Publicado por: absesimbra | 1 de Março de 2019

Humildade no Serviço ao Senhor

Temos estado a tratar de serviço no contexto de igreja local, e pergunto aos presentes já está convencido que a vida que Deus deseja para si é uma vida de serviço? Já? O que fez em relação a isso? Nada? Alguma coisa?

Torna-se imperativo que ao entender qual é a vontade de Deus que façamos algo para na prática a concretizarmos. Se não agirmos em obediência o que acontece? Estamos em desobediência e isso é PECADO.

Posto isto hoje vou novamente falar de serviço ou melhor de uma característica que devemos ter no nosso carácter que é essencial ao serviço que prestamos ao Senhor.

Alguém arrisca a dizer qual é essa característica? HUMILDADE

Sabemos que uma das virtudes da vida cristã é a Humildade. A Bíblia motiva-nos a sermos Humildes

Isso está patente em várias passagens da Bíblia tais como:

  • Mateus 5:3
  • Miqueias 6:8
  • Tiago 4:6-10

Definição de humildade

Humildade é a qualidade de quem age com simplicidade, uma característica das pessoas que sabem assumir as suas responsabilidades, sem arrogância, prepotência ou soberba.

Em teoria, a humildade é tida como uma qualidade bastante positiva e benéfica, onde ninguém é pior ou melhor do que os outros, estando todos no mesmo nível de dignidade, de cordialidade, respeito, simplicidade e honestidade. A humildade é um sentimento de extrema importância, porque faz a pessoa reconhecer suas próprias limitações, com modéstia e ausência de orgulho.

Estudo do capítulo 2 de Filipenses Vamos ler

2:1-4 – Humildade procurando o bem comum. Aplicar ao serviço.

2:5-11 – Exemplo máximo de Humildade – não quero aqui focar a questão teológica, mas sim a atitude de Jesus ao vir à terra. Humildade resultou em exaltação.

Fazer uma pausa em Filipenses e ler Mateus 20:20-28 – o pedido da mulher de Zebedeu… focar o verso 27 e 28.

CONCLUSÃO

 

 

Como desenvolver a humildade

Uma vez que a humildade é obviamente essencial à nossa vida com Deus, devemos estar preocupados em acrescentar esta qualidade às nossas vidas. Aqui estão umas poucas sugestões simples que nos podem ajudar:

  1. Devemos procurar o melhor nos outros, e buscar servir os outros como Jesus fez (Romanos 12:10; Efésios 4:2-3; Filipenses 2:3-4).
  2. Não devemos pensar que somos importantes (Lucas 17:10). Cada um deve usar sua capacidade, porém não devemos pensar que somos melhores do que outros (Romanos 12:3-8).
  3. Não devemos esperar que outros nos humilhem. A chave da obediência é nossa humildade voluntária (Tiago 4:10), não a humilhação forçada.
  4. Sempre que estivermos tentados a pensar que somos grandes e importantes, devemos parar para contemplar a grandeza e a majestade de Deus. Comparados com o Criador e Sustentador do Universo, somos débeis e insignificantes. O Salmo 8, especialmente nos versículos 3 e 4, nos faz descer ao nosso tamanho rapidamente!

Da mesma forma que Cristo se humilhou e Deus Pai o exaltou, o texto que já vimos esta manhã da epístola de Tiago 4:10 afirma isso para connosco…

“Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará” (Tiago 4:10).

(Continuação do estudo de Filipenses 2 para a semana)

Vamos estudar o exemplo de dois homens que serviram a igreja de Filipos entre outras

Publicado por: absesimbra | 11 de Fevereiro de 2019

Pregação Serviço na igreja Ministérios (Diáconos)

Na pregação de há 15 dias falámos de “Mordomia” e da responsabilidade que nós temos na gestão dos recursos que Deus nos dá.

A semana passada o Benoit expos a passagem que nos ensina que as nossas ações são comparadas a materiais que vão ser usados na nossa construção e que depois vão ser provados pelo fogo. Vimos que o serviço tem de ser algo que envolve esforço. Isto porque foi usado também o exemplo da Viúva que deu menos do que os ricos, mas deu mais, porque deu tudo o que tinha. E se analisarmos o contexto e da forma como a proteção social existia para com a viúvas verificamos que aquela mulher deu mesmo num grande esforço.

No reino de Deus é dos poucos locais onde o menos é mais e o mais pode ser menos. Porque relaciona-se diretamente com o esforço de cada um, e cada um saberá avaliar o seu próprio esforço naquilo que está a dar e não necessariamente na quantidade do que dá.

Hoje vamos falar de serviço no contexto da igreja local.

Conseguimos perceber que a igreja local é uma instituição organizada no sentido em que existe liderança instituída.

Liderança da igreja local – Exemplo da igreja primitiva – Atos 2:42 – Apóstolos – aqueles que lideraram a igreja no inicio porque foram comissionados por Cristo para espalhar a palavra.

Este exemplo da igreja primitiva torna-se Padrão para a igreja local – Efésios 4:11-16 – Aqui são apresentados mais líderes, que de uma forma direta se relacionam com os dons e capacidades de liderança no contexto de igreja.

Quais as funções que vemos na liderança da igreja: verso 12

E o restante serviço no contexto da igreja local? Vamos analisar Atos 6:1-7

Esta passagem Bíblica é tida como a primeira no contexto do Novo testamento e da vida de igreja organizada que foca aquilo que é o serviço fora das funções espirituais, conforme citado no verso 2.

Quais são as funções principais aqui apresentadas como sendo função da liderança da igreja? Estudo da palavra de Deus. E no verso 4? Oração e ministério da palavra, ou seja, ensino.

Seria necessário, outros elementos da igreja ficarem responsáveis pelo serviço prático naquele caso concreto servir a comida ás viúvas diariamente. E com isso dar mais tempo aos Apóstolos para se prepararem para ensinar a doutrina e orarem pelas pessoas da igreja.

Agora é somente isto o que os líderes faziam? Penso que não, mas uma coisa é certa e não pode acontecer, é quando um líder de igreja local no nosso caso pastor, não tem tempo para se preparar adequadamente naquilo que é a sua função primordial e bíblica porque está ocupado a fazer tarefas práticas.

Que pessoas deveriam servir nestas áreas práticas? Não pessoas quaisquer, mas de acordo com o verso 3 de boa reputação e cheios do espirito santo e sabedoria.  Pessoas que de alguma forma já provaram que têm estas caraterísticas.

Aqui neste contexto é usada a palavra Diákonos = Servo, auxiliar que é originária da palavra Diákonia = Ministério, ou serviço na igreja local.

Diácono é aquele que como servo executa o serviço.

O que a Bíblia fala sobre Diáconos?  Existem orientações especificas para os Diáconos.

Vamos analisar a passagem Bíblica de I Timóteo 3:8-16

Exemplo de Diaconisas – Romanos 16:1

Agora que serviços práticos conhece no contexto da igreja local?

 

Assim como direção estamos a organizar estas áreas práticas de serviço.

Publicado por: absesimbra | 24 de Janeiro de 2019

Pregação – Promessas de Deus

Antigamente bastava a palavra de alguém para se celebrar um contrato ou um acordo, e ambas as partes sabiam que seria cumprido. Nos dias que correm precisamos de colocar tudo no papel pois o facto de utilizarmos uma promessa verbal já não chega para confiarmos na realização da mesma por parte de quem a realizou. Para algumas pessoas a questão da honra ainda as leva a cumprir com a sua palavra, mas para outras sabemos que já não funciona assim.

Em Génesis 18:9-15 (Ler) nós verificamos que Abraão e Sara são visitados pelo próprio Deus e por dois anjos, onde nesse encontro o tema principal da conversa é a concretização da promessa que Deus fez a Abraão descrita em Génesis 12:1-2 (Ler), a promessa de que ele seria o pai de uma grande Nação, de que através dele iria nascer um numeroso povo, tão numeroso quanto as estrelas do céu e como a areia da praia.

Ora Sara quando ouve um dos anjos afirmar que Deus ainda iria fazer nascer dela um descendente de Abraão e que através desse descendente Abraão iria ser o pai de uma grande nação, riu-se no seu íntimo. O facto de Sara ter-se rido leva-nos a pensar, realmente naquilo que o anjo estava a afirmar, e ao pensar nessa afirmação remete-nos para 3 argumentos entendidos apenas na esfera humana, contra a realização da promessa de Deus, que são:

  • Desde que a promessa tinha sido feita já se tinham passado 24 anos. Quando a promessa foi feita a Abraão (Génesis 12:1-2) ele tinha 75 anos e Sara tinha 64 (ver Génesis 12:4);
  • Abraão tinha neste momento (momento que é descrito em Génesis 18:9-15) 99 anos e Sara tinha 90 anos, ou seja, uma idade bastante avançada para ter filhos;
  • E o texto Bíblico em Génesis 18:11 diz que Sara já não tinha o costume das mulheres, ou seja, provavelmente Sara já não tinha menstruação, já estaria na menopausa, o que a impossibilitava naturalmente de dar à luz;

Se basearmos a realização da promessa de Deus apenas nestes 3 factos e observados na esfera humana, conseguimos entender o porquê do riso de Sara. Assim devido a estas circunstâncias, tanto Abraão com Sara duvidaram da capacidade de Deus em cumprir com a sua promessa. Uma das evidências dessa dúvida está descrita em Génesis 16, onde podemos ler a forma que o casal arranjou para “ajudar Deus” na realização da promessa feita a Abraão. (Génesis 16:1-4 Ler)

Abraão peca, comete adultério, influenciado pela sua esposa, para “ajudar Deus” no cumprimento da sua promessa. Abraão e Sara duvidaram de que Deus seria capaz de sozinho cumprir o que prometera 10 anos antes a Abraão. Daí o nascimento de Ismael, o filho feito por Abraão a Agar, a serva egípcia que foi cedida por Sara, ter dado origem a vários povos que trouxeram muitos problemas ao povo escolhido de Deus, o povo de Israel. Existem até alguns estudiosos que afirmam que o povo islâmico descende de Ismael, e todos sabemos o quantas dificuldades esse povo tem trazido à igreja de Jesus Cristo, ou seja, na tentativa de fazerem o trabalho de Deus Abraão e Sara apenas complicaram as coisas.

Este por vezes também é o nosso mal, sabemos quais são as promessas de Deus para nós, para a sua igreja, mas devido às circunstâncias, duvidamos e fazemos as coisas à nossa maneira, camuflando os nossos erros com a justificação de que Deus prometeu!

De facto Deus prometeu um descendente a Abraão e de acordo com as evidências (o facto de Sara ser avançada em idade e de não conseguir engravidar) parecia ser difícil que fosse através de um filho da sua mulher Sara, mas Deus tinha prometido, Abraão só teria de confiar.

Por fim o anjo em Génesis 18:14 – afirma:

“Acaso para Deus há coisa demasiadamente difícil?”

Que afirmação tão profunda e tão rica. Desafio-vos a decorarem este verso bíblico, para que quando enfrentarmos uma situação complicada e que existe uma promessa de Deus para essa situação, a possamos citar e interiorizá-la para que através dela possamos entender que para deus NÃO EXISTEM IMPOSSÍVEIS! Mateus 19:26: “E Jesus fitando o olhar neles, lhes disse: Isso para o homem é impossível, mas para Deus tudo é possível!”

Deus cumpre as suas promessas

Queria finalizar com a passagem que lemos no inicio do culto Isaías 40:25-31

Publicado por: absesimbra | 8 de Janeiro de 2019

Pregação “Esperança para o novo ano” 06Jan19

Mais um ano se passou e por vezes as mudanças de ciclos trazem receios em relação ao futuro. Como irá ser este novo ano? Que desafios trará? De certa forma isso traz-nos ansiedade.  É correto dizer que Deus entende a ansiedade, quando lemos na Bíblia que ela abate o coração (Provérbios 12:25).

“A preocupação deprime o coração do homem, (…)”

 

Ao enfrentar a ansiedade, sentimo-nos abatidos. Tudo parece pesado, opressivo, incompreensível e incontrolável. Essa é uma descrição precisa de como é viver sem um relacionamento com Deus. Nós não somos todo-poderosos. Não somos omniscientes. Sem Deus, a nossa vida é assustadora e fora de controle, pois vivemos num mundo no qual coisas más podem acontecer — e efetivamente acontecem.

Felizmente, Deus projetou a cura perfeita para a ansiedade.  O texto de Provérbios 12:25 tem uma segunda parte que compõe essa cura:

“(…) mas uma boa palavra dá-lhe alegria.”

Que boa palavra e esta? Palavra de Esperança. O que significa Esperança: Esperança é o substantivo feminino que indica o ato de esperar alguma coisa, pode ser também um sinônimo de confiança. Ter esperança é acreditar que alguma coisa muito desejada vai acontecer.

E nós temos em Cristo a verdadeira Esperança, temos um lugar seguro para onde devemos trazer os nossos medos e preocupações. Cristo pagou pelos pecados que nos separavam de Deus e tornou possível aquilo que está descrito em Hebreus 4:16.

“Aproximemo-nos, pois, com toda a confiança, do trono da graça e assim conseguiremos alcançar misericórdia e graça e encontrar ajuda no momento próprio.”

No tempo próprio Deus nos ajudará. Quando confia em Jesus para receber perdão, torna-se um filho muito amado de Deus (Efésios 5:1).

“Sigam, portanto, o exemplo de Deus, uma vez que são seus filhos queridos.”

Agora, todas as promessas na Bíblia sobre como Deus cuida dos seus filhos são promessas para si. O mundo ainda pode ser um lugar assustador, mas, quando reconhecemos Deus como nosso Pai celestial e Jesus como nosso Salvador, podemos ter a certeza de que, custe o que custar, seremos capazes de ir a Deus para obter consolo, ajuda e proteção, e Ele jamais nos abandonará.

Com frequência, quando o medo se transforma em ansiedade, chegamos à falsa conclusão de que Deus, ou não é bom o suficiente, ou então não é poderoso o bastante para impedir que algo que nos vai magoar aconteça. Em muitas situações, quando estamos ansiosos, é porque decidimos confiar mais em nós mesmos do que confiar somente em Deus. Por fim, esses pensamentos idealizam Deus como alguém que está dissociado da nossa realidade e não trabalha para o nosso bem. Mas conhecer Jesus como Salvador liga-nos a Deus no meio dos nossos medos. A cruz de Cristo prova que Deus é todo-amoroso. Ele deu a vida por nós. A ressurreição mostra que Deus é Todo-poderoso — Ele derrotou a morte. Assim quando nos sentirmos ansiosos e com medo, em vez de tentarmos lutar contra os pensamentos temerosos sozinhos, voltemo-nos para Jesus. Aí descobrirá que Ele é completamente confiável.

O apóstolo Pedro disse aos cristãos que estavam a enfrentar sofrimento para lançar sobre Deus toda a ansiedade, porque Deus estava a cuidar deles (1Pedro 5:7).

“Confiem-lhe todos os vossos problemas, porque ele se preocupa convosco.”

Se procurarmos por toda a Bíblia, Deus dá-nos ilustrações para descrever como Ele cuida daqueles que Lhe pertencem. De acordo com o Salmo 91 (LER) Deus é o nosso refúgio e fortaleza, salvando-nos dos nossos inimigos, abrigando-nos debaixo das suas asas e nos ajudando a não temer, já que ele está connosco quando clamamos por Ele.

Hebreus 7:25 diz que Deus é capaz de salvar aqueles que se chegam a Ele.

“É por isso que ele pode salvar definitivamente todos quantos se aproximam de Deus por meio dele. É que ele está sempre vivo para interceder a favor deles.”

Em Isaías 40:11, aprendemos que Deus cuida de nós como um pastor amoroso, recolhendo-nos nos Seus braços, levando-nos junto ao peito e guiando-nos mansamente.

“Ele é como um pastor que apascenta o seu rebanho e o reúne com o cajado na mão. Leva os cordeiros ao colo e cuida das ovelhas que têm crias.”

 

Mesmo no vale da sombra da morte, não temeremos mal nenhum, porque Deus está connosco conforme testemunhou David no Salmo 23. (LER). Deus realmente se importa com os seus filhos!

Parece que por vezes, não somente tememos que Deus não cuide de nós ou não tenha interesse no melhor para nós, como também temos medo de que Ele não seja grande e poderoso o bastante para intervir. Isaías 40:25-31 (LER) usa uma bela linguagem para nos ajudar a entender quão maior do que nós é Deus, descrevendo-o como aquele que tem o mundo em suas mãos, chamando as estrelas pelo nome e dando força ao fraco. Na próxima vez que estiver amedrontado e preocupado, vá lá fora e olhe para as estrelas. Lembre-se de que o Deus que criou as estrelas e sabe o nome delas cuida de você.

A maior cura para a ansiedade é aprender a confiar nesse Deus, que é bom o bastante para se importar com o seu medo mais complexo, e também grande o bastante para libertá-lo de qualquer mal que possa vir a magoá-lo. Isso não significa que nunca acontecerão coisas más connosco. No entanto, em Jesus Cristo, Deus cuidou do nosso maior e mais real perigo: a separação Dele (Romanos 6:23), e Ele também redimiu o nosso sofrimento. Mesmo quando lutamos com medo e ansiedade, lembremo-nos de que Deus está connosco.

A próxima vez que estiver com muito medo, em vez de tentar entender tudo ou tentar lidar com seus medos por conta própria, volte-se para o Deus que se importa consigo e peça a ajuda Dele. Finalizar com o texto de Romanos 15:13 que estes possam ser os nossos votos para 2019.

Publicado por: absesimbra | 28 de Dezembro de 2018

FELIZ ANO NOVO 2019

Sem Título

Publicado por: absesimbra | 28 de Dezembro de 2018

Pregação Natal 23 dez. 2018

Ilustração da festa de anos do filho e da queda que ele deu e o facto de se ter magoado fazendo com isso o terminar da festa e a tristeza que veio…

Os especialistas divergem sobre o significado exato de termos como piedade, simpatia, misericórdia e empatia, mas estes são todos aspetos da compaixão, que definiremos como “Amor em ação”!

Compaixão: Sentimento piedoso de simpatia para com a tragédia pessoal de outrem, acompanhado do desejo de minorá-la.

A maioria dos seres humanos crê num poder maior do que si mesmo. Se não conhecem o Deus da Bíblia como Deus verdadeiro, são capazes de criar um deus, ou deuses para ajudá-los a explicar os mistérios da vida. Esse deus criado muda na medida em que os nossos sentimentos pelos outros também mudam. No fundo é feito à nossa imagem.

O Deus da Bíblia embora imutável na Sua natureza e propósito, é um Deus genuinamente pessoal, sabemos isto porque a Bíblia usa pronomes pessoais para falar sobre o Deus verdadeiro e amoroso.

A Bíblia afirma que nós somos criados à imagem e semelhança de Deus por isso podemos começar a entender como Deus é, usando a nossa própria personalidade como pista para a personalidade divina. Se eliminarmos toda a nossa imperfeição e ampliarmos infinitamente tudo o que sabemos sobre Deus, poderemos começar a entender a Sua impecável personalidade. Mesmo correndo o risco de ficarmos aquém daquilo que Deus é.

A Bíblia também nos diz que o único Deus verdadeiro e vivo, Ele sente, Ele fica contente, Ele se entristece, Ele abomina, Ele é paciente e Ele é compassivo, ou seja, tem compaixão.

A Bíblia diz-nos que Deus é eterno, Santo, Justo, Bondoso, Sábio, Poderoso e Amoroso, mais especificamente AMOR. Isso significa que Deus é compassivo. Se eliminarmos a compaixão da natureza divina teríamos de reescrever as escrituras e a nossa compreensão da natureza divina deverá ser radicalmente revista.

Deus é um Deus cuidadoso. E se isso no Antigo testamento se vê pelos Seus feitos e declarações de profetas como Isaías, Miqueias e o próprio rei David, no Novo testamento, a pessoa de Jesus é a autorrevelação de Deus onde a compaixão se incorpora de uma forma perfeita Nele.

No inicio, Deus estabeleceu um mundo de plenitude e paz. Uma vez que esse mundo foi destruído pela desobediência de Adão e Eva, Deus preferiu restabelecer o estado de Shalom por meio de Israel como nação escolhida por Deus. Se Israel tivesse obedecido à lei de compaixão de Deus, a vida desse povo, teria sido o mais feliz possível no nosso mundo decaído.

A palavra hebraica para “paz” é Shalom, é tão rica que é quase impossível de traduzir. A palavra Shalom, é mais do que uma palavra, é um conceito caracterizado pela Alegria, pela Justiça, pela Piedade e Abundância, Bondade e Cuidado que Deus quer para a sua criação. Mas o povo de Deus fracassou em alcançar o ideal amoroso do Senhor.

O profeta Isaías representou graficamente a doença moral e espiritual dessa nação desobediente (Ver Isaías 1:5-7).

“Para quê castigar-vos ainda mais, se praticam traição sobre traição, se toda a vossa cabeça está em chagas, e o vosso coração sem coragem? Desde a planta dos pés até à cabeça não há nada sadio; tudo são feridas, golpes e chagas abertas, que ninguém curou nem tratou com ligaduras, nem lhe aliviou as dores com azeite. O vosso país parece um deserto, com as vossas cidades devastadas pelo fogo; os estrangeiros devoraram as vossas sementeiras na vossa frente. Fica tudo devastado e destruído como costumam fazer os estrangeiros.”

 

Isso fez com que Israel experimentasse consequências das suas próprias decisões de afastamento de Deus. O domínio de outros povos, o serem levados para o cativeiro em terras estrangeiras, tudo isso está registado no Antigo Testamento.

Mas Deus, apesar do pecado de Israel, na Sua misericórdia, permitiu que um remanescente dos israelitas voltasse do exílio. Eles decidiram inflexivelmente que não repetiriam o fracasso pecaminoso dos seus antepassados, e na sequência disso veio uma época de legalismo. Os rabinos muitos deles bem-intencionados, muitos deles devotos e instruídos, desenvolveram um sistema restritivo de regras e regulamentos. No início, esses ensinamentos circularam de forma oral, mas gradualmente as suas interpretações foram escritas. As leis da vida dadas por Deus, que antes eram um deleite e alegria, assim como a fonte da orientação iluminadora da alma e bênção, transformaram-se num rígido sistema de ritualismo religioso que Jesus denunciou.

O povo judeu, como um todo, considerava a vida um pesado fardo sob a opressão dos romanos e as rígidas regras e estrutura dos fariseus. As pessoas estavam economicamente empobrecidas e espiritualmente ignorantes, estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.

Quem nunca se sentiu assim? Escravo de um sistema de rotinas que nos esmifram as forças, e dependente de um sistema religioso que em nada se compara com a vida em abundância que Deus promete vida dar àqueles que Nele confiam?

Jesus veio para esta situação turbulenta como a compaixão encarnada. Ele tornou o cuidado algo central no seu ministério, eliminando distorções legalistas e limitações étnicas, concentrando-se na graça inclusiva de Deus.

Jesus veio com a Sua revolucionária mensagem sobre o reino de Deus – um reino somente acessível pela fé. Não depende de estatuto, de condição social, nem de condição financeira. Somente é alcançada pela confiança depositada em Cristo – Fé.  Esse reino requereria o amor obediente ao Rei e Pai, como também amor servil aos irmãos na família de Deus. O amor era a única lei abrangente entre eles, um amor que Jesus especificou no sermão do monte e que cumpria com os 10 mandamentos. Jesus afirmou que a essência da Lei é o amor.

As atitudes e os comportamentos numa sociedade cristã deveriam ser compassivos, demonstrarem amor na prática e manifestarem interesse cuidadoso pelos outros, o próprio Jesus exemplifica tudo isso.

Como Deus encarnado, Cristo refletia perfeitamente a natureza de Seu Pai, não apenas a santidade divina, mas o coração de Deus. Pelo facto de Ele nunca ter pecado e ser intensamente sensível ao pecado, Jesus se compadecia das pessoas pecadoras que sofriam as consequências da depravação e pecado pessoal.

De uma forma gentil e sem julgamentos Jesus buscou fortalecer os fracos e inflamar a sua fé em Deus.

Jesus mostrou isso na forma como tratava as crianças e as mulheres, grupos da sociedade que eram colocados para segundo plano.

Do mesmo modo que Jesus era compassivo com as mulheres e as crianças, assim também o era com os que estavam à margem da sociedade. Foi assim com os leprosos, com as prostitutas, com os cobradores de impostos, com os samaritanos, entre outros.

A multidão e os religiosos da época devem ter-se enfurecido quando Jesus procurava aceitar esses grupos, e mesmo afirmando que estes entrariam no reino dos céus se se arrependessem, antes mesmo dos líderes religiosos que demonstravam uma justiça própria baseada na hipocrisia.

De acordo com Jesus, a compaixão divina transformaria os membros de um grupo rejeitado pela sociedade em membros de um grupo aceite por Deus.

Jesus exerceu o Seu poder em favor dos rejeitados e necessitados independentemente das suas condições físicas e espirituais. Um amor desprovido de qualquer segunda intenção, Jesus amou as pessoas sem esperar nada em troca.

Ler Lucas 19:10Na verdade, o Filho do Homem veio buscar e salvar os que estavam perdidos.

Os braços e o coração de Jesus estavam abertos a todos os que o queriam ouvir de boa vontade, como ainda estão abertos aos humildes, aos últimos, aos perdidos.

Certamente Jesus estava preocupado com a fome, a doença e a injustiça, mas Ele estava mais preocupado com o relacionamento das pessoas com deus e o destino delas no mundo porvir. Jesus veio para trazer entendimento da realidade espiritual. Embora Jesus tivesse misericórdia por toda a gama de aflição humana e os seus milagres de cura proporcionassem alívio, o principal interesse do nosso Senhor era o Espiritual, o trazer paz com Deus.

Jesus veio oferecer a graça perdoadora de Deus. Recusando-a podemos vir a ser destruídos no inferno, e esta perspetiva aterrorizante encheu de tristeza o coração de Jesus. Apesar de Cristo comer e beber com pecadores, e até mesmo compartilhar da felicidade das festas de casamento, Ele nunca perdeu de vista “os contornos da face de Deus” Ele entrou no nosso mundo como a encarnação da misericórdia, disposto a morrer para que nós, os pecadores perdidos não morrêssemos, mas tivéssemos a vida eterna.

E esta é a mensagem maravilhosa do Evangelho. Jesus amou-nos primeiro!

Está disposto aceitar este “Ousado amor d e Deus”?

 

Publicado por: absesimbra | 22 de Dezembro de 2018

Pregação NATAL 16 dez. 2018

Normalmente o Natal – sinónimo de Noite de paz, noite de amor, tranquilidade, tempo em família, prendas, harmonia, etc.…

Mas se analisarmos bem os primeiros capítulos de Mateus verificamos que o nascimento de Jesus, no fundo o que se celebra no Natal, foi um pouco atribulado, principalmente para Maria, José e para o próprio menino Jesus.

Assim o título que eu gostava de dar a esta pregação é “Naquilo que tens de obedecer a Deus, até que ponto resistes às adversidades da vida?” (p.point)

Sim, porque é evidente que quando obedecemos a Deus, não podemos ter o discurso de dizer que não existem adversidades, porque elas efetivamente existem… ou não?

Não existem? Então a situação de Noé e o dilúvio? E a situação de Daniel na cova dos leões? E David e Golias? E as prisões de Paulo? E a perseguição aos cristãos? E irmãos a vida do nosso Senhor Jesus Cristo?

Vamos abrir as nossas bíblias no princípio do Evangelho de Mateus e verificamos logo que na vida da família de Jesus (Maria, José e Jesus) existem logo algumas contrariedades, no seu acto de obediência a Deus.

Mateus 1:18-19 (p.point)

  • Maria encontra-se grávida sem ter coabitado, sem estar casada;
  • José deixa Maria porque não sabe da história toda; (point)

Mateus 2:13-14 (p.point)

  • Herodes quer matar Jesus Vejam como Herodes é descrito num artigo que li sobre a sua biografia: (point) + (p.point)
  • Fuga para o Egipto: (point)

Mateus 2:16-18 (p.point)

  • Morte dos bebés por causa de Jesus:
    • Pressão social (do povo daquela vila);
    • Perseguição…

Conclusão: (p.point)

O Apóstolo Paulo na sua carta aos Filipenses no capítulo 4:12-13 ele resume de uma forma direta aquilo que eu gostaria que fosse a conclusão desta pregação, que realmente esta possa também ser a nossa postura perante as adversidades da vida. Chega de queixumes, chega de revolta… Mas que possamos aprender sempre com as experiências que a vida nos traz.

 

obs

A lei moral judaica exigia completa abstinência sexual dos solteiros de ambos os sexos. Assim que os meninos e meninas se tornavam conscientes de sua sexualidade, eram treinados no exercício do controle de suas paixões; A prática do adultério na antiga sociedade judaica era encarada com horror e apreensão. Moisés, os Profetas e os Sábios Talmúdicos nela viam uma ameaça à integridade moral do indivíduo e à preservação de Israel como uma “nação sagrada”. A proibição taxativa do sétimo mandamento do Decálogo: “Não cometerás adultério” era reforçada pela advertência do décimo: “Não cobiçarás a mulher do próximo.”

“Descrito como “um louco que assassinou sua própria família e inúmeros rabinos”, Herodes é conhecido por seus colossais projectos de construção em Jerusalém e outras partes do mundo antigo, em especial a reconstrução que patrocinou do Segundo Templo, naquela cidade, por vezes chamado de Templo de Herodes. Alguns detalhes de sua biografia são conhecidos pelas obras do historiador romano-judaico Flávio Josefo. O relato de Mateus é consistente com a personalidade de Herodes, que foi relatado como sendo impiedoso na defesa de seu poder e notório por sua brutalidade.”

“Irritado e inseguro, temendo alguma ameaça ao seu governo, Herodes I (ou Herodes o Grande) mandou matar todas as crianças de Belém, com menos de dois anos de idade, levando o luto a, pelo menos, sete famílias. Por essa época, Herodes tinha 71 anos de idade. A chacina pôs fim à vida de várias criançs, com o seu número podendo ser fixado entre 7 e 20, todas menores de dois anos de idade. Sua decisão pode soar exagerada, mas estava coerente com a sua biografia. Com a conivência do Império, ele tinha mandado executar uma de suas esposas (Mariamne), três filhos (Aristóbulo IV, Alexandre e Antipater III) e um de seus irmãos.”

“Para não ser morto, Jesus, talvez com um ano e seis meses de idade, foi levado pelos pais para o Egito. A viagem foi longa, a maior que os três fizeram, entre tantas. A distância, de Belém à fronteira com o Egito, pelo deserto, era de, pelo menos, 120 km, dependendo da cidade em que ficaram. A viagem deve ter demorado entre 10 e 20 dias, se não pararam por algum tempo em alguma cidade do caminho. Lembre-se que eles viajavam de Burro.”

Publicado por: absesimbra | 11 de Dezembro de 2018

Pregação Cristo como REI – 9dez18

A Bíblia firma várias vezes que Jesus Cristo é Rei – LER Lucas 1:31-33

Mas se analisarmos bem e comparando por exemplo com um nascimento de um príncipe Filho de um Rei, sucessor do trono, tudo o que envolveu o nascimento de Jesus não se adequa àquilo que estamos habituados a ver numa situação dessas.

Em que condições Jesus Nasceu?

Sabemos através da história Bíblica e da representação do presépio – Lucas 2:1-7

Mas e se Jesus tivesse vindo como um Rei?

Como teria sido a reação da humanidade?

  • Segui-lo por medo? Ou por amor?
  • Segui-lo pelo que Ele pode dar? Ou pelo que Ele é?
  • Segui-lo só porque Ele é o Rei? Ou porque efetivamente Ele merece ser o Senhor das nossas vidas?

Meditar em Job 1:6-11 (LER) – essa foi a acusação que Satanás fez a Job. De que ele servia a Deus por interesse daquilo que Deus lhe dava e não por causa daquilo que Deus é.

Nos dias de hoje quantos não tentam chegar a Deus a fim de obter o Seu favor?

Doutrinas como a da prosperidade e da salvação pelas obras são exemplo disso.

Como está o nosso relacionamento com o Rei?

Somos seus súbditos por causa Dele? Ou apenas o seguimos para ganharmos o favor Dele? Qual a nossa motivação?

Termino lendo Mateus 27:40 (LER)

Se não somos humildes para aceitar o bebé Jesus na estrabaria também não seremos dignos do Jesus Rei.

Que possamos refletir acerca disto.

Publicado por: absesimbra | 4 de Dezembro de 2018

Pregação Efésios 4:17-32

Continuamos a estudar a carta aos Efésios, e até aqui vimos que Paulo tem um registo muito prático no conteúdo da sua carta. Ele foca muitas vezes os comportamentos dignos daquele que faz parte da igreja de Cristo. No fundo ser igreja e o que isso implica. Já vimos a questão teológica, já vimos de quem vem a autoridade no contexto de igreja local, a forma como a igreja está organizada, com liderança e com propósitos bem definidos.

Na próxima parte que vamos estudar desta carta Efésios 4:17-32 o Apóstolo Paulo continua com o registo prático da forma como os chamados das trevas para a luz se devem comportar. Não se trata de um comportamento apenas exterior em que vivemos para os outros verem, mas sim algo que sai de dentro para fora, comportamentos que tornam regulares em nós porque somos habitados pelo ES e fomos resgatados para a luz. E para se ser habitado pelo ES é preciso o quê? Romanos 10:9-10 (LER)

Já alguma vez na sua história de vida tomou esta decisão?

Não? Então faça-o hoje mesmo.

Sim, mas estou afastado. Não importa, Deus é um Deus de recomeços e quer recomeçar consigo uma transformação de vida.

Porque tem de existir uma diferença grande entre os que são de Deus e aqueles que não são.

Vamos ler Efésios 4:17-32

“Por isso quero avisar-vos, em nome do Senhor, que não andem mais como os que não conhecem Deus, que vivem num mundo de ilusões.
Os seus entendimentos estão obscurecidos; a sua ignorância das coisas espirituais e a sua insensibilidade à voz divina os afastou da vida de Deus.
Tendo feito calar a voz das suas consciências, entregaram-se a tudo o que é imoralidade, procurando, com avidez, satisfazer os seus desejos corruptos.

Procurar satisfazer os desejos de Deus vs procurar satisfazer os nossos desejos – O caminho é transformar os desejos de Deus nos nossos desejos.
Mas esse não é o caminho que Cristo vos ensinou! Se prestaram ouvidos à sua voz, sabem bem como em Jesus está a verdade, e nela vocês foram instruídos.
Vocês foram ensinados, quanto à forma de vida que levavam anteriormente, que se devem desfazer dessa velha natureza que vai apodrecendo na sua própria imoralidade, nas suas ilusões.
E que o vosso entendimento se renove nas atitudes a tomar na vida.
Instrução, ensino e entendimento que redunda em atitudes…

Que atitudes?

Devem revestir-se do novo homem que é criado por Deus e que se manifesta na verdadeira justiça e na santidade.
Áreas da vida bem práticas…

Deixem a mentira e falem verdade uns com os outros, porque somos membros de um só corpo.

Quem é o pai da mentira? – João 8:44

Quem é o pai da verdade? – João 14:6 e João 15:26
Não pequem, deixando que a ira vos domine. Antes que o dia acabe, façam com que a vossa irritação tenha fim.
Em nenhum caso deem ocasião a que o Diabo encontre meio de vos fazer cair.
Aquele que roubava ou explorava fraudulentamente, que pare com isso de uma vez. Que antes trabalhe, e que ganhe a sua vida pelos seus próprios meios, honestamente, de forma até a poder ajudar outros menos favorecidos. (Vertente social)
Não saia da vossa boca nenhuma palavra suja; que tudo o que for dito por vocês sirva de ajuda para o bem e encorajamento daqueles que vos ouvem.
Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, o qual vos marcou com um selo, como garantia da vossa libertação.
Façam desaparecer do vosso meio todo o mau humor, assim como a cólera, o ódio, as discussões, tal como as injúrias e as revoltas rancorosas.

Lembram-se das obras da carne citadas em Gálatas 5? Paulo volta aqui a focar algumas delas, atitudes que são chave no “Ser igreja”!

Temos uma alternativa aos maus comportamentos:
Em vez disso sejam uns para com os outros amáveis e compreensivos, perdoando-se mutuamente, tal como Cristo também vos perdoou.”

Lembram-se qual era o propósito? Efésios 4.13

Para que esta nova vida cresça em si, permaneça em si, é preciso tomar a decisão de aceitar Cristo já… a partir de hoje. E quando o faz de uma forma sincera Deus ouve e toma em muita consideração o voto que está a fazer… seja o voto de o aceitar pela primeira vez, seja o voto de se encontrar adormecido na sua fé e querer voltar a estar atento ao que Deus lhe diz, a estar envolvido na igreja local, a crescer rumo aos objetivos que estão descritos em Efésios.

Apelo… Oração… acompanhamento.

Publicado por: absesimbra | 8 de Novembro de 2018

Pregação Efésios 4:7-16

Dando continuidade ao estudo do capítulo 4 de Efésios, vamos hoje estudar Efésios 4:7-16. Relembramos as palavras de Paulo no início do capítulo quando ele roga aos irmãos de Éfeso para que eles andem de uma forma digna da vocação a que foram chamados, andem de um modo digno agora que são seguidores de Cristo. Vimos também que essa forma digna é dar lugar ao Espírito Santo que por sua vez agindo em nós faz sobressair o fruto do Espírito que lemos em Gálatas 5.

Posto isto Paulo então continua na sua carta aos Efésios capítulo 4 versos 7 a 16. (Vamos ler) E depois vamos dividir esta passagem em 3 partes a primeira parte em estudo é a seguinte:

Versão o livro

“Contudo, ele deu a cada um de nós um dom especial de acordo com a generosidade de Cristo.
Ora quando diz que ele subiu, isso significa que antes ele desceu das alturas até às profundidades da Terra.
Mas também aquele que assim desceu, é quem subiu às partes celestiais para encher o universo com a sua presença.”

Nesta parte do texto Paulo fala de que nós os que temos Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador para edificarmos a igreja de Cristo somos presenteados com dons, ou seja, com uma capacidade sobrenatural que Deus nos concede com o fim de contribuirmos para o avanço do Reino de Deus dentro do funcionamento de um corpo/igreja. O mesmo Paulo é o que na sua primeira carta escrita à igreja de Corinto afirma em I Coríntios 12:11 – “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.” Referindo-se aos dons. São distribuídos individualmente, mas para serem usados no coletivo. Então cada um de nós tem algo para ajudar a fazer crescer a igreja local aqui em Sesimbra.

Paulo também cita nesta parte da carta o Salmo 68:18, para nos afirmar que nada escapa à presença de Deus e que nada nem ninguém pode escapar à sua graça e misericórdia, mas também ao seu julgamento. Porque efetivamente Cristo é Senhor. Ele pode dar, Ele pode tirar, Ele é o supremo Senhor.

Continuando o texto:
“Foi ele quem deu estes dons à igreja: os apóstolos, os profetas, os evangelistas, os pastores e os ensinadores.,
A responsabilidade deles é o aperfeiçoamento dos crentes para fazerem o trabalho de Deus e edificar a igreja, o corpo de Cristo,
até que assim todos cheguemos à unidade na fé, e ao pleno conhecimento do Filho de Deus, atingindo a maturidade completa conforme o modelo da pessoa de Cristo!”

Paulo nesta parte do texto começa a explicar como Deus deseja que a sua igreja funcione, e de que forma Jesus escolheu certos dons para estes capacitarem outros no serviço do reino de Deus.

Apóstolos; Profetas; Evangelistas; Pastores; Mestres.

Todos estes membros do corpo de Cristo exercem autoridade na vida das pessoas da restante igreja e têm como função exercendo o seu dom dado pelo cabeça do corpo, aperfeiçoar os restantes membros para estes fazerem o trabalho de Deus na edificação da igreja.

A igreja é um grupo de pessoas organizado com liderança bem definida e com propósitos bem definidos. Vemos aqui também que a liderança da igreja local tem de ser colegial, ou seja, mais que um líder. Porque um líder só não tem todas essas capacidades e assim existindo outros complementam-se entre si e os dons que um tem o outro não tem e vice-versa. Por vezes parece que o pastor tem de saber de tudo e tudo, mas o que vemos nesta passagem é que existem funções bem definidas orientadas pelos dons e não pela necessidade. É verdade que existem etapas da vida da comunidade em que temos de trabalhar em certas áreas porque existe uma necessidade, mas a forma como Deus idealizou a mecânica da igreja local é cada um colocando em prática os seus dons e talentos para o serviço do próximo e do reino dos céus.

As lideranças das igrejas locais entre outros objetivos estão lá colocadas por Deus para liderar, orientar e treinar os membros a trabalharem para o avanço do reino dos céus por esta terra.

Com que objetivo? Está lá bem específico, até que assim todos cheguemos à unidade na fé, e ao pleno conhecimento do Filho de Deus, atingindo a maturidade completa conforme o modelo da pessoa de Cristo.”

Até sermos maduros! Maduro é diferente de perfeito. Sabemos que perfeitos não vamos conseguir ser, mas maduros aí sim podemos ser. Mas então como pode ser definida esta maturidade? O que é ser maduro? É o que Paulo continua a dizer no resto da passagem em estudo:
“Então não seremos mais como crianças instáveis, variando com facilidade de ideias e de sentimentos, influenciados pelos ventos de doutrinas várias que nos empurram ora para um lado ora para o outro, ao sabor de pessoas sem escrúpulos que astuciosamente procuram arrastar as almas para o erro.
Em vez disso, seguindo a verdade em amor, que possamos crescer, em todos os aspetos da nossa vida, segundo Cristo, que é a cabeça da igreja.
Sob a sua orientação, o corpo inteiro é perfeitamente ligado entre si. À medida que cada parte faz o seu trabalho específico, isso ajudará as outras partes a crescer, para que todo o corpo seja saudável e edificado em amor.”

 

Isto é aquilo que Paulo quer dizer com o aperfeiçoamento, com a maturidade cristã.

Como são as crianças? Imaturas. Ingénuas e são de fácil manipulação. São vulneráveis. Precisamos dentro da igreja criar um sistema parecido com o nosso lar, e para com os nossos filhos. Proteção vs Risco de saber voar…

Exemplo do ninho! Mas tem de existir um momento em que eles vão voar… em que terão de sair de casa e fazer a sua vida. Mas firmados na Palavra de Deus. Sabendo a verdade acerca de Cristo.

Ora qual a nossa postura face ás más circunstâncias… como reagimos quando a vida nos corre mal?

Ou qual a nossa postura face ás várias ideologias contrárias à palavra de Deus?

A semana passada falei do Halloween…

Mas podemos falar por exemplo da Ideologia de gênero…

Comportamentos desregrados, fora do nosso domínio próprio?

Ou então falar do consumismo que se aproxima aí uma época em que se compra aquilo que não precisamos com o dinheiro que não temos.

Como deve estar a nossa opinião? Manipulada pela sociedade ou firmada na palavra de Deus? Se não sabemos o que Deus pensa acerca de um determinado assunto, então temos de aprender, perguntar para os líderes da igreja e procurar firmar o nosso estilo de vida na Palavra de Deus.

Com isso os nossos filhos espirituais terão outros filhos espirituais… e assim cresce o corpo de Cristo.

Concluindo com a última frase do texto:

“Sob a sua orientação, o corpo inteiro é perfeitamente ligado entre si. À medida que cada parte faz o seu trabalho específico, isso ajudará as outras partes a crescer, para que todo o corpo seja saudável e edificado em amor.”

Orientação de Cristo, ligados entre nós, cada um faz o seu trabalho específico e assim o corpo cresce.

O que vemos aqui?

Uma dinâmica saudável em que cada um faz a sua parte de acordo com as suas capacidades contribuindo para o crescimento do próprio corpo e reprodução do mesmo. Não devemos fazer demais, mas também não devemos fazer de menos, devemos sim buscar Deus, perguntar genuinamente a Deus onde Ele quer que nós estejamos a servir em que área, em que ministério na igreja local, onde posso ser útil, porque todos somos úteis, basta para isso ter uma formação adequada, uma capacitação certa, e essa é responsabilidade dos líderes da igreja local. E acredite, irmão se tiver esse desejo formação não vai faltar. É preciso é ter ousadia para começar e Deus vais agir.

Está disposto a estar nas mãos de Deus para Ele o usar? Isso envolver algumas mudanças, seja de rotina, seja de vida, mas o retorno e a bênção não têm preço. Estamos dispostos?

« Newer Posts - Older Posts »

Categorias