Publicado por: absesimbra | 24 de Maio de 2020

O mais importante é o amor!

Publicado por: absesimbra | 29 de Abril de 2020

Publicado por: absesimbra | 23 de Abril de 2020

Publicado por: absesimbra | 17 de Abril de 2020

Publicado por: absesimbra | 2 de Abril de 2020

Pregação Salmo 91 AB Sesimbra 29/03/2020

A semana passada abordámos um texto em Habacuque que nos dizia que a nossa confiança em Deus não pode depender das circunstâncias, e igualmente num outro verso que o justo viveria pela fé. Ora fé em Deus. E agora mais que nunca precisamos de fé. Continuamos em isolamento social, e este é o terceiro culto que fazemos nessas condições. Continuemos firmes que depois da tempestade virá a bonança. Por isso neste dia queria convosco meditar num Salmo que muito tem sido usado nestes dias. Usado de forma correta, a fim de nos dar força para continuar, mas por vezes é também mal interpretado e por isso usado de forma incorreta justificar comportamentos irresponsáveis. Mas vamos juntos ler e analisar o Salmo 91.

Primeiro convém mais uma vez focarmo-nos na pessoa de Deus, e não no que podemos ganhar através de Deus. Adorar quem Deus é e não estar com Ele pelo que Ele nos pode dar. Não é por estarmos a atravessar uma pandemia que nos achegamos a Deus, Ele é o nosso Senhor no meio da adversidade e no meio da prosperidade. Se não for assim, o nosso deus somos nós mesmos, porque temos segundas intenções ao estar com Deus. A nossa fé deve estar firmada não no que Deus pode fazer, mas no que Deus é, nesse sentido olhemos para 4 nomes de Deus que são características do carácter Dele contidas nos versos 1 e 2: “Altíssimo”; “Omnipotente”; “Senhor”; “Deus”;

Analisando o atributo “Altíssimo” – No hebraico “El Elyon” este nome enfatiza a força e a soberania de Deus. Não há nada que seja tão forte quanto Deus, e não há nada que detenha o controle de tudo quanto Deus, controle no sentido em que nada nem nenhum pormenor escapa a Deus e ao seu domínio.

Analisando o atributo “Omnipotente” – No hebraico “El Shaddai”. A palavra “Shaddai” é derivada de uma outra que significa “montanha”, retratando assim Deus como irresistível, cheio de poder. É o mesmo atributo realçado em Génesis 17:1, quando Deus o Todo-Poderoso se apresenta a Abrão e faz uma aliança com ele. É o mesmo atributo realçado em Job 42:2 quando este afirma “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.” Deus pode cumprir tudo o que promete.

Analisando o atributo “Senhor” – No hebraico é muito complicado pronunciar-se este atributo porque não tinha vogais. Por ser um nome tão sagrado os judeus não se atreveriam a pronunciá-lo, daí não te vogais. Somente mais tarde fez-se uma espécie de transliteração e no nome hebraico YHWH se acrescentaram vogais e ficou YAHWEH, ou Jeová. Este é o mais significativo nome de Deus no Antigo testamento. Tem um sentido duplo, o Ser ativo e Auto existente, já que esta palavra é relacionada ao verbo “Ser”. É o redentor de Israel. O nome ocorre 6823 vezes no antigo testamento e é especialmente associado à Santidade de Deus, à aversão que Deus tem para com o pecado e à Sua bondosa provisão de redenção.

Analisando o atributo “Deus” – No Hebraico “Elohim”, é um termo genérico para divindade, mas também é utilizado como um nome próprio do verdadeiro Deus. O sentido básico desta palavra é “forte, líder poderoso, deidade suprema. A forma da palavra é plural, indicando plenitude de podere majestade e abrindo espaço para a revelação da Trindade.

Enquanto os versos 1 e 2 nos mostram o caráter de Deus, nos versos 3 a 8 mostram-nos que Deus é suficiente para cuidar de nós.

Cuidar de nós nas situações que fogem do nosso controle. Todas as situações apresentadas são as que fogem do nosso controle. Isto leva-me a crer que aquelas que nós conhecemos os perigos, devemos ser nós próprios, com os recursos que Deus nos deu tais como a inteligência que temos, os recursos materiais também, devemos ser nós a precavermo-nos e a tomar medidas para evitar problemas no futuro. É aliás isso que diz em Provérbios 14:16 – “O sábio teme e desvia-se do mal, mas o tolo é arrogante e dá-se por seguro.” Então não sejamos tolos, e vamos seguir as orientações das autoridades de saúde.

Mas analisando as circunstâncias que o Salmista dá como exemplo para verificarmos a proteção de Deus:

Laço do passarinheiro – Armadilhas… normalmente não sabemos onde estão as armadilhas, se soubéssemos as evitaríamos.

Peste perniciosa – Não sabemos onde anda o vírus, se soubéssemos evitaríamos. Por isso ficamos em casa e tomamos todos estes cuidados.

Terror noturno, e setas de dia, nem da peste das trevas, nem da mortandade de dia – seja em que altura for, noite ou dia, Deus nos protege.

Até ao verso 13 são exclamadas frases que repetem as ideias anteriores, de situações que fogem do nosso controle, mas jamais. E convém nos repetirmos isto, JAMAIS fogem do controle de Deus.

Realçar que no verso 11 o Salmista fala dos anjos, de que Deus dará ordens aos anjos para nos guardarem, efetivamente em Hebreus 1:14 temos a ideia de que os anjos são espíritos ministradores enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação, ou seja, todos os filhos de Deus. Assim este verso do Salmo 91:11, é verdade, os Anjos existem para nos servir e proteger.

Mas o problema é quando exigimos isso de forma presunçosa, como que se fosse um direito nosso, e usamos isso como desculpa para comportamentos suicidas como está explicado em Mateus 4:5-7 na experiência que Jesus teve ao ser tentado por Satanás.

Quando Satanás propõe a Jesus, Ele se atirar do pináculo do templo abaixo, Satanás cita o Salmo 91, Porque aos seus anjos dará ordens para que te guardem. Mas Satanás a usar a Bíblia? A Palavra de Deus? Parece um argumento fiável para que Jesus saltasse, pois era verdade! Mas Jesus não salta… Jesus sabia que aquela citação da Bíblia feita por Satanás era para levar Jesus a obedece-lo e a fazê-lo cair na tentação. Jesus mantém-se firme, e interpretando bem o Salmo, Ele afirma “Também está escrito, não tentarás o Senhor teu Deus.” Citando Deuteronómio 6:16.

Ou seja, apesar de Deus prometer que nos vai proteger de todo o mal que desconhecemos, e transformar o mal que nos acontece, em bem, bem significando crescimento espiritual, nós não devemos tentar Deus, no sentido de desafia-lo para ganhar alguma coisa Dele.

Deus é Altíssimo, Omnipotente, Senhor e Deus é Deus, por isso Ele não nos deve nada, Ele não tem de responder a exigências nenhumas. Deus faz o que entender que deve fazer. Por isso não devemos transformar uma suposta fé em excesso de presunção e confiança. Se Deus quiser que apanhemos Covid_19, então apanharemos. Se Deus permitir que morramos, então vamos morrer. Mas sempre mantendo a Fé naquele que é o Altíssimo e que se Ele optou por fazer assim, então é porque Ele sendo o Senhor Deus perfeito, fez o melhor.

Um outro alerta é que o próprio Satanás usa a Bíblia para enganar Jesus, e Jesus não se deixa enganar porque Ele conhece a Palavra de Deus. Se nós não conhecermos a Palavra de Deus, facilmente podemos ser enganados pelo mal, a pensar que estamos a fazer o bem. Podemos aproveitar o tempo que agora temos para ler, meditar e conhecer mais a Palavra de Deus.

Gostaria de terminar com os versos 15 e 16. Deus afirma que se o invocarmos Ele vai responder, e nos vai mostrar a Salvação. Estas palavras fazem-me lembrar uma outra passagem Bíblica em Jeremias 29:11-14

“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então me invocareis, passares a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor, e farei mudar a vossa sorte; congregar-vos-ei de todas as nações, e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o Senhor, e tornarei a trazer-vos ao lugar donde vos mandei para o exílio.”

Busquemos o Senhor enquanto se pode achar, que como o Salmo 91:9 diz façamos do Senhor o nosso refúgio e do Altíssimo a nossa morada. Estamos nas nossas casas confiando que isso nos pode trazer segurança, mas a nossa verdadeira segurança vem quando fazemos do Deus Todo-poderoso a nossa casa ou melhor morada conforme o Salmo.

Bom domingo a todos!

 

 

Publicado por: absesimbra | 30 de Março de 2020

Publicado por: absesimbra | 29 de Março de 2020

Pregação 22 março 2020 Habacuque 3:17-19

Nos vários contextos de calamidade que se viveu e atualmente este que se vive a nível mundial, para nós cristãos, existe uma passagem Bíblica que fazemos questão de recitar. Ela encontra-se em Habacuque 3:17-19, e afirma o seguinte:

“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente.”

Estas palavras de Habacuque, que no final do livro percebemos que se tratava de uma música (“Ao mestre de música. Para instrumento de corda.”) nos dias de hoje é igualmente usada para letra de várias músicas de artistas gospel. Isto talvez porque são palavras que devem estar sempre presentes na nossa mente e coração, e em forma de música sejam mais fáceis de memorizar.

Mas que contexto Habacuque estava a viver, para chegar a dizer estas palavras? É muito importante percebermos o que estava a acontecer no contexto histórico cultural do povo de Judá, quando Habacuque termina o seu livro com estas palavras. No que toca ao contexto importa saber o seguinte:

– Judá estava prestes a ser invadido pelos Babilónicos, cujo o rei era Nabucodonosor, por volta do ano 605 a.C. Talvez o episódio de Daniel sendo levado cativo para a Babilónia seja mais conhecido de todos nós, pois o contexto histórico de Habacuque é anos antes desse exílio a que o povo de Judá foi sujeito.

– O rei Nabucodonosor, e os babilónicos não tinham uma fama muito agradável para quem fosse dominado por eles. Temos relatos históricos de que este rei babilónico foi o mais imponente de todos os reis desse vasto império e a forma como ele tratava os seus súbditos e amigos, por exemplo descrito em Daniel 1:10 (medo do chefe dos eunucos do rei); Daniel 2:5 (ameaça aos sábios e ás suas famílias); Daniel 2:12 (morte de todos os sábios do império); Daniel 3:19-23 (fornalha ardente); 2 Reis 25:7 (esvaziar os olhos de Zedequias – o rei de Judá); não trazia muita esperança aos seus inimigos e aos dominados de outros povos conquistados pelos seus exércitos.

– O Profeta Jeremias é contemporâneo de Habacuque, e vemos no final do livro de Jeremias, capítulo 51:1 que o império da Babilónia é usado por Deus para trazer o exílio sobre Jerusalém, isto porque de acordo com o que estes dois profetas relatam, o povo de Deus estava desviado do caminho do Senhor, e Deus porque o ama tem necessidade de o repreender. O início do cativeiro é relatado em 2 Reis 24 e 25.

Este contexto faz-me lembrar uma frase que li esta semana que dizia:

“A única maneira de Deus mostrar que está no controle, é colocar-te em situações em que tu não podes controlar.”

A circunstância que Judá estava prestes a enfrentar fugia do seu controlo. Por mais que eles resistissem, eles percebiam que o exército babilónico era muito mais poderoso do que eles, não havia humanamente falando resistência possível. A única solução possível, seria Deus intervir, mas percebemos que Deus usou a Babilónia para voltar a trazer os judeus ao foco certo, que era Deus.

Não sei, nem sequer estou a afirmar, que esta pandemia que atravessamos hoje é algo enviado por Deus para nos focarmos no que interessa. Mas na verdade li um texto muito interessante sobre o impacto que esta situação toda está a ter em nós. O texto é de um psicólogo que se chama Dr. Leonardo Morelli (psicólogo)

 

“Acredito que o Universo tem a sua maneira de equilibrar as coisas e as suas leis quando estão viradas do avesso. O momento que vivemos, cheio de anomalias e paradoxos, dá que pensar. Numa altura em que as alterações climáticas causadas por desastres ambientais chegaram a níveis preocupantes, primeiro a China e depois tantos outros países veem-se obrigados ao bloqueio. A Economia colapsa, mas a poluição diminui consideravelmente. O ar melhora; usam-se máscaras, mas respira-se.

Num momento histórico em que algumas ideologias e políticas discriminatórias, com fortes referências a um passado mesquinho, estão a reativar-se em todo o planeta, chega um vírus que nos faz perceber que, num instante, podemos ser nós os discriminados, os segregados, os bloqueados na fronteira, os portadores de doenças. Mesmo que não tenhamos culpa disso. Mesmo que sejamos brancos, ocidentais e viajemos em classe executiva.

Numa sociedade fundada na produtividade e no consumo, em que todos nós corremos 14 horas por dia na direção não se sabe muito bem de quê, sem sábados nem domingos, sem feriados no calendário, de repente chega o “parem”. Fechados, em casa, dias e dias. A fazer contas com o tempo do qual perdemos o valor. Será que ainda sabemos o que fazer dele?

Numa altura em que o acompanhamento do crescimento dos filhos é, por força das circunstâncias, confiado a outras figuras e instituições, o vírus fecha as escolas e obriga a encontrar outras soluções, a juntar a mãe e o pai com as crianças. Obriga a refazer família.

Numa dimensão em que as relações, a comunicação, a sociabilidade se processa principalmente no “não-espaço” do virtual, das redes sociais, dando-nos uma ilusão de proximidade, o vírus tolhe-nos a verdadeira proximidade, a real: que ninguém se toque, nada de beijos, nada de abraços, tudo à distância, na frieza do não contacto. Até que ponto dávamos por adquiridos estes gestos e o seu significado?

Numa altura em que pensar no próprio umbigo se tornou regra, o vírus envia uma mensagem clara: a única saída possível é através da reciprocidade, do sentido de pertença, da comunidade, do sentimento de fazer parte de algo maior, de que cuidamos e que pode cuidar de nós. A responsabilidade partilhada, o sentir que das nossas ações depende não apenas o nosso destino, mas o de todos os que nos rodeiam. E que dependemos das deles.

Por isso, deixemo-nos da caça às bruxas, de perguntar de quem é a culpa ou porque é que tudo isto aconteceu, e perguntemos antes o que podemos aprender com isto. Creio que temos todos muito para refletir e fazer. Porque para com o Universo e as suas leis, evidentemente, temos uma grande dívida. Explica-nos o vírus, com juros muito altos.”

E em tempos como este que vivemos hoje, ou como os que Habacuque, Jeremias e Daniel estavam a viver o verso 4 do capítulo 2 do livro do profeta Habacuque tem algo de extrema importância para nos ensinar.

“Eis o soberbo! A sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé!”

Temos de viver pela fé no nosso Senhor Jesus Cristo. Hebreus 11:1 afirma que “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de factos que se não veem.”

Fé define-se por forte convicção e confiança de que o nosso Deus está no controle de tudo. Ter fé em Deus, é algo concreto que está baseado nos seus feitos passados, mas também nas suas promessas futuras. Feitos e promessas que estavam bem presentes na mente de Habacuque. E de que igual forma tem de estar presentes nas nossas mentes também.

Ter fé no momento que o povo de Deus estava prestes a passar era estar com plena confiança e declarar “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente.”

Ter fé hoje é fazer nossas as palavras do profeta Habacuque, e declarar que a nossa confiança em Deus não depende das circunstâncias, porque essas vão e vêm, mas o nosso Deus permanece eternamente.

Publicado por: absesimbra | 28 de Março de 2020

Publicado por: absesimbra | 27 de Março de 2020

Pregação “O Rei Josafá e o Corona Vírus” 15 março 2020  

Pregação “O Rei Josafá e o Corona Vírus” 15 março 2020

 

A Bíblia é sem dúvida um conjunto de histórias reais, de personagens reais, que nos ajudam a viver cada dia da nossa vida na busca de ser cada vez mais como Cristo. Toda a Bíblia motiva-nos a levar Cristo ao lugar de destaque no nosso coração e vida.

 

Vivemos tempos de incerteza, hoje século 21, o mundo está a ser assolado por uma epidemia que está a fugir ao controle das entidades competentes.

 

Mas o que será que a Bíblia, escrita há tanto tempo atrás, nos poderá dizer acerca desta circunstância que agora vivemos?

 

Ao pensar sobre o tema “Corona Vírus” e ao ler vários artigos de opinião sobre este assunto, deparei-me com um artigo escrito por um pastor norte-americano que tem o seu ministério na China, ou seja é missionário, no epicentro do vírus, a cidade de Wuhang.

 

E ele, no seu artigo leva-nos a uma reflexão acerca de uma circunstância que um dos reis de Judá (explicar que o reino estava dividido, que nos primeiros 3 reis, Saúl, David e Salomão o reino estava unificado, mas depois de Salomão o reino dividiu-se entre reino do Norte – Israel, e reino do Sul – Judá). De seu nome Josafá enfrentou. O autor do artigo leva-nos a refletir acerca da postura deste rei face a uma situação idêntica, pelo menos no controle que temos sobre a circunstância, à que vivemos hoje.

 

Vamos ler II Crónicas 20:1-22 (parar se necessário na leitura do texto Bíblico, para explicar aspetos difíceis do texto.)

 

A oração feita pelo rei Josafá no verso 12 é exatamente a oração que podemos e devemos fazer neste momento.

 

“Não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti”.

 

É verdade que o rei Josafá provavelmente já estaria num estado de desespero, que nós ainda não nos encontramos, mas penso que num ápice, poderemos enfrentar algo semelhante. Por isso decidi falar sobre este assunto.

Os olhos ansiosos do mundo estão nesta crise de saúde global. Empresas e governos temem pelo decréscimo do consumo e por consequência da economia. Algumas escolas, já fecharam, e a corrida aos mecanismos de defesa está a aumentar. Algumas fronteiras começam a fechar-se e algumas companhias aéreas suspenderam os voos para alguns países mais infetados, como Itália, China, Coreia do Sul, entre outros.

A Nossa oração só pode ser esta “Não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti Senhor”.

Esta experiência do rei Josafá e de todo o povo de Judá é extremamente atual.

Olhando o contexto, o exército perigoso dos amonitas estava a aproximar-se de Judá. Mas é interessante ver que a fé de Josafá abrangia não só a vitória militar, mas ele confiava no em qualquer desastre que pudesse vir!

Ora vejamos no verso 9: “Se algum mal nos sobrevier, espada por castigo, peste ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti, pois o teu nome está nesta casa; e clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás e livrarás.” (2 Cr 20:9)

E aqui começa a fazer-se o paralelo com os nossos dias… Peste – ou Vírus. Josafá tinha uma disposição de confiança no Senhor, independentemente do perigo. Mesmo diante de peste ou praga, fome ou guerra, ele clamava a Deus.

E, nos dias que vivemos, desta atual ameaça de pandemia, precisamos aprender a fazer o mesmo. Confiar no Senhor!

O autor apresenta cinco aspetos, da confiança de Josafá em Deus, que nos podem ajudar hoje.

  1. Confie em Deus com seus medos

“Josafá teve medo e se pôs a buscar ao Senhor” (2Cr 20:3). Ele não era o super-homem; ele era uma pessoa normal como eu e como tu. O passo inicial de quem confia na ajuda de Deus – naqueles dias ou nos nossos – deve ser admitir a nossa fraqueza.

Pode ser um bom remédio agora chegar diante de Deus e dizer-lhe honestamente em que estado você está. Será que está assustado? Frustrado? Faminto? Solitário? Ferido? Exausto?

O objetivo de expormos a nossa dor não é apontar o dedo para acusar Deus e queixarmo-nos colocando a culpa daquilo que passamos Nele; mas o de sermos sinceros, confiando nele, mesmo nas nossas preocupações mais profundas. Josafá escolhe confiar no Senhor, e nós somos chamados a fazê-lo. A confiança é sempre uma escolha. E é isso que teremos que fazer repetidamente. Todos os dias vamos ser desafiados a confiar mais em nós mesmos, nas nossas soluções, recursos e inteligência, pois aquilo que Deus quer é que confiemos Nele. E podem existir circunstâncias que Deus nos permita viver em que cheguemos a um ponto em que não sabemos mais o que fazer e aí só nos resta confiar em Deus. Deus permite isso para que aprendamos mesmo a confiar Nele.

  1. Incentive os outros a confiar em Deus

Depois de Josafá buscar Deus, ele proclama um jejum nacional: “…e apregoou jejum em todo o Judá. Judá se congregou para pedir socorro ao SENHOR; também de todas as cidades de Judá veio gente para buscar ao SENHOR.” (2Cr 20.3:4).

O rei sabe de onde vem a verdadeira ajuda e leva outros a irem até lá em busca de esperança.

Quando todos, ao nosso redor, estão sem esperança e a enlouquecer e a ter medo, devemos nos lembrar uns aos outros que servimos um Deus amoroso, misericordioso e soberano, que não pode ser atingido pela peste ou pelo vírus (Salmo 91, pedir para alguém ler em voz alta).

Ao levarmos nossas ansiedades ao Senhor em oração, podemos experimentar uma paz que ultrapassa o entendimento humano (Filipenses 4:6-7). E, quando experimentamos essa paz, a esperança contra cultural – e muitas vezes contraintuitiva – que temos em Cristo, é revelada (1 Pedro 3:15). Afinal, a nossa fé é pessoal, mas não é privada. As pessoas à nossa volta vão reparar na forma como reagimos a circunstâncias desta natureza.

  1. Clame a Deus

Josafá oferece um modelo de oração nos versículos 5-12. Ele apela ao caráter de Deus, ás suas promessas e suas ações no passado. A oração então culmina: “Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti”.

Talvez o irmão se sinta assim à luz dos seus problemas e agora do Coronavírus. Talvez você se sinta impotente diante dos seus problemas. Talvez a sua ansiedade aumente porque as situações fogem do seu controlo. Nesse caso, junte-se a Josafá ao declarar que está desamparado, mas que a sua esperança está fixa no Deus Todo-Poderoso.

Quantas das nossas orações deveriam terminar com uma frase como essa? Esta deve ser a postura do cristão. Apelar ao caráter de Deus, confessar a nossa incapacidade e colocar os nossos olhos no Senhor.

  1. Lembre-se da salvação de Deus

Na narrativa de 2 Crônicas, Deus responde enviando um profeta para lembrar a Judá que a batalha não lhes pertence; isso pertence a Deus (20.15). Eles nem precisam de lutar; eles podem simplesmente sentar-se e assistir à salvação que o Senhor traz em favor deles (20.17)!

Esta história é um pequeno exemplo, de uma batalha espiritual maior, para todos em todas as épocas. Temos um problema de morte sobre o qual não podemos fazer nada por nossa conta própria (embora tentemos!).

Temos que confiar noutro, porque essa batalha não é para nós lutarmos. Ao confiarmos naquele que pode lutar no nosso nome, somos convidados a sentar e a assistir à salvação do nosso Senhor Jesus Cristo na cruz do calvário.

Podemos vir a sofrer consequência do Coronavírus. Nós e as nossas famílias podem ou não ser poupadas desta epidemia. Mas ainda assim olhamos para a salvação de Deus. Não porque Deus necessariamente prove seu amor por nós protegendo-nos de doenças, mas porque Ele já demonstrou o seu amor ao enviar Cristo para morrer por nós enquanto ainda éramos pecadores, para que quem nele crê não morra, mas tenha a vida eterna. (Romanos 5:8; João 3:16).

Oramos para que esse vírus seja erradicado e para que os nossos permaneçam saudáveis, mas Deus é sempre bom, independentemente do que as próximas semanas trouxerem. Usamos se necessário for, máscara ao ar livre e lavamos as mãos com frequência, mas a nossa esperança não pode nem deve estar firmada nesses esforços.

Desejamos uma vida longa para nós e para a nossa família, mas também sabemos que o objetivo da vida não é escapar da morte física. O objetivo é estar preparado para quando a morte física for inevitável e possamos dar glória a Deus.

  1. Adoração

Josafá confiou e guiou outros a confiarem em Deus.

Mas o que acontece no final é absolutamente fantástico, Josafá adora a Deus. Em 2 Crônicas 20:21, ainda antes da vitória, o rei leva o povo a louvar: “Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o SENHOR emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados.” (2Cr 20:22).

Se confiamos que Deus é bom, e se sabemos que podemos confiar nele, podemos adorá-lo mesmo no meio do sofrimento. Podemos louvá-lo, mesmo sob a ameaça de perigo. Nós o glorificamos mesmo quando os vírus se espalham.

Deus não disse a Josafá para ele adorar. Ele não foi instruído por Deus a convocar um culto. Adorar não é uma estratégia para fazer Deus agir; é uma resposta porque sabemos que Ele agiu e continuará a agir. É desta maneira que devemos procurar o Senhor.

Os judeus saem no dia seguinte e a ameaça já não existia. Não estou a afirmar que Deus milagrosamente vai resolver todos os nossos problemas se começarmos a adorar. Mas estou a dizer que o nosso maior problema – o problema da descrença – irá resolver-se, se começarmos a adorar a Deus. Quem louva um Deus em quem não crê?

Diante dos problemas, sejam eles relacionados com o Corona vírus ou outros, nós como cristãos devemos ter uma confiança inabalável no Senhor, mesmo quando não sabemos o que o futuro nos reserva.

 

 

 

  • Tenha um tempo de oração a adorar a Deus;
  • Ore também para que Deus proteja a sua saúde e a saúde das pessoas da igreja;
  • Entregue todos os seus problemas a Deus e tenha uma vida plena de esperança.

 

Publicado por: absesimbra | 9 de Fevereiro de 2020

Pregação 02 Fevereiro 2020 Intimidade com Deus

O título que dei a esta pregação é “O que pode estar a falhar?”

O que pode estar a falhar na nossa vida cristã, para que não tenhamos intimidade com Deus? O que pode estar a falhar para que não estejamos transformados? O que pode estar a falhar para que não tenhamos um compromisso? O que pode estar a falhar para que não sirvamos a o Senhor?

Tudo começa com a nossa decisão de seguir Jesus. Quando somos confrontados com o evangelho temos de tomar uma decisão… e quando aceitamos Jesus, começamos um novo relacionamento.

E como em todos os relacionamentos tem de se investir em intimidade.

Vou começar por definir: Intimidade

“Relação estreita ou convívio próximo entre duas ou mais pessoas.”

O assunto intimidade nos nossos dias é algo complicado de abordar. Vivemos dias em que a intimidade é escassa porque traz trabalho e investimento. As redes sociais têm contribuído para a fraca intimidade que temos uns com os outros.

Mas se analisarmos bem todo o ser humano tem de ter uma ou duas relações de intimidade. Relacionamentos em que ame e seja amado como é, relacionamentos em que aceite e seja aceite como é.

Intimidade requer investimento de tempo e perseverança. Constância diária de contacto com a pessoa que queremos que a intimidade cresça.

Dar exemplo diários de intimidade com esposa, filhos, etc…

Se analisarmos Génesis 2 e 3 verificamos que o relacionamento que Adão e Eva tinham com Deus era intimo. Porquê? Porque Deus falava com eles de viva voz, e Adão e Eva tinham acesso á Sua presença (Génesis 3:8). Mas em Génesis 3:6-7 essa intimidade foi quebrada (Génesis 3:23-24).

O jardim do Éden mais do que um local geográfico (que acreditamos ser) era um estado em que o homem e a mulher estavam, de constante intimidade com Deus, que foi quebrado por causa do pecado.

O evangelho é quando se torna possível essa intimidade estar de volta. Jesus Cristo veio tornar possível o restabelecer a intimidade perdida no Éden.

A minha pergunta é “Tem intimidade com Deus?”

Como é que se tem intimidade? Como é que acontece com os nossos relacionamentos humanos? É a mesma coisa. Investimento de tempo, neste caso na meditação da palavra de Deus e na oração… isso é a base de tudo.

Em relação à meditação da palavra, quanto tempo gasta por dia a ler a Bíblia? A memorizar as escrituras? Quantos textos Bíblicos conhece de memória? Quantos episódios bíblicos sabe a referência bíblica?

E em relação à oração? A sua oração é uma lista de compras ou uma declaração de amor a Deus? Quanto tempo dedica à oração por dia? Frequenta a reunião de oração da igreja? Convida irmãos para se juntarem a si em oração? ETC…

Somente com esta intimidade vem a transformação.

E aqui vem a segunda parte – Intimidade com Deus leva a uma transformação de vida.

O que significa transformação?

Metamorfose pedir para alguém explicar…

Ver o vídeo – https://www.youtube.com/watch?v=oSwXW4OZ3GE

Romanos 12:1-2 (LER) “Transformai-vos…”

Gálatas 5:22-23 (LER) Fruto do Espírito em nós… Transformação

Atos 3:19 (LER) Arrependimento e conversão – mudança de caminho – transformação.

Colossenses 3:9-10 Despir do velho homem e vestir do novo homem – transformação.

I Pedro 1:13-16 – Santidade – Transformação.

Uma transformação de vida que leva a um compromisso com o Reino de Deus.

Para a semana falaremos de Compromisso e de Serviço.

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