Numa altura em que as alterações climáticas causadas por desastres ambientais chegaram a níveis preocupantes, primeiro a China e depois tantos outros países veem-se obrigados ao bloqueio. A Economia colapsa, mas a poluição diminui consideravelmente. O ar melhora; usam-se máscaras, mas respira-se.

Num momento histórico em que algumas ideologias e políticas discriminatórias, com fortes referências a um passado mesquinho, estão a reativar-se em todo o planeta, chega um vírus que nos faz perceber que, num instante, podemos ser nós os discriminados, os segregados, os bloqueados na fronteira, os portadores de doenças. Mesmo que não tenhamos culpa disso. Mesmo que sejamos brancos, ocidentais e viajemos em classe executiva.

Numa sociedade fundada na produtividade e no consumo, em que todos nós corremos 14 horas por dia na direção não se sabe muito bem de quê, sem sábados nem domingos, sem feriados no calendário, de repente chega o “parem”. Fechados, em casa, dias e dias. A fazer contas com o tempo do qual perdemos o valor. Será que ainda sabemos o que fazer dele?

Numa altura em que o acompanhamento do crescimento dos filhos é, por força das circunstâncias, confiado a outras figuras e instituições, o vírus fecha as escolas e obriga a encontrar outras soluções, a juntar a mãe e o pai com as crianças. Obriga a refazer família.

Numa dimensão em que as relações, a comunicação, a sociabilidade se processa principalmente no “não-espaço” do virtual, das redes sociais, dando-nos uma ilusão de proximidade, o vírus tolhe-nos a verdadeira proximidade, a real: que ninguém se toque, nada de beijos, nada de abraços, tudo à distância, na frieza do não contacto. Até que ponto dávamos por adquiridos estes gestos e o seu significado?

Numa altura em que pensar no próprio umbigo se tornou regra, o vírus envia uma mensagem clara: a única saída possível é através da reciprocidade, do sentido de pertença, da comunidade, do sentimento de fazer parte de algo maior, de que cuidamos e que pode cuidar de nós. A responsabilidade partilhada, o sentir que das nossas ações depende não apenas o nosso destino, mas o de todos os que nos rodeiam. E que dependemos das deles.

Por isso, deixemo-nos da caça às bruxas, de perguntar de quem é a culpa ou porque é que tudo isto aconteceu, e perguntemos antes o que podemos aprender com isto. Creio que temos todos muito para refletir e fazer. Porque para com o Universo e as suas leis, evidentemente, temos uma grande dívida. Explica-nos o vírus, com juros muito altos.”

E em tempos como este que vivemos hoje, ou como os que Habacuque, Jeremias e Daniel estavam a viver o verso 4 do capítulo 2 do livro do profeta Habacuque tem algo de extrema importância para nos ensinar.

“Eis o soberbo! A sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé!”

Temos de viver pela fé no nosso Senhor Jesus Cristo. Hebreus 11:1 afirma que “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de factos que se não veem.”

Fé define-se por forte convicção e confiança de que o nosso Deus está no controle de tudo. Ter fé em Deus, é algo concreto que está baseado nos seus feitos passados, mas também nas suas promessas futuras. Feitos e promessas que estavam bem presentes na mente de Habacuque. E de que igual forma tem de estar presentes nas nossas mentes também.

Ter fé no momento que o povo de Deus estava prestes a passar era estar com plena confiança e declarar “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente.”

Ter fé hoje é fazer nossas as palavras do profeta Habacuque, e declarar que a nossa confiança em Deus não depende das circunstâncias, porque essas vão e vêm, mas o nosso Deus permanece eternamente.

Publicado por: absesimbra | 28 de Março de 2020

Publicado por: absesimbra | 27 de Março de 2020

Pregação “O Rei Josafá e o Corona Vírus” 15 março 2020  

Pregação “O Rei Josafá e o Corona Vírus” 15 março 2020

 

A Bíblia é sem dúvida um conjunto de histórias reais, de personagens reais, que nos ajudam a viver cada dia da nossa vida na busca de ser cada vez mais como Cristo. Toda a Bíblia motiva-nos a levar Cristo ao lugar de destaque no nosso coração e vida.

 

Vivemos tempos de incerteza, hoje século 21, o mundo está a ser assolado por uma epidemia que está a fugir ao controle das entidades competentes.

 

Mas o que será que a Bíblia, escrita há tanto tempo atrás, nos poderá dizer acerca desta circunstância que agora vivemos?

 

Ao pensar sobre o tema “Corona Vírus” e ao ler vários artigos de opinião sobre este assunto, deparei-me com um artigo escrito por um pastor norte-americano que tem o seu ministério na China, ou seja é missionário, no epicentro do vírus, a cidade de Wuhang.

 

E ele, no seu artigo leva-nos a uma reflexão acerca de uma circunstância que um dos reis de Judá (explicar que o reino estava dividido, que nos primeiros 3 reis, Saúl, David e Salomão o reino estava unificado, mas depois de Salomão o reino dividiu-se entre reino do Norte – Israel, e reino do Sul – Judá). De seu nome Josafá enfrentou. O autor do artigo leva-nos a refletir acerca da postura deste rei face a uma situação idêntica, pelo menos no controle que temos sobre a circunstância, à que vivemos hoje.

 

Vamos ler II Crónicas 20:1-22 (parar se necessário na leitura do texto Bíblico, para explicar aspetos difíceis do texto.)

 

A oração feita pelo rei Josafá no verso 12 é exatamente a oração que podemos e devemos fazer neste momento.

 

“Não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti”.

 

É verdade que o rei Josafá provavelmente já estaria num estado de desespero, que nós ainda não nos encontramos, mas penso que num ápice, poderemos enfrentar algo semelhante. Por isso decidi falar sobre este assunto.

Os olhos ansiosos do mundo estão nesta crise de saúde global. Empresas e governos temem pelo decréscimo do consumo e por consequência da economia. Algumas escolas, já fecharam, e a corrida aos mecanismos de defesa está a aumentar. Algumas fronteiras começam a fechar-se e algumas companhias aéreas suspenderam os voos para alguns países mais infetados, como Itália, China, Coreia do Sul, entre outros.

A Nossa oração só pode ser esta “Não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti Senhor”.

Esta experiência do rei Josafá e de todo o povo de Judá é extremamente atual.

Olhando o contexto, o exército perigoso dos amonitas estava a aproximar-se de Judá. Mas é interessante ver que a fé de Josafá abrangia não só a vitória militar, mas ele confiava no em qualquer desastre que pudesse vir!

Ora vejamos no verso 9: “Se algum mal nos sobrevier, espada por castigo, peste ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti, pois o teu nome está nesta casa; e clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás e livrarás.” (2 Cr 20:9)

E aqui começa a fazer-se o paralelo com os nossos dias… Peste – ou Vírus. Josafá tinha uma disposição de confiança no Senhor, independentemente do perigo. Mesmo diante de peste ou praga, fome ou guerra, ele clamava a Deus.

E, nos dias que vivemos, desta atual ameaça de pandemia, precisamos aprender a fazer o mesmo. Confiar no Senhor!

O autor apresenta cinco aspetos, da confiança de Josafá em Deus, que nos podem ajudar hoje.

  1. Confie em Deus com seus medos

“Josafá teve medo e se pôs a buscar ao Senhor” (2Cr 20:3). Ele não era o super-homem; ele era uma pessoa normal como eu e como tu. O passo inicial de quem confia na ajuda de Deus – naqueles dias ou nos nossos – deve ser admitir a nossa fraqueza.

Pode ser um bom remédio agora chegar diante de Deus e dizer-lhe honestamente em que estado você está. Será que está assustado? Frustrado? Faminto? Solitário? Ferido? Exausto?

O objetivo de expormos a nossa dor não é apontar o dedo para acusar Deus e queixarmo-nos colocando a culpa daquilo que passamos Nele; mas o de sermos sinceros, confiando nele, mesmo nas nossas preocupações mais profundas. Josafá escolhe confiar no Senhor, e nós somos chamados a fazê-lo. A confiança é sempre uma escolha. E é isso que teremos que fazer repetidamente. Todos os dias vamos ser desafiados a confiar mais em nós mesmos, nas nossas soluções, recursos e inteligência, pois aquilo que Deus quer é que confiemos Nele. E podem existir circunstâncias que Deus nos permita viver em que cheguemos a um ponto em que não sabemos mais o que fazer e aí só nos resta confiar em Deus. Deus permite isso para que aprendamos mesmo a confiar Nele.

  1. Incentive os outros a confiar em Deus

Depois de Josafá buscar Deus, ele proclama um jejum nacional: “…e apregoou jejum em todo o Judá. Judá se congregou para pedir socorro ao SENHOR; também de todas as cidades de Judá veio gente para buscar ao SENHOR.” (2Cr 20.3:4).

O rei sabe de onde vem a verdadeira ajuda e leva outros a irem até lá em busca de esperança.

Quando todos, ao nosso redor, estão sem esperança e a enlouquecer e a ter medo, devemos nos lembrar uns aos outros que servimos um Deus amoroso, misericordioso e soberano, que não pode ser atingido pela peste ou pelo vírus (Salmo 91, pedir para alguém ler em voz alta).

Ao levarmos nossas ansiedades ao Senhor em oração, podemos experimentar uma paz que ultrapassa o entendimento humano (Filipenses 4:6-7). E, quando experimentamos essa paz, a esperança contra cultural – e muitas vezes contraintuitiva – que temos em Cristo, é revelada (1 Pedro 3:15). Afinal, a nossa fé é pessoal, mas não é privada. As pessoas à nossa volta vão reparar na forma como reagimos a circunstâncias desta natureza.

  1. Clame a Deus

Josafá oferece um modelo de oração nos versículos 5-12. Ele apela ao caráter de Deus, ás suas promessas e suas ações no passado. A oração então culmina: “Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti”.

Talvez o irmão se sinta assim à luz dos seus problemas e agora do Coronavírus. Talvez você se sinta impotente diante dos seus problemas. Talvez a sua ansiedade aumente porque as situações fogem do seu controlo. Nesse caso, junte-se a Josafá ao declarar que está desamparado, mas que a sua esperança está fixa no Deus Todo-Poderoso.

Quantas das nossas orações deveriam terminar com uma frase como essa? Esta deve ser a postura do cristão. Apelar ao caráter de Deus, confessar a nossa incapacidade e colocar os nossos olhos no Senhor.

  1. Lembre-se da salvação de Deus

Na narrativa de 2 Crônicas, Deus responde enviando um profeta para lembrar a Judá que a batalha não lhes pertence; isso pertence a Deus (20.15). Eles nem precisam de lutar; eles podem simplesmente sentar-se e assistir à salvação que o Senhor traz em favor deles (20.17)!

Esta história é um pequeno exemplo, de uma batalha espiritual maior, para todos em todas as épocas. Temos um problema de morte sobre o qual não podemos fazer nada por nossa conta própria (embora tentemos!).

Temos que confiar noutro, porque essa batalha não é para nós lutarmos. Ao confiarmos naquele que pode lutar no nosso nome, somos convidados a sentar e a assistir à salvação do nosso Senhor Jesus Cristo na cruz do calvário.

Podemos vir a sofrer consequência do Coronavírus. Nós e as nossas famílias podem ou não ser poupadas desta epidemia. Mas ainda assim olhamos para a salvação de Deus. Não porque Deus necessariamente prove seu amor por nós protegendo-nos de doenças, mas porque Ele já demonstrou o seu amor ao enviar Cristo para morrer por nós enquanto ainda éramos pecadores, para que quem nele crê não morra, mas tenha a vida eterna. (Romanos 5:8; João 3:16).

Oramos para que esse vírus seja erradicado e para que os nossos permaneçam saudáveis, mas Deus é sempre bom, independentemente do que as próximas semanas trouxerem. Usamos se necessário for, máscara ao ar livre e lavamos as mãos com frequência, mas a nossa esperança não pode nem deve estar firmada nesses esforços.

Desejamos uma vida longa para nós e para a nossa família, mas também sabemos que o objetivo da vida não é escapar da morte física. O objetivo é estar preparado para quando a morte física for inevitável e possamos dar glória a Deus.

  1. Adoração

Josafá confiou e guiou outros a confiarem em Deus.

Mas o que acontece no final é absolutamente fantástico, Josafá adora a Deus. Em 2 Crônicas 20:21, ainda antes da vitória, o rei leva o povo a louvar: “Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o SENHOR emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados.” (2Cr 20:22).

Se confiamos que Deus é bom, e se sabemos que podemos confiar nele, podemos adorá-lo mesmo no meio do sofrimento. Podemos louvá-lo, mesmo sob a ameaça de perigo. Nós o glorificamos mesmo quando os vírus se espalham.

Deus não disse a Josafá para ele adorar. Ele não foi instruído por Deus a convocar um culto. Adorar não é uma estratégia para fazer Deus agir; é uma resposta porque sabemos que Ele agiu e continuará a agir. É desta maneira que devemos procurar o Senhor.

Os judeus saem no dia seguinte e a ameaça já não existia. Não estou a afirmar que Deus milagrosamente vai resolver todos os nossos problemas se começarmos a adorar. Mas estou a dizer que o nosso maior problema – o problema da descrença – irá resolver-se, se começarmos a adorar a Deus. Quem louva um Deus em quem não crê?

Diante dos problemas, sejam eles relacionados com o Corona vírus ou outros, nós como cristãos devemos ter uma confiança inabalável no Senhor, mesmo quando não sabemos o que o futuro nos reserva.

 

 

 

  • Tenha um tempo de oração a adorar a Deus;
  • Ore também para que Deus proteja a sua saúde e a saúde das pessoas da igreja;
  • Entregue todos os seus problemas a Deus e tenha uma vida plena de esperança.

 

Publicado por: absesimbra | 9 de Fevereiro de 2020

Pregação 02 Fevereiro 2020 Intimidade com Deus

O título que dei a esta pregação é “O que pode estar a falhar?”

O que pode estar a falhar na nossa vida cristã, para que não tenhamos intimidade com Deus? O que pode estar a falhar para que não estejamos transformados? O que pode estar a falhar para que não tenhamos um compromisso? O que pode estar a falhar para que não sirvamos a o Senhor?

Tudo começa com a nossa decisão de seguir Jesus. Quando somos confrontados com o evangelho temos de tomar uma decisão… e quando aceitamos Jesus, começamos um novo relacionamento.

E como em todos os relacionamentos tem de se investir em intimidade.

Vou começar por definir: Intimidade

“Relação estreita ou convívio próximo entre duas ou mais pessoas.”

O assunto intimidade nos nossos dias é algo complicado de abordar. Vivemos dias em que a intimidade é escassa porque traz trabalho e investimento. As redes sociais têm contribuído para a fraca intimidade que temos uns com os outros.

Mas se analisarmos bem todo o ser humano tem de ter uma ou duas relações de intimidade. Relacionamentos em que ame e seja amado como é, relacionamentos em que aceite e seja aceite como é.

Intimidade requer investimento de tempo e perseverança. Constância diária de contacto com a pessoa que queremos que a intimidade cresça.

Dar exemplo diários de intimidade com esposa, filhos, etc…

Se analisarmos Génesis 2 e 3 verificamos que o relacionamento que Adão e Eva tinham com Deus era intimo. Porquê? Porque Deus falava com eles de viva voz, e Adão e Eva tinham acesso á Sua presença (Génesis 3:8). Mas em Génesis 3:6-7 essa intimidade foi quebrada (Génesis 3:23-24).

O jardim do Éden mais do que um local geográfico (que acreditamos ser) era um estado em que o homem e a mulher estavam, de constante intimidade com Deus, que foi quebrado por causa do pecado.

O evangelho é quando se torna possível essa intimidade estar de volta. Jesus Cristo veio tornar possível o restabelecer a intimidade perdida no Éden.

A minha pergunta é “Tem intimidade com Deus?”

Como é que se tem intimidade? Como é que acontece com os nossos relacionamentos humanos? É a mesma coisa. Investimento de tempo, neste caso na meditação da palavra de Deus e na oração… isso é a base de tudo.

Em relação à meditação da palavra, quanto tempo gasta por dia a ler a Bíblia? A memorizar as escrituras? Quantos textos Bíblicos conhece de memória? Quantos episódios bíblicos sabe a referência bíblica?

E em relação à oração? A sua oração é uma lista de compras ou uma declaração de amor a Deus? Quanto tempo dedica à oração por dia? Frequenta a reunião de oração da igreja? Convida irmãos para se juntarem a si em oração? ETC…

Somente com esta intimidade vem a transformação.

E aqui vem a segunda parte – Intimidade com Deus leva a uma transformação de vida.

O que significa transformação?

Metamorfose pedir para alguém explicar…

Ver o vídeo – https://www.youtube.com/watch?v=oSwXW4OZ3GE

Romanos 12:1-2 (LER) “Transformai-vos…”

Gálatas 5:22-23 (LER) Fruto do Espírito em nós… Transformação

Atos 3:19 (LER) Arrependimento e conversão – mudança de caminho – transformação.

Colossenses 3:9-10 Despir do velho homem e vestir do novo homem – transformação.

I Pedro 1:13-16 – Santidade – Transformação.

Uma transformação de vida que leva a um compromisso com o Reino de Deus.

Para a semana falaremos de Compromisso e de Serviço.

Publicado por: absesimbra | 30 de Janeiro de 2020

Compaixão pelos perdidos AB Sesimbra 26.01.2020

A semana passada falámos sobre evangelização. E tentámos ver o que nos está a impedir de desenvolver uma vida de evangelização. No fundo o que o está a impedir de obedecer a Deus?

Ainda esta semana a pensar sobre este assunto, pensei que algo que nos pode estar a falhar é a falta de compaixão que temos pelas pessoas perdidas espiritualmente.

Como se pode definir compaixão?

Compaixão é um sentimento que se caracteriza pela piedade e empatia em relação à tristeza alheia. A compaixão desperta a vontade de ajudar o próximo a ajudá-lo a superar os seus problemas, consolando e dando suporte emocional.

Uma pessoa que tem compaixão do próximo é aquela que consegue compreender o estado emocional alheio e ter dó da sua condição, desejando que esta consiga superar ou aliviar o seu sofrimento e trabalhando com ela para essa superação. Por exemplo, se alguém sente tristeza por presenciar a miséria ou infelicidade de outro indivíduo, esta empatia pode ser entendida como compaixão.

Diferentemente do simples sentimento de empatia, a compaixão foca-se no desejo da pessoa de aliviar o sofrimento da outra pessoa. Nestes casos, por exemplo, são comuns os atos altruístas.

Alguns dos principais sinônimos de compaixão são: pena; compaixão; dó; misericórdia; compadecimento; comiseração; condolência; pêsame; pesar; lástima; sensibilidade; miseração e clemência.

Etimologicamente, a palavra compaixão se originou a partir do latim compassionis, que significa “sentimento comum” ou “união de sentimentos”.

Gostava agora de partilhar uma história convosco: (Ler o prefácio do livro “Porque Deus desceu a escada” de Hugo Pinto.

Algumas perguntas sobre esta história?

  • Quem pode representar o homem no buraco?
  • O que pode representar o buraco?
  • Quem das personagens apresentadas teve verdadeira compaixão do homem caído no buraco?
  • Quantas atitudes já tivemos com a miséria alheia iguais às personagens da história?

Ter compaixão é ter a atitude de Jesus e descer “ao buraco”.

Ler Filipenses 2:6-8

“Embora Ele fosse Deus na sua natureza real, Ele não pensou que ser igual a Deus era algo para utilizar para o seu próprio benefício. Pelo contrário, Ele abandonou tudo o que tinha e assumiu a forma de servo, tornando-se igual aos homens. E, quando Ele apareceu em forma de homem, Ele se humilhou, tornando-se obediente até o ponto de estar disposto a enfrentar a morte, e morte de cruz.”

Este é o maior exemplo de compaixão que temos. O exemplo de Jesus.

E é algo que está inerente à história do Evangelho. Deus na pessoa de Jesus se tornou como um de nós para nos salvar do pecado. Porquê? Porque teve compaixão de nós.

Uma outra história de compaixão que conhecemos é a parábola do Bom Samaritano descrita em Lucas 10:25-37. Já conhecemos bem esta história. Mas vamos lê-la novamente. (LER)

Abordar esta parábola em termos espirituais.

Temos um outro grande exemplo de compaixão pelos perdidos descrito em LER Romanos 9:1-3

Podemos nós dizer isto que o Apóstolo Paulo diz?

Que peçamos a Deus que Ele nos dê a mesma compaixão que Ele teve e tem para com a miséria alheia, mais especificamente a nossa miséria.

 

Publicado por: absesimbra | 27 de Janeiro de 2020

Cinco Razões Pelas Quais Não Evangelizamos

Uma das razões de ser da igreja é evangelizar. Aliás grande parte do Novo Testamento motiva o povo de Deus a levar o evangelho para o mundo.

Jesus deu aos seus discípulos uma ordem permanente de ir e fazer discípulos (Mt 28.19; Mc 16:15). PP

Ele lhes disse que eles se tornariam pescadores de homens (Mt 4.18-20). PP

Pedro aconselhou as igrejas da Ásia Menor a estarem prontas quando as pessoas fizessem perguntas sobre a sua esperança (1Pe 3.15). PP

Mas… por exemplo, olhando para a sua vida, ou para a vida da sua igreja isto parece estar a ser feito? Faça uma avaliação concreta da sua vida de evangelização.

Pois é parece que alguma coisa não está a correr bem. Muitos cristãos não vivem como pescadores de homens. Não são muitas as pessoas que nos perguntam sobre a esperança que temos em Cristo, e quando elas perguntam, nós não estamos prontos para dar uma resposta. As igrejas falam muito sobre evangelismo, mas de acordo com pesquisas, a maioria dos membros de igreja não partilham a sua fé com muita frequência.

Uma pergunta se coloca então: por que razão não evangelizamos? Se temos a ordem clara da parte de Cristo, o legado, porque não o fazemos?

Eu gostaria de falar de cinco possíveis razões pelas quais temos tanta dificuldade em partilhar o evangelho como parte do curso normal da nossa vida. É verdade que outras pregações podem sugerir maneiras de remediar esta situação, mas por agora, vamos investir algum tempo a diagnosticar o problema. E depois de diagnosticar tentar mudar a nossa forma de viver para ser mais como Jesus nos pediu nesta área.

  1. As igrejas isolam os cristãos dos não-crentes

Em outras palavras, muitos cristãos não conhecem nenhum descrente. Aliás podemos até conhecer, mas ao ponto de ter intimidade e poder falar do evangelho é meio complicado. Embora as nossas vidas diárias nos coloquem em contato regular com muitas pessoas que não conhecem Jesus, é fácil passar pela vida sem ter relacionamentos próximos com qualquer uma delas.

As igrejas muitas das vezes são as principais responsáveis por isto acontecer. Muitas igrejas organizam uma série de programas nas noites dos dias de semana e, então, definem se um membro de igreja é bom em termos da sua presença em tais programas. Como resultado, os calendários de muitos cristãos estão cheios de atividades na igreja e há pouco tempo para convidar vizinhos e colegas de trabalho até ás suas casas para poder promover relacionamentos. Além disso, algumas congregações cultivam hostilidade para com o mundo. Conforme nossa cultura se torna cada vez mais explicitamente hostil ao cristianismo e à moralidade bíblica, é fácil permitir que se estabeleça uma mentalidade de defesa. Quando isso acontece, o mundo lá fora se torna um bicho papão e a maneira pela qual o povo de Deus continua santo é mantendo a distância dele. Então os cristãos vivem vidas em trilhos paralelos aos do mundo, com suas próprias escolas, negócios, ligas desportivas e programas, mas pouquíssimas chances de construir relacionamentos com incrédulos. Ora como nós podemos falar do evangelho aos descrentes se não nos relacionamos com eles?

  1. Nós acreditamos que o evangelismo é algo extravagante e extraordinário

Uma segunda razão pela qual os cristãos não evangelizam é por acreditarem que se trata de algo extraordinário. Nós suspeitamos que o evangelismo é apenas para aqueles que possuem o dom do evangelismo, ou para os pastores assalariados. Dizemos, “Ah ele é que é pago para isso!” Então simplesmente a maioria dos crentes não se sente capaz de partilhar o evangelho. Em algumas situações até acontece algumas pessoas da igreja trazerem amigos ou familiares até ao pastor para que este fale de Jesus para elas. Cada crente deve tomar coragem e fazer ele mesmo isso! Afinal, em Atos 8.1-4 (LER e ANALISAR) podemos ver que não são os apóstolos, mas cristãos “normais” que levam a mensagem a respeito de Jesus para fora de Jerusalém e para o resto do mundo.

  1. As igrejas não ensinam sobre o custo de seguir Jesus

Em terceiro lugar, as nossas igrejas não falam sobre o custo de seguir Jesus. Contudo, o evangelismo pode ser custoso. Realmente não há como contar às pessoas que você crê que Deus se tornou homem de carne e osso, sendo nascido de uma virgem e então, após ter morrido numa cruz, ressuscitou e subiu de volta aos céus, e em breve voltará para reinar… não dá para falar disto sem ao menos correr o risco de elas não entenderem ou ficarem meio que confusas e incrédulas a olhar para nós. Mas tudo bem! O Apóstolo Paulo diz que Deus intencionalmente nos salva de uma maneira que parecerá louca aos “sábios” do nosso mundo (1Co 1.18-29). E a Bíblia diz que a nossa função é somente pregar, porque quem convence do juízo e do pecado é o Espírito Santo.

Se entendemos bem Paulo, na verdade, é parte do plano de Deus que soframos um pouco enquanto partilhamos o evangelho. Se o irmão não concorda, leia o livro de Atos e tome nota cada vez que uma pessoa partilha o evangelho e algo de mal acontece com ela.

Mas muitas igrejas nunca confrontam seus membros com a realidade de que seguir Cristo lhes custará algo. Nós ensinamos-lhes que Deus só está preocupado com eles e com a sensação de bem-estar deles e com a sua felicidade. As igrejas estão cheias de palestras de autoajuda e de mostrar Deus como um meio para alcançar algo. Então, quando chega a hora de pagar o preço e partilhar o evangelho, muitos de nós simplesmente não estamos dispostos a perder as nossas reputações e a nos darmos ao trabalho.

  1. Nós buscamos resultados imediatos

Quarto lugar, nós buscamos resultados imediatos. É claro que é fácil ficar desencorajado quanto ao nosso evangelismo. Talvez tenhamos lido um livro ou ouvido um sermão e saído para partilhar a nossa fé, mas depois logo nos invade a frustração e ficamos mais desencorajados quando nada acontece visivelmente. Penso que muitos cristãos simplesmente desistiram do evangelismo por terem feito um esforço e não terem visto nenhum resultado.

Mas simplesmente não estamos numa posição de julgar o que Deus está a fazer em cada situação específica. Pode ser que no plano de Deus nós sejamos a primeira pessoa em uma longa fila de pessoas que evangelizarão alguém antes que ela venha a Cristo. Posso pensar em muitos exemplos de conversas e esforços evangelísticos que pareciam uma perda de tempo, mas que muito mais tarde, descobrimos que aquela pessoa afinal teria vindo a Cristo.

O evangelho é o poder de Deus para a salvação (Rm 1.16), e a palavra de Deus é viva e poderosa (Hb 4.12-13). Nós devemos cultivar a confiança de que o Senhor, é que dá o crescimento, e completará a Sua redenção. Ele salvará almas. Mas temos de entender que Deus frequentemente não fará isso de acordo com a nossa programação ou atividades.  Só nos resta obedecer e perseverar. Dar o exemplo da semeadura e colheita.

  1. Nós não somos claros na mensagem

Uma razão final pela qual não evangelizamos é que não somos claros na mensagem. Se neste momento lhe pedisse para me explicar as verdades do evangelho (em aproximadamente 60 segundos) talvez ficaríamos surpresos com a quantidade de cristãos que acham difícil fazer isso. Não é que eles não creiam no evangelho — eles creem. Não é também que eles sejam ignorantes — muitos deles conhecem as suas Bíblias muito bem. E embora eles possam ficar nervosos ou surpresos com a pergunta, ainda é uma tendência preocupante. Não há como partilhar o evangelho se não estamos preparados para partilhar a mensagem do evangelho.

Mas se temos estas dificuldades porque faltamos ás formações que a igreja disponibiliza? Porque não investimos tempo em treinamento, por exemplo “Evangelismo explosivo”? Entre outros que já dinamizamos? Porque não investimos tempo no discipulado como forma de uma evangelização responsável?

Sinceramente não sei responder a estas perguntas. A única resposta que me ocorre é desobediência. A mim só me resta continuar a motivar a criar ensino e oportunidades para que cada pessoa da minha igreja possa ter uma vida pautada pela evangelização.

Neste sentido… explicar a atividade dos calendários e folheto da igreja.

Quando esta semana estava a pensar o que deveria pregar perguntas como: Queres mais de Deus na tua vida? Ou queres te deleitar mais em Deus? Surgiram na minha mente.

Todos sabemos como deveríamos responder a tais perguntas. Claro que sim! Mas sejamos honestos. Nem sempre estamos seguros de que desejamos passar mais tempo com Deus. Com bastante frequência há outras coisas que nós preferiríamos fazer. Apenas sabemos qual a resposta que agrada a Deus e fazemos o politicamente correto, respondendo que sim queremos, mas toda a nossa linguagem corporal e decisões diárias dizem o contrário.

Coloquemos a questão da seguinte forma: o irmão agrada-se de Deus? O fato de buscar mais de Deus depende do que pensa acerca Dele. Depende do pensar que um relacionamento com Deus é algo digno de ser buscado.

Ou será que no nosso relacionamento com Deus apenas vivemos numa espécie de piloto automático e religioso?

Todos nós sabemos que num relacionamento tem de existir dinâmica, no sentido de investir em experiências, diálogo. Se não existir isso não há investimento, logo não podemos ter alegria em Deus.

Volto a perguntar, o irmão agrada-se de Deus? Tem alegria em Deus?

Na mente de Paulo, não havia dúvida sobre a resposta a esta pergunta. Qual era o alvo do seu ministério? O que ele estava a tentar fazer enquanto navegava pelo Mediterrâneo, arriscando naufragar, ser preso, enfrentar motins? Etc… A resposta é: Paulo estava a tentar levar alegria às pessoas, por via do seu exemplo, da sua alegria vivida num relacionamento cheio e dinâmico com Deus.

Ele diz à igreja em Corinto: “somos cooperadores de vossa alegria; porquanto, pela fé, já estais firmados” (2Co 1.24). Ele diz algo parecido à igreja em Filipos: “estou certo de que ficarei e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo da fé” (Fp 1.25).

O alvo do ministério de Paulo era que as pessoas experimentassem alegria observando a sua própria alegria em Cristo Jesus. Em ambos esses versículos, alegria é algo relacionado com a nossa fé em Deus. Isso porque tal alegria não é algo que experimentamos como resultado de circunstâncias felizes. Não é como se Paulo desejasse que todos nós estivéssemos sentados à beira do mar, com uma bebida refrescante nas mãos sem fazer nada de papo para o ar. Afinal, quando Paulo escreveu aos Filipenses, ele próprio estava preso, encarando uma possível execução. Então, à semelhança de Paulo essa alegria é algo que podemos experimentar apesar das circunstâncias. As circunstancias não roubavam a alegria de Paulo, mas será que roubam a nossa?

Certa vez, Paulo descreveu-se a si mesmo como “nada tendo, mas possuindo tudo” (2Co 6.10). Algumas linhas depois, ele acrescenta: “sinto-me grandemente confortado e transbordante de júbilo em toda a nossa tribulação” (2Co 7.4).

Como podemos não ter nada e possuir tudo? Como podemos ter tribulação e transbordar de júbilo?

A resposta é que a fé olha além das circunstâncias e vê o nosso relacionamento com Deus. O cristianismo diz respeito a um relacionamento com Deus, a um relacionamento com Deus que produz alegria apesar de tudo o que nos rodeia, e onde essa alegria não fica reservada para nós mesmos, mas contagia outros. Os outros têm de ver a nossa alegria no Senhor, e é na medida em que a nossa alegria transparece para os outros que o nosso testemunho se torna mais eficaz. Ou seja, evangelizar pela alegria, evangelizar pela nossa satisfação em Cristo.

Vamos ver agora alguns dos benefícios em ter alegria ou deleitar-se num relacionamento com Deus:

1) Deleitar-se em Deus ajuda a vencer a tentação

O pecado é um concorrente de Deus. A tentação sempre nos apresenta uma escolha entre encontrar alegria em Deus ou nos prazeres do pecado. A Bíblia diz que o coração dirige o nosso comportamento. Nós sempre fazemos aquilo que desejamos. Se nos deleitamos em Deus, então o pecado será percebido como o mísero substituto que de fato é.

Quando estamos satisfeitos em Deus não o substituímos.

2) Deleitar-se em Deus ajuda a suportar o sofrimento

O sofrimento envolve perda — perda de saúde, dinheiro, status, amor. Estas perdas sem dúvida que são reais e dolorosas, não estamos a tentar desvalorizar isso. Mas reparamos que sempre que vemos as pessoas que experimentam Deus enfrentando tais perdas, as enfrentam melhor. Porquê? Porque nós nunca perdemos Deus. Nada pode nos separar do seu amor. Quando outras coisas são arrancadas de nós, continuamos com Deus, e Ele nos basta.

3) Deleitar-se em Deus ajuda a estimular o serviço

Um dos trabalhadores mais diligentes descritos na Bíblia é o irmão mais velho na parábola do filho pródigo (Lc 15.11-32). Mas numa certa noite, seu serviço fiel revela o que realmente esse serviço é: um serviço para si mesmo. Acontece que ele jamais trabalhou de fato para o pai, mas sempre para a sua própria recompensa. Ele vê-se a si mesmo como um escravo, não como um filho. Se compararmos o seu serviço com o de Jesus, Jesus serve como um Filho. Ele foi até a cruz “em troca da alegria que lhe estava proposta” (Hb 12.2).

Se nos sentimos como escravos de um Deus distante que exige a sua obediência, então o nosso serviço sempre nos parecerá maçante e será caracterizado por um senso de dever desprovido de alegria. Por isso por vezes é tão difícil encontrar pessoas para servir na igreja local. Mas, se nos sentimos como filhos do Deus, de um Deus que derramou o seu amor sobre nós, então o nosso serviço será voluntário, pleno e alegre. Nunca poderemos servir o suficiente para sequer chegar perto daquilo que Deus fez por nós. Nós nos deleitaremos em agradar o nosso Pai, em vez de sentirmo-nos obrigados a obedecer ao nosso patrão.

4) Deleitar-se em Deus ajuda a um testemunho vibrante

Muitas vezes, o nosso evangelismo é esforçado e mais parece que como que uma obrigação chata que fazemos para dar graxa a Deus ou ás vezes dar graxa ao pastor. Esforçamo-nos para relutantemente espremer uma pequena gota de evangelho, nas nossas conversas e mais parece que ninguém fica muito impressionado com isso.

Contudo, todos nós somos uma espécie de evangelistas daquilo que amamos. As pessoas não poupam elogios às virtudes da sua equipa favorita, do seu programa de TV preferido ou de um novo sucesso alcançado. E esse entusiasmo é contagiante.

Da mesma forme quanto mais experimentamos um relacionamento com Deus e encontramos alegria nele, mais o nosso evangelismo será entusiasmado e contagiante. Ele deixará de ser um exercício constrangedor, enfiado no meio da conversa como uma obrigação. Em vez disso, será como o transbordar de corações cheios, falaremos empolgados daquele de quem amamos e do que Ele fez por nós.

5) Deleitar-se em Deus ajuda a capacitar para o sacrifício

Imagine a nossa igreja cheia de pessoas que dizem: “Nada se compara a conhecer a Cristo. Eu alegremente vou abrir mão do meu tempo, dinheiro, status, casa, futuro e conforto para servir Deus”. O que poderíamos conquistar com um povo que vive dessa forma? Contudo, isso é exatamente o que Paulo diz: “Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como lixo, para ganhar a Cristo” (Fp 3.8).

Certa vez, Jesus contou uma pequena parábola:

O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo (Mt 13.44).

O próprio Deus é aquele tesouro. Quanto mais conhecemos Deus, mais estamos dispostos a abrir mão de tudo o resto. E observe que o homem na parábola vende tudo o que tem “transbordante de alegria”. Abrir mão das coisas geralmente não soa como uma coisa alegre de se fazer. Contudo, quando abrimos mão descobrimos que os maiores sacrifícios que fazemos na nossa vida não parecem sacrifícios enquanto os fazemos. De uma forma natural parecem ser a coisa óbvia a fazer para buscar Deus e a Sua glória. O sacrifício torna-se uma oportunidade para expressar a nossa alegria em Deus. Aquilo de que abrimos mão parece pequeno em comparação com o que vamos ganhar.

Estas são algumas das coisas que são geradas na nossa vida à medida que nos relacionamos com Deus e encontramos alegria Nele. Resta-nos transformá-las num teste de diagnóstico e avaliar a nossa alegria de viver. Pergunte-se a si mesmo se alguma das seguintes afirmações são verdadeiras a seu respeito.

  • Com frequência, cedo à tentação?
  • Sofrimento e perda enchem-me de medo?
  • O serviço que faço parece enfadonho?
  • O meu testemunho e evangelização parecem uma obrigação?
  • Os meus sacrifícios parecem sacrifícios dolorosos?

Se qualquer uma delas for verdadeira, então isso provavelmente é um sinal de que o irmão não está a encontrar tanta alegria em Deus quanto poderia encontrar:

E não se esqueça a alegria no Senhor é a nossa força… Neemias 8:10

(Adaptado de um artigo da editora Fiel)

Publicado por: absesimbra | 9 de Janeiro de 2020

Pregação 5 janeiro 2020

Se pararmos para termos a noção de tempo percebemos que estamos já no ano 2020…

Para nos ajudar a ter melhor a perceção dos anos que já passaram podemos ver alguns acontecimentos que se passaram alguns anos atrás.

Exemplo:

  • A guerra do golfo aconteceu há 30 anos atrás.
  • O avião concorde que caiu em França e morreram 113 pessoas aconteceu há 20 anos atrás.
  • A PS2 saiu há 20 anos atrás.
  • Faz este ano 10 anos que ocorreu o terramoto no Haiti que vitimou milhares de pessoas.
  • Faz igualmente 10m anos que aconteceu aquela tragédia dos 10 mineiros que ficaram presos numa mina no Chile.

Entre outras coisas que possivelmente se vai lembrando e que nos fazem ter a real noção da rapidez com que o tempo passa.

Ora o tempo é algo muito importante para Deus. É um recurso que Deus nos dá pelo qual vamos ter de prestar contas. E aí nessa matéria não existem pessoas ricas ou pobres, ao contrário do dinheiro e bens materiais, o tempo todos nós tempos 24 horas por dia.

Vamos analisar uma passagem onde o Apóstolo Paulo aborda esta questão do tempo e do início/fim de ciclos.

LER II Timóteo 4:1-8

Por isso, insisto solenemente, diante de Deus e Cristo Jesus, que

Insisto solenemente – Algo muito forte da parte de Paulo. Através do discurso percebe-se que Paulo estava mesmo a dar importância ao que ia expor.

há de julgar os vivos e os mortos, quando vier outra vez para estabelecer o seu reino aqui na Terra:

 

Cristo Jesus vai vir uma segunda vez para julgar as ações dos vivos e dos mortos. Ora cada vez que o tempo passa esta realidade estará cada vez mais próxima. Temos de gerir o nosso tempo de forma a honrar esta segunda vinda, estando preparados para ela. Pode fazer a seguinte questão? Se Jesus viesse agora neste instante o irmão estaria pronto para receber Jesus?

Jesus virá para estabelecer o Seu Reino aqui na Terra, enquanto Ele não vem essa função é nossa. Como discípulos de Cristo e Sua igreja devemos lutar para implementar o Reino do Nosso Senhor aqui na Terra.

que anuncies a palavra de Deus; que insistas nessa pregação, não só nas ocasiões consagradas, mas também fora delas; que corrijas e repreendas, que encorajes com toda a paciência os que são fracos, dando-lhes o ensino de que necessitam.

Toda a pregação tem de ter por base a Palavra de Deus. Outra versão diz para pregarmos a palavra quer seja oportuno quer não seja, ou seja, devemos viver para isto. As nossas conversas, os nossos diálogos, os nossos pensamentos devem estar cheios da Palavra de Deus.

II Timóteo 3:16 (LER)

Porque há de vir uma época em que as pessoas não hão de querer mais ouvir a sã doutrina e procurarão rodear-se de mestres que lhes ensinarão apenas aquilo que vai de encontro aos seus desejos e que seja agradável aos seus ouvidos. Recusando-se a ouvir a verdade, voltarão a seguir tradições supersticiosas.

Hoje já se vive esta realidade. As pessoas não querem ouvir que Cristo vai vir para julga-las. As pessoas não querem prestação de contas.

As pessoas preferem a mentira à verdade. A Sã doutrina é a verdade. A mensagem do Evangelho é a verdade e será a verdade que os vai libertar… do pecado e não as mentiras que aparentemente são boas de ouvir.

Tu, porém, mantém-te capaz de controlar, em todas as circunstâncias, o teu próprio carácter, pronto a suportar as aflições, fazendo o trabalho de um evangelista. E assim cumprirás o cargo para o qual foste responsabilizado.

Existe uma enorme preocupação da parte de Paulo em mantermo-nos honestos e com um bom carácter, para que o portador da mensagem não possa denegrir a própria mensagem. Quantas pessoas acabaram por se afastar da fé por causa do mau exemplo dos cristãos? É verdade que não somos perfeitos, mas devemos ter muito cuidado com as nossas ações, com os nossos comportamentos, pois podem deitar tudo a perder na responsabilidade que temos de ser comunicadores da parte de Deus.

Todo o cristão tem a responsabilidade de falar de Jesus aos outros e de pregar o evangelho, e evangelho implica falar de julgamento e de pecado, mesmo que isso não for atrativo para a maioria das pessoas.

Porque, naquilo que me diz respeito, a minha vida já tem sido entregue como uma oferta a Deus. Já está próximo o tempo da minha morte. Combati o bom combate, acabei a carreira da minha vida, guardei a féEstá já preparada por Deus a coroa da justiça que o Senhor, o justo juiz, me dará naquele dia que há de vir. E não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

E Paulo deixa aqui o seu exemplo. Ele é todo ele uma oferta a Deus e é este o desafio que ele nos faz também em Romanos 12:1. Ou seja não se trata de o que tu tens e podes oferecer a Deus dentro do que possuis, mas tu como um todo ofereceres-te a Deus.

Paulo estava pronto para morrer, estamos nós prontos para morrer? Sim, porque o fim pode ser a vinda de Cristo ou a morte. E em ambas as situações temos de estar prontos para.

A vida espiritual tem várias ilustrações, aqui Paulo usa duas… combate, e carreira. Será que há medida que o tempo nos vai sendo tirado, podemos afirmar aquilo que Paulo diz acerca de si próprio? Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a Fé?

E depois ter o vislumbre daquilo que nos espera na morada de Deus – a coroa da justiça. Este é o verdadeiro prémio, galardão de Deus para com aqueles que Lhe serão fiéis atá ao fim. Ler Apocalipse 2:10.

Por fim Paulo volta a falar da segunda vinda de Jesus, Paulo volta a focar a nossa esperança.

Esta expressão de amar a Sua vinda, está carregada de significado. Amar a Sua vinda significa que não ansiamos mais nada de forma tão forte que a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo. Nada se sobrepõe a esse desejo de ver a segunda vinda de Jesus Cristo. Se desejas algo mais como por exemplo coisas terrenas então não és digno dessa ocasião.

Parece que existe uma relação direta entre o fim da nossa vida e o focar na esperança que temos em Cristo Jesus.

Termino esta primeira pregação do ano 2020, com o texto do fim da Bíblia quando João expressa como que num folego final o seu maior desejo que deve ser esse também o nosso: LER Apocalipse 22:20

20 Aquele que revelou estas coisas afirma: “Sim, em breve voltarei!”

Que assim seja! Pois vem, Senhor Jesus!”

 

 

Publicado por: absesimbra | 31 de Dezembro de 2019

Pregação Natal 2019 “Cântico de Simeão” – Lucas 2:25-35

No primeiro natal relatado por exemplo pelo o evangelho de Lucas existem 3 cânticos que servem de forma de expressão para dar a conhecer o que os seus autores sentiam naquele momento que passaram diante de Jesus o enviado de Deus. Cânticos porque os judeus tinham este hábito de quando existia um acontecimento importante que estes tinha experienciado eles criavam uma música e assim partilhavam com os outros o que tinham vivido.

Quais são os cânticos que conhecemos?

O de Maria que está em Lucas 1:46-56; o cântico de Zacarias que está em Lucas 1:67-79 e por fim o cântico de Simeão que está em Lucas 2:25-35, e é este último que vamos estudar hoje, vamos ler o cântico de Simeão:

Lucas 2:25-35 O Livro (OL)

25 Naquele dia, estava justamente no templo um homem chamado Simeão, morador em Jerusalém, um crente dedicado ao Senhor, cheio do Espírito Santo e que vivia constantemente na esperança do breve aparecimento do Consolo de Israel. 26 O Espírito Santo tinha-lhe revelado que não morreria sem ver primeiro aquele que tinha sido designado por Deus. 27 O Espírito Santo inspirou-o a ir ao templo naquele dia. Assim, quando Maria e José chegaram para apresentar o menino Jesus ao Senhor, em obediência à Lei, Simeão estava lá. 28 E tomando a criança nos braços louvou a Deus:

29 “Senhor, agora posso morrer satisfeito,
pois vi aquele que tu me prometeste que veria!
30 Vi o Salvador que deste ao mundo.
31-32 Ele é a luz que brilhará sobre as nações,
e será a glória do teu povo Israel.”

33 José e Maria admiravam-se do que se dizia a respeito de Jesus. 34-35 Simeão abençoou-os, mas depois disse a Maria: “Uma espada atravessará a tua alma, porque esta criança será rejeitada por muitos em Israel, mas para sinal de desavença entre deles. Para muitos outros, porém, será uma grande alegria. E por ele serão revelados os pensamentos mais profundos de muitos corações.”

Não sabemos muito acerca deste homem – Simeão. Aliás pelo que os estudiosos dizem apenas aparece aqui citado. Mas o relato que a Bíblia faz dele é muito interessante, e eu queria pegar nisso para juntos podermos tirar algum ensinamento bíblico para as nossas vidas.

“Um crente dedicado ao Senhor, cheio do Espírito Santo” – Quantos de nós podemos dizer isto de nós próprios? Por vezes somos crentes sim, acreditamos que Deus existe, mas somos nós dedicados ao Senhor? E cheios do Espírito Santo? Na medida em que a nossa vida é completamente dedicada a Deus? Ou somente nos interessamos pelas coisas de Deus quando temos algo a ganhar em troca Dele?

 

 

“E que vivia constantemente na esperança do breve aparecimento do Consolo de Israel.” – Simeão tinha uma esperança que era ver Jesus, o Salvador de Israel, o Salvador do mundo. A esperança de Simeão estava em Jesus. A nossa esperança está nas coisas materiais desta terra? Ou está em Deus? Estamos nós com esperança que Jesus venha?

“O Espírito Santo tinha-lhe revelado” (…) “O Espírito Santo inspirou-o a…” – Simeão tinha uma relação muito intima com Deus, o Espirito Santo falava com ele, inspirava-o a agir e ele obedecia. Como é o meu relacionamento com Deus?

“Simeão abençoou-os” –  Simeão era veículo de bênção de Deus para com o seu próximo. Sou eu uma bênção e abençoo outros á minha volta?

“29 “Senhor, agora posso morrer satisfeito,
pois vi aquele que tu me prometeste que veria!
30 Vi o Salvador que deste ao mundo.
31-32 Ele é a luz que brilhará sobre as nações,
e será a glória do teu povo Israel.”

Este é o cântico de Simeão, neste cântico Simeão expressa que ficou satisfeito com o que alcançou na vida. Ele viu o Salvador chegar, Ele viu a Salvação de Deus. O Evangelho. Ficamos nós satisfeitos com o Evangelho?

O que é o Evangelho? É o natal…

A palavra Evangelho significa “Boa notícia”, mas qual é a má notícia para que exista uma boa notícia?

Pregar o Evangelho:

  • Criação (autoridade de Deus) Génesis 1:1No princípio criou deus os céus e a terra.” Mateus 28:18Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.”

 

  • Decisão do Homem (responsabilidade) Romanos 3:23Todos pecaram e afastados da Glória de Deus estão.”

 

  • Consequência (Morte) Romanos 6:23O salário do pecado é a morte.”

 

  • Amor de Deus Romanos 6:23 “(…) mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Jesus Cristo, nosso Senhor.João 3:16Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único filho para que todo aquele que Nele confiar não morra, mas tenha a vida eterna.”

 

  • Plano de Salvação – Como a consequência do pecado é a morte e todos nós os seres humanos não têm a capacidade de nos salvarmos a nós próprios, como percebemos isso, através da lei de Deus, não conseguimos cumprir a lei de Deus, quem nunca penso mal? Quem nunca mentiu? Quem nunca cobiçou algo do próximo? Estamos longe do padrão de Deus. Por isso Jesus Cristo…

 

 

  • Jesus Cristo II Coríntios 5:21Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele fossemos feitos justiça de Deus.”

I Timóteo 2:1-7 – verso 4 Deus deseja que todos se salvem e que todos cheguem ao pleno conhecimento da verdade que é… Cristo o único mediador entre Deus e os homens, Cristo o único pelo qual há salvação.

  • Graça – Assim pela graça Deus dá-nos a salvação por meio de Jesus Cristo Efésios 2:8-9Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, ara que ninguém de glorie.”

 

  • Aceitar/decidir viver para Deus Romanos 10:9-11 (LER) e I João 1:9Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.”

 

  • Caminhada cristã Igreja local, discipulado, batismo, dar a conhecer o evangelho a outros, etc…

 

  • Morte, mas vida eterna – morreremos fisicamente, mas um dia iremos ressuscitar e viveremos eternamente com Deus no céu. Esperança em Jesus Cristo.

 

O que tem de fazer agora? Reconhecer que é pecador, decidir confessar o seu pecado e que os seus esforços são insuficientes para agradar a Deus. Que precisa de Jesus Cristo para ter paz com Deus.

Como fazer isso? Com as suas próprias palavras através de algo que diz a Deus, chamado de Oração.

Depois a igreja tem a responsabilidade de o acompanhar, por isso é tão importante sabermos se tomou essa decisão, para lhe podermos prestar todo o apoio nesta nova fase da sua vida.

 

 

Publicado por: absesimbra | 25 de Dezembro de 2019

Pregação “Suportar as adversidades”

Na semana que passou no contexto do culto de partilha do EDIFOR, ouvimos, inspirados pela vida de Job e pelo discurso do seu amigo Eliú descrito nos últimos capítulos do livro de Job, que o sofrimento é algo que acontece nas nossas vidas como um aspeto da Graça Divina para nos fazer crescer na vida cristã. Sofrimento não é fruto de uma causa-efeito. Apesar de a percebermos que pelo nosso pecado podemos sofrer consequências das nossas decisões, não significa que se fizermos tudo bem que não iremos sofrer.

Basta olhar para algumas passagens bíblicas que nos mostram a experiência de heróis da fé que foram mortos, serrados ao meio por amor a Cristo. Hebreus 11 um texto Bíblico que muitas vezes é chamado de “Galeria dos heróis da Fé”, vemos exemplos de homens e mulheres que sofreram por amor ao reino de Deus. Se abrirmos as nossas bíblias em Hebreus 12:1-11 (LER) temos aqui nesta passagem a descrição do exemplo a seguir, Jesus, que também sofreu, e aquilo que é um dos objetivos do sofrimento, que é crescimento.

Se lermos I Reis 19:1-18 (LER) vemos um outro homem de Deus, profeta do Deus Altíssimo que outrora fez coisas impressionantes com o poder de Deus, tais como, por exemplo, orar e durante 3 anos e 6 meses não chover, orar e chover fogo do céu, entre outros milagres, estava a passar por um sofrimento de morte, por causa da perseguição que estava a ser alvo. E Deus o restaurou. E pegando também naquilo que ouvimos no culto passado ainda no contexto da partilha do EDIFOR, vejam no versículo 11 a 13, a forma como Deus falou se assemelha muito mais ao silêncio, à calmaria, do que ao barulho e tempestade. Como o que foi partilhado, que Deus fala no silêncio e Deus falou a Elias pela calmaria, tranquilidade e suavidade.

Já que estamos a nos aproximar do natal e normalmente o Natal é sinónimo de Noite de paz, noite de amor, tranquilidade, tempo em família, prendas, harmonia, etc.… quero também dar um cunho natalício a esta pregação.

Mas se analisarmos bem os primeiros capítulos de Mateus verificamos que o nascimento de Jesus, no fundo o que se celebra no Natal, foi um pouco atribulado, principalmente para Maria, José e para o próprio menino Jesus.

Se nós abrirmos as nossas bíblias no princípio do Evangelho de Mateus verificamos que na vida da família de Jesus acontecem algumas contrariedades, no ato de obedecer a Deus.

Mateus 1:18-19

  • Maria encontra-se grávida sem ter coabitado;
  • José deixa Maria porque não sabe da história toda;
    • Vejam esta citação de um trabalho realizado por Jane Glasman uma estudiosa da cultura judaica: “A lei moral judaica exigia completa abstinência sexual dos solteiros de ambos os sexos. Assim que os meninos e meninas se tornavam conscientes de sua sexualidade, eram treinados no exercício do controle de suas paixões; A prática do adultério na antiga sociedade judaica era encarada com horror e apreensão. Moisés, os Profetas e os Sábios Talmúdicos nela viam uma ameaça à integridade moral do indivíduo e à preservação de Israel como uma “nação sagrada”. A proibição taxativa do sétimo mandamento do Decálogo: “Não cometerás adultério” era reforçada pela advertência do décimo: “Não cobiçarás a mulher do próximo.”

Não tendo José coabitado por ainda não estarem casados, isso colocava a hipótese do adultério como sendo a única possibilidade de possíveis causas para aquela gravidez. Imaginem a pressão que Maria estaria a viver, isto porque ela estava consciente das consequências diretas da suspeita de adultério com uma gravidez consumada. Seria o abandono por parte do noivo e nunca mais nenhum homem quereria casar com ela. Com isso vinha a pobreza material porque naquele tempo a mulher dependia totalmente do sustento do marido. Para não falar da desonra que isso trazia à família da mulher e com isso vinha também o abandono por parte da família da “adúltera”. Mas no fim sabemos que Deus moveu o coração de José para este aceitar Maria como sua esposa e aceitar o filho que crescia no seu ventre.

Mateus 2:13

Depois de passarem o que passaram com uma gravidez miraculosa, tinham também o rei Herodes que pretendia matar Jesus por se sentir ameaçado pelo novo Rei dos Judeus, uma vez que era Herodes o atual rei. Quem era Herodes? E porque Maria e José se deram ao trabalho de fugir de burro para o Egipto com um recém-nascido nos braços para não falar das condições adversas desse caminho é maioritariamente?

Fuga para o Egipto:

  • Para não ser morto, Jesus, talvez com um ano e seis meses de idade, foi levado pelos pais para o Egito. A viagem foi longa, a maior que os três fizeram, entre tantas. A distância, de Belém à fronteira com o Egito, pelo deserto, era de, pelo menos, 120 km, dependendo da cidade em que ficaram. A viagem deve ter demorado entre 10 e 20 dias, se não pararam por algum tempo em alguma cidade do caminho. Lembre-se que eles viajavam de Burro. E o caminho era maioritariamente deserto.

Mas vejamos como Herodes é descrito num artigo que li sobre a sua biografia:

  • “Descrito como “um louco que assassinou sua própria família e inúmeros rabinos”, Herodes é conhecido por seus colossais projetos de construção em Jerusalém e outras partes do mundo antigo, em especial a reconstrução que patrocinou do Segundo Templo, naquela cidade, por vezes chamado de Templo de Herodes. Alguns detalhes de sua biografia são conhecidos pelas obras do historiador romano-judaico Flávio Josefo. O relato de Mateus é consistente com a personalidade de Herodes, que foi relatado como sendo impiedoso na defesa de seu poder e notório por sua brutalidade.”
  • Irritado e inseguro, temendo alguma ameaça ao seu governo, Herodes I (ou Herodes o Grande) mandou matar todas as crianças de Belém, com menos de dois anos de idade, levando o luto a, pelo menos, sete famílias. Por essa época, Herodes tinha 71 anos de idade. A chacina pôs fim à vida de várias crianças, com o seu número podendo ser fixado entre 7 e 20, todas menores de dois anos de idade. Sua decisão pode soar exagerada, mas estava coerente com a sua biografia. Com a conivência do Império, ele tinha mandado executar uma de suas esposas (Mariamne), três filhos (Aristóbulo IV, Alexandre e Antipater III) e um de seus irmãos.

Mateus 2:16-17

  • Morte dos bebés por causa de Jesus:
    • Pressão social (do povo daquela vila);
    • Mandou matar todas as crianças de Belém, com menos de dois anos de idade, levando o luto a, pelo menos, sete famílias. A chacina pôs fim à vida de várias crianças, com o seu número podendo ser fixado entre 7 e 20, todas menores de dois anos de idade.

Ou seja, este episódio do natal está envolto também em algumas circunstâncias bem complicadas para a família de Jesus. Mas como deve ser a nossa atitude diante das adversidades?

O Apóstolo Paulo na sua carta aos Filipenses 4:12-13 ele resume de uma forma direta aquilo que eu gostaria que fosse a conclusão desta meditação que tivemos aqui, que realmente esta possa também ser a nossa postura perante as adversidades da vida.

“Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.”

Filipenses 4:12-13

Sempre que passar por uma adversidade, lembre-se de que Deus está no controle e de que Ele cuida de si, e todas as coisas contribuem para o seu crescimento em Cristo Jesus.

« Newer Posts - Older Posts »

Categorias