Publicado por: absesimbra | 14 de Outubro de 2019

Pregação Sermão do monte “As bem aventuranças”

Hoje vamos dar continuidade a expor o sermão do monte, e vamos entrar no sermão propriamente dito, ou seja, no conteúdo dado por Jesus ais seus discipulos. Relembro que este discurso de Jesus é dirigido aos seus discipulos e não há multidão.

Vamos ler Mateus 5:2-11. (LER)

A primeira coisa a salientar é entendermos que as bem-aventuranças descrevem o caráter equilibrado e diversi­ficado do povo cristão. Não existem oito grupos separados e distintos de discípulos, alguns dos quais são mansos, enquanto outros são misericordiosos e outros, ainda, chamados para supor­tarem perseguições. São, antes, oito qualidades do mesmo grupo de pessoas que, ao mesmo tempo, são mansas e misericordiosas, humildes de espírito e limpas de coração, choram e têm fome, são pacificadoras e perseguidas.

Para além disso, o grupo que exibe estas caracterísitcas não é um conjunto elitista, uma elite ou uma pequena aristocracia espiritual distante da maioria dos cristãos. Pelo contrário, as bem-aventuranças são especi­ficações dadas pelo próprio Cristo quanto ao que cada cristão deve ser. Todas estas qualidades devem caracterizar todos os seus discípulos. Da mesma forma que o fruto do Espírito, descrito por Paulo, deve amadurecer em todos os seus aspectos, no caráter de cada cristão, também as oito bem-aventuranças que Cristo menciona descrevem o ideal de Jesus para cada cidadão do reino de Deus. Ao contrário dos dons do Espírito, que Deus dis­tribui a diferentes membros do corpo de Cristo a fim de equipá-los para diferentes espécies de serviço, Deus no que toca a estas carcateristicas do sermão do monte está interessado em produzir todos estes aspectos em todos nós. Não podemos fugir à nossa responsabilidade de alcança-las todas.

Cada Discipulo de Jesus é elogiado na medida em que possui cada qualidade focada. Cada pessoa que possui a qualidade é declarada como sendo “bem-aventurada”. A palavra grega para “Bem-aventurado” é  makarios que significa “feliz”. Outra possível tradução que nos ajudará a entender o significado desta palavra é “abençoado”. Devemos ter cuidado ao traduzir a palavra makarios porque no português corrente o seu significado mas usual nos pode induzir a um erro sério relacionado com o termo “felicidade”. Temos de entender que existe um enorme fosso entre a definição de felicidade para o mundo e a definição de felicidade no reino de Deus. Jesus ao dar as bem-aventuranças não está a decla­rar que essas pessoas se sentirão “felizes” de acordo com os valores do mundo, mas lembrem-se que os discípulos de Cristo não são mais regidos pelos valores do mundo, mas sim pelos valores do reino de Deus, assim cada cristão deveria basear a sua vida na seguinte premissa “se Deus se sente feliz isso deveria-me fazer feliz” pois deveria ser nossa prioridade procurar a felicidade do nosso Senhor. Desde que aceitámos Cristo como nosso Senhor, que a nossa prioridade deve ser fazer Deus feliz, quando Deus está feliz nós devemos estar felizes, e alguém com estas características faz Deus feliz.

A felicidade do mundo em contrapartida é algo momentâneo e passageiro, muitas vezes na sua maioria baseada em algum sentimento egoísta. Enquanto que a felicidade vinda de Deus é eterna.

Várias outras passagens da Bíblia utilizam esta palavra “Makarios”…

Salmo 32:1-2 (o equivalente a “Makarios” no Antigo testamento é “Ashre”);

Romanos 4:6-8; João 20:29; Tiago 1:12; Apocalipse 22:7, 14.

Cada aspecto que Jesus quer ver no carácter dos seus discipulos é acompanhado de uma benção. Dádivas como o reino dos céus e a terra como herança; o consolo e a satisfação, a misericórdia, o ter a oportunidade de ver Deus, e o serem chamados filhos de Deus, estas são as suas recompensas. Sabemos que nos valores do mundo as recompensas que mais nos fascinariam seriam bens materiais, poder, influência, mas lembremo-nos que o nosso Salvador resistiu a essa tentação quando foi tentado por Satanás no deserto. Devemos colocar os nossos olhos na recompensa celestial que é grande e eterna.

Exatamente como as oito qualidades descrevem cada cristão (pelo menos em ideal), da mesma forma as oito bênçãos são concedidas a cada cristão. É verdade que a bênção especí­fica prometida em cada caso é apropriada à qualidade particular­mente mencionada. Ao mesmo tempo, é totalmente impossível herdar o reino dos céus sem herdar a terra, ser consolado, sem ser satisfeito ou ver a Deus, sem alcançar sua misericórdia e ser chamado seu filho. As oito qualidades juntas constituem as responsabilidades; e as oito bênçãos, os privilégios, a condição de cidadão do reino de Deus. Este é o significado do desfrutar do governo de Deus. Do alcançar a verdadeira felicidade.

No entanto temos de salientar que o homem pelo seu próprio esforço não consegue chegar a estas cartacteristicas e por sua vez a estas recompensas. Não é algo que o homem faça para merecer essa benção. Todo o Sermão realmente pressupõe uma aceitação do evangelho, uma experiência de conversão e de novo nascimento, e a habitação do Espírito Santo. O sermão descreve pessoas nascidas de novo, aquilo que os cristãos são (ou deveriam ser). Portanto, as bem-aventuranças apresentam bençãos que Deus concede (não como uma recompensa aos méritos, mas como um dom da graça) àqueles nos quais ele está desenvolvendo um caráter assim.

Vamos então entrar na especificação de cada bem aventurança e tentarmos perceber juntos om que significa cada uma delas.

3 Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.

Os que têm maior necessidade espiritual estão mais aptos para perceber essa necessidade e depender só de Deus e não da sua própria bondade ou boas ações. Algumas traduções falam em pobres de espírito. Uma pessoa pobre tem necessidades, por outro lado a rica confia mais nas suas posses do que na dependência de Deus. A materialmente rica pensa que não tem necessidade de Deus e que espiritualmente falando também pode depender das suas ações para ganhar algum favor de Deus ou então comprar os favores de Deus. Enquanto que a pobre depende inteiramente de Deus, sabe que na sua condição somente Deus a pode salvar.

4 Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.

O contexto desta passagem indica que os que choram estão a fazê-lo por causa do pecado e do mal, especialmente os deles mesmos. E choram por causa do fracasso da humanidade em ter caído no pecado e terem falhado em dar a glória devida a Deus. O pecado traz tristeza e a tristeza choro. Quantas vezes chorei eu depois de me ter apercebido que pequei contra Deus. No Salmo 32 David afirma que estava num estado sem vigor porque tinha pecado contra Deus (LER), e nós qual a nossa postura para com o pecado? Aqueles que choram mostram arrependimento e esses serão consolados por Aquele que venceu a morte e o pecado.

5 Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.

Esta bem-aventurança assemelha-se à do Salmo 37:11 que afirma, “Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz” e talvez esteja baseada nela. A mansidão aqui referida é de natureza espiritual, uma atitude de humildade e submissão a Deus. O nosso modelo de mansidão é Jesus, e a palavra manso usada aqui no grego é a mesma que é usada em Mateus 11:29 referindo-se à pessoa de Jesus quando afirma que Jesus é manso e humilde de coração, na medida em que Ele se submete à vontade de seu Pai. “Pai se possível passa de mim este cálice, porém seja feita a Tua vontade.” Quantas vezes o irmão reclama com Deus?

A terra que herdaremos será a nossa pátria celestial. A nossa nova terra será o céu.

6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.

Aqueles que procuram a justiça de Deus recebem aquilo que desejam, e não os que confiam na sua própria justiça. Ter fome e sede de justiça, ou seja, desejar a justiça de Deus acima de tudo, significa que estamos numa constante luta contra o pecado. Contra a injustiça, ou qualquer senso de justiça depravada do ser humano. Um Dia Jesus voltará e implementará a justiça de Deus que é perfeita. Não podemos deixar de falar da justiça que o sacrifício de Jesus trouxe ao nosso relacionamento com Deus. A Justificação, a obra de Cristo satisfez a Justiça de Deus. Se não for nesta terra decadente um dia na nossa nova terra iremos viver de uma forma em que estaremos plenamente satisfeitos (fartos) com a justiça de Deus.

7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

Misericórdia é uma característica de Deus. Se agimos em misericórdia para com os nossos inimigos, Deus nos permitirá alcançar misericórdia também da parte Dele. Jesus sempre motivou os seus discípulos a amar e a tratar com misericórdia os seus inimigos. Muitas parábolas focam esse ensinamento. Não podemos ser graciosos para com o pecado do nosso próximo, mas a pessoa em si tem de ser alvo do nosso amor. Ama o pecador e abomina o pecado. Assim tem de existir uma separação entre a ação e o ser. Temos de ser misericordiosos para com o ser, e lutar contra o pecado que é a ação má.

8 Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.

Limpo de coração é aquele que é Santo. Aquele que vive afastado do pecado. Jesus foca o coração e não as ações, porque se o coração for limpo as ações serão santas, se as ações forem boas não significa com isso que a nossa motivação provenha de um coração limpo. Deus é 3 vezes Santo (Isaías 6) e Jesus afirma que somente os que buscam a Santidade poderão ver a Deus. Pelo facto de Deus ser espírito, a sua essência divina é invisível, mas os santos verão a Deus através dos olhos da Fé, e Jesus assegurou aos seus discípulos que O vendo a Ele viriam o Pai. Quando estivermos no céu, na Glória, os santos filhos de Deus verão Deus tal e qual como Ele é. I João 3:2 (LER).

9 Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.

Aqui Jesus fala acerca da paz espiritual. Aqueles que facilitam os outros, mais do que a encontrarem paz física, facilitam o encontro com Jesus possibilitando a paz espiritual com Deus, e eles próprios conseguem manter essa paz com Deus. Os filhos de Deus têm a função de eles próprios terem paz com Deus e de providenciar oportunidade para outros alcançarem essa paz com Deus. Como podemos providenciar aos outros oportunidades para terem paz com Deus? Pregando-lhes o evangelho. Mostrando-lhes o que aconteceu para que essa paz fosse alcançada.

10 Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.

Perseguição por se querer praticar a justiça, será uma realidade na nossa vida se decidirmos levar o cristianismo a sério. Devemos buscar a justiça do reino de Deus em primeiro lugar.

11 Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. 

Sofrer pela causa de Cristo é algo que não nos deve assustar, antes pelo contrário devemos estar gratos por Deus nos dar a oportunidade de sofrer por amor a Cristo, porque Cristo sofreu por amor a nós. LER I Pedro 3:13-18

12Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.

Galardão significa prémio, não sabemos que prémio será, mas que o nosso esforço vai ser recompensado isso vai. Lembremo-nos de Hebreus 11:39 – 12:4

Não podemos desistir da vida cristã somente por causa de adversidades e perseguição. O nosso Senhor Jesus sofreu por nós para nos dar uma vida com Deus, temos de estar dispostos a sofrer por amor a Cristo.

Os discípulos de Cristo são chamados a reconhecer a sua pequenez espiritual e com isso depender somente de Deus e não dos seus esforços;

São chamados a chorar aquilo que o pecado traz;

São chamados a serem mansos como o seu mestre e é que nos desafiou sempre a dar a outra face;

São chamados a serem justos, misericordiosos, santos e pacificadores.

E mesmo se nos perseguirem por causa de sermos assim, devemos aguentar e persistir no caminho de Deus, porque iremos receber a recompensa.

 

 

 

Publicado por: absesimbra | 27 de Setembro de 2019

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Publicado por: absesimbra | 26 de Setembro de 2019

Pregação introdução ao sermão do monte Mateus 5:1-2

Aqui hoje começamos uma série de pregações sobre o sermão do monte. Estas palavras de Jesus descritas por Mateus nos capítulos 5, 6 e 7 do seu evangelho, já muito têm sido alvo de ensinamentos, livros, palestras, tema de conferências, etc… é talvez dos textos mais estudados ou falados da Bíblia.

Mas é um manifesto extremamente importante de ser lido, estudado e praticado. De tudo o que Jesus disse, estas suas palavras são as que mais se apro­ximam de um manifesto, pois descrevem o que Ele desejava que os seus discípulos fossem e fizessem.

Ao ler e estudar as palavras de Jesus no monte, temos de compreender a essência da sua mensagem e aí tornar-se-á mais simples vivê-la. Isto porque tentar viver o que Jesus nos pede no sermão do monte é viver em constante “contra cultura”. Não pode jamais haver paz entre a nossa forma de viver e a forma de viver do mundo e conseguirmos chegar sequer perto do que Jesus nos pede como seus seguidores no sermão do monte. Tem de existir um constante desconforto nesta vida em que andamos inseridos num sistema de valores que vai contra os ideias e ensinamentos do nosso Salvador. Se não existe desconforto, e se por outro lado não existe um desejo interior, que se manifesta no exterior, de abraçar o Reino de Deus, de desejar ardentemente estar na presenla de Deus, não somos dignos sequer de tentar praticar aquilo que Jesus nos pede neste discurso.

Relembro o texto de Paulo escrito aos Romanos 12:2 de que a forma de experimentarmos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus é o quê? Não nos conformarmos com este século, com este mundo, não aceitarmos os valores deste mundo, mas entrarmos em batalha direta com eles. É disto que este discurso de Jesus fala,

Não há um parágrafo no Sermão do Monte em que não se trace este contraste entre o padrão cristão e o não-cristão. É o tema subjacente e unificador do Sermão; tudo o mais é uma variação dele. Às vezes, Jesus contrasta os seus discípulos com os gentios ou com as nações pagãs. Assim, os pagãos amam-se e saúdam-se uns aos outros, mas os cristãos têm de amar os seus inimigos (5:44-47); os pagãos oram segundo um modelo, com “vãs repetições”, mas os cristãos devem orar com uma humilde reflexão de filhos do seu Pai no céu (6:7-13); os pagãos estão preocupados com as suas próprias necessidades materiais, mas os cristãos devem buscar primeiro o reino e a justiça de Deus (6:23, 33).

Em outros pontos, Jesus contrasta os seus discípulos, não com os gentios, mas com os judeus, ou seja, não com pessoas pagãs mas com pessoas religiosas; especificamente, com os “escribas e fariseus”. Ou seja não o sermão do monte não é somente um manifesto contra a cultura decaída deste mundo, mas também contra a religião podre que se deixou dominar pelos padrões deste mundo, pelos religiosos que vivem tão afastados de Deus como os próprios ateus.

Esta semana o papa Francisco afirmou algo que á primeira vista pode ser chocante, mas que eu pessoalmente concordo com ele e que se analisarmos bem faz todo o sentido.

O Papa Francisco afirmou nesta quarta-feira que é preferível viver como ateu do que ir todos os dias à igreja e passar a vida a odiar e a criticar os outros.

“Quantas vezes vemos o escândalo dessas pessoas que passam o dia na igreja, ou que lá vão todos os dias, e depois vivem a odiar ou a falar mal dos outros”,

O papa acrescentou que o melhor é nem ir à igreja: “Vive como um ateu. Se vais à igreja, então vive como filho, como irmão, dá um verdadeiro exemplo”, instou.

O Papa aludia ao evangelho de São Mateus, em que se referem os hipócritas que rezam “para ser vistos pelas pessoas”.

“Os pagãos acreditam que se reza a falar, a falar, a falar. Eu penso em muitos cristãos que acreditam que rezar é falar com Deus, salvo seja, como um papagaio. Não, rezar faz-se com o coração, a partir do interior”, defendeu.

O Sermão do Monte é o esboço mais com­pleto, em todo o Novo Testamento, da contracultura cristã. Eis aí um sistema de valores cristãos, um padrão ético, uma devoção religiosa, uma atitude para com o dinheiro, uma ambição, um estilo de vida e uma teia de relacionamentos: tudo completa­mente diferente do mundo que não é cristão. E esta contra­cultura cristã é a vida do reino de Deus, uma vida humana real­mente plena, mas vivida sob o governo divino.

Descreve o comportamento que Jesus esperava de cada um dos seus discípulos, que são também cidadãos do reino de Deus. Vemos como Jesus é em si mesmo, em seu coração, em suas motivações, em seus pensa­mentos, e também quando afastado, sozinho com o seu Pai. Vemo-lo na arena da vida pública, relacionando-se com o pró­ximo, exercendo misericórdia, patrocinando a paz, sendo perse­guido, agindo como sal, deixando a sua luz brilhar, amando e servindo os outros (até mesmo aos seus inimigos), e dedicando-se acima de tudo à expansão do reino de Deus e da sua justiça no mundo.

Agora será que os padrões do Sermão do monte estão ao alcence de todos? Será que pelas minhas próprias forças eu posso chegar a este padrão de vida cristã?

O que este sermão contém não pode ser imediatamente atingidos por todo o mundo, nem totalmente alcançados por qualquer um. Colocá-los além do alcance de qualquer pessoa é ignorar o propósito do Sermão de Cristo; colocá-los como sendo atingíveis por qualquer pessoa é ignorar a realidade do pecado e a batalha diária que este nos impõe.

Então mas será que Jesus pedia aos seus discípulos algo impossível de alcançar? Uma forma de viver utópica que somente é teórica mas na prática está longe de ser alcançada?

Estes padrões são atin­gíveis, mas só por aqueles que experimentaram o novo nasci­mento, condição esta que Jesus disse a Nicodemos ser indispen­sável para se ver e para se entrar no reino de Deus. Pois a justiça que Jesus descreve no Sermão é uma justiça interior. Embora se manifeste externa e visivelmente em palavras, em atos e em relacionamentos, continua a ser essencialmente uma justiça do coração. O que se pensa no coração, e onde o coração é colocado, isso é o que realmente importa.

E aqui também que jaz o pro­blema, pois os homens são “maus” por natureza. Pois é do seu coração que saem as coisas más e do seu coração que saiem as suas palavras, assim como é a árvore que estabelece os frutos que produzirá.

Portanto, só há uma solução: “Fazei a árvore boa, e o seu fruto será bom”. Um novo nascimento em Cristo é fundamental, diria até essencial. Só a crença na necessidade e na possibilidade de um novo nascimento pode evitar que leiamos o Sermão do Monte com um tolo otimismo ou um desespero total. Jesus proferiu o Sermão para aqueles que já eram seus discípulos e, portanto, também cidadãos do reino de Deus e filhos da família de Deus. O sermão não foi proferido para a multidão, mas para os discipulos. O alto padrão que Jesus estabeleceu só é apropriado para tais pessoas.

Por isso temos de aceitar a nossa condição de pecadores, e perceber que a nossa única solução é diante de Jesus confessar o nosso pecado que nos afasta de Deus, da Sua Santidade. Confessar de que o Seu sacrificio na cruz foi o necessário para a Justiça de Deus ser satisfeita e para alcançarmos paz com Deus. Confessar também que cremos que Deus aceitando o sacrificio de Jesus o ressuscitou dos mortos e Jesus vivo está.

É isto que significa a Ceia (explicar a CEIA e tomar).   (…) CEIA (…)

Depois de compreendermos e de aceitarmos esta verdade do Evangelho temos de viver a nossa vida em conformidade com o evangelho, ou seja como Jesus nos pede no sermão do monte.

Nenhum comentário po­deria ser mais prejudicial para o cristão do que as palavras: “Mas tu não és diferente das outras pessoas!”

O tema essencial de toda a Bíblia, desde o começo até ao fim, é que o propósito histórico de Deus é chamar um povo para si mesmo; que este povo se torne um povo “santo”, separado do mundo para lhe pertencer e obedecer; e que a sua vocação seja permanecer fiel à sua identidade, isto ê, ser “santo” ou “diferente” em todo o seu pensamento e em todo o seu comportamento. Tornam-se diferentes!

Jesus enfatizou que os seus verdadeiros discípulos, os cidadãos do reino de Deus, tinham de ser inteiramente diferentes. Não deveriam tomar como padrão de conduta as pessoas que os cercavam, mas sim Deus, e assim provar serem filhos genuínos do seu Pai celestial. Alguns estudiosos citam Mateus 6:8 como o texto-chave do Sermão do Monte: “Não vos asse­melheis, pois, a eles.”

Imediatamente nos faz lembrar a palavra de Deus a Israel, na antiguidade descrita para com o povo escolhido de Deus em Levítico 18:3  (LER) “Não fareis como eles.” É o mesmo convite para serem diferentes. E este tema foi desenvol­vido através de todo o Sermão do Monte. O caráter deles teria de ser completamente diferente daquele que era admirado pelo mundo. Deveriam brilhar como luzes nas trevas reinantes. A justiça deles teria de exceder à dos escribas e fariseus, tanto no comportamento ético quanto na devoção religiosa, enquanto que o seu amor deveria ser maior, e a sua ambição mais nobre do que a dos pagãos, aqueles que seguiam outros deuses falsos diante do ÚNICO DEUS VERDADEIRO.

Na próxima semana vamos entrar mais especificamente no sermão a partir do verso 3 do capítulo 5 até ao verso 12. Leiam em casa, ou seja, as bem aventuranças.

 

Publicado por: absesimbra | 19 de Julho de 2019

Nestas férias aproveite bem o tempo livre e alimente-se das Escrituras.

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Publicado por: absesimbra | 12 de Junho de 2019

Publicado por: absesimbra | 15 de Maio de 2019

Pregação Domingo 12 Maio 2019

Publicado por: absesimbra | 30 de Abril de 2019

Workshop de Evangelismo Explosivo

W EE Sesimbra (1)

Publicado por: absesimbra | 19 de Abril de 2019

Publicado por: absesimbra | 17 de Março de 2019

Pregação sobre serviço: Discipulado

A semana passada disse que esta semana íamos iniciar uma série de pregações sobre o tema discipulado. Estivemos a falar sobre serviço, e não é que terminamos esse tema, porque podemos sempre abordar o discipulado como serviço ao Senhor, mas eu queria focar o discipulado como algo que tem de começar a ser uma espécie de estilo de vida.

Qual deve ser o nosso objetivo de vida?

Desejar ser mais como Jesus.

O que de uma forma clara Jesus deixou como exemplo no tempo em que esteve cá na terra? E não falo somente em palavras, mas igualmente em vida diária.

DISCIPULADO

Definição: O discipulado cristão é o processo pelo qual os discípulos crescem no Senhor Jesus Cristo e são equipados pelo Espírito Santo, que reside em nossos corações, para superar as pressões e provações desta vida presente e tornar-se cada vez mais semelhantes a Cristo. Para esse processo contam com a ajuda de irmãos mais velhos na fé.

Porquê discipulado?

Porque foi um legado que Jesus nos deixou. E porque é necessário e está acessível a todos. É a forma mais eficaz de todos os que estão em contacto com o Reino dos Céus conhecerem o Evangelho e serem ensinados andar dentro da vontade de Deus.

Se analisarmos Mateus 9:36-38 verificamos que há realmente muito trabalho para fazer e o discipulado é algo que está ao alcance de todos para todos realizado por todos.  – Temos de meter mãos á obra…

Se nem todos podem pregar, se nem todos podem ser líderes etc… O discipulado é algo em que todos nós podemos servir.

Por vezes o que nos limita o avançar esse processo é a escolha do discípulo? Com quem começar? Foi aí que fui à Bíblia e perceber como é que Jesus o fez.

Como se processa então a escolha de um discípulo?

Exemplo de Jesus: Lucas 6:12-13

Jesus orou!

Desafio que possas orar durante um tempo sobre quem Deus quer que tu inicies um discipulado. Acompanhares alguém no seu crescimento espiritual. Pode até ser alguém que ainda não conhece Deus, mas que começas pela evangelização e depois continuas a passar vivência cristã. Deus vai mostrar-te.

Orar é o caminho, por outro lado existem já evidências claras de com quem deves iniciar esse acompanhamento.

A semana passada falámos de Timóteo e da influência que a família teve na sua caminhada Cristã. Vamos abrir em II Timóteo 1:1-5 – O que lemos aqui?

A herança familiar a funcionar como discipulado. Ou seja, o irmão até pode orar para escolher um discípulo, mas se tem relacionamento diário com filhos, netos, sobrinhos, etc… já tem aí a sua reposta.

É da sua responsabilidade direta poder passar ensino/vivência de Cristo a esses que lidam diariamente consigo, que pelos laços familiares o têm respeito e em consideração.

Timóteo veio a ser alguém importante na igreja primitiva, mas qual o papel da sua avó Loide? E qual o papel da sua mãe Eunice? Elas viviam uma fé sem fingimento, ou seja, eram autênticas no seu relacionamento com Cristo e educaram Timóteo nesse caminho, até que Timóteo nunca mais se desviou dele.

Provérbios 22:6 – “Ensina ao menino o caminho que deve seguir, e assim, mesmo quando for velho, não se afastará dele.”

 

Outra palavra para ensinar pode ser discipular. Mas ensinar como? Há outra passagem bíblica que foca isto: Deuteronómio 6:4-9

“Escuta, Israel, o Senhor e só ele é o nosso Deus. Ama o Senhor, teu Deus, com todo o coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. Que os mandamentos que hoje te dou estejam sempre na tua memória. Ensina-os continuamente aos teus filhos e repete-os, tanto ao deitar como ao levantar, quer estejas em casa, quer vás de viagem. Deves trazê-los no teu braço como um distintivo, na tua testa como emblema. Escreve-os nas ombreiras das portas da tua casa e em todos os teus portões.”

Este texto é conhecido dos Israelitas como o “Shema”, que faz parte das suas orações diárias. Este texto também tem de fazer parte das nossas orações diárias, no sentido em que temos de ter isto no coração. De ensinar/discipular as nossas crianças a andarem no caminho do Senhor.

Devemos orar para que Deus nos indique quem em quem devemos investir, mas de uma forma clara nem é preciso consultar Deus no que toca ao discipular as crianças que estão em contacto connosco por terem laços familiares.

Formas práticas de discipular as nossas crianças familiares… (Culto familiar, orar com elas todos os dias, dar o bom exemplo, não faltar ás atividades da igreja, promover amizades cristãs, etc…

1º – Orar todos os dias para que Deus lhe mostre em quem deve investir tempo dum discipulado;

2º – Iniciar um processo de ensinamento com os seus filhos/netos/sobrinhos…

Publicado por: absesimbra | 11 de Março de 2019

Pregação exemplos de homens de Serviço

A semana passada abordámos o tema humildade no servir ao Senhor. E estivemos a estudar a característica de Jesus que nos mostra como devemos nós próprios ser.

Vamos voltar a ler Filipenses 2 (LER)

Nós temos este capítulo dividido em algumas partes:

1-4 – Paulo exorta os filipenses a viverem em humildade

5-11 – Paulo dá o maior exemplo de Humildade (Lectio Divina)

12-18 – Paulo afirma que apesar de ser Cristo a viver assim em humildade, ele diz que essa vivência está ao alcance de todos os filipenses e que isso é para viver no dia-a-dia, ou seja não é algo utópico somente ao alcance de Jesus. Paulo nesta secção mostra aos filipenses as obrigações que o exemplo de Cristo coloca sobre eles. Eles devem andar com os seus próprios pés, com a noção da fragilidade humana, mas, com a certeza de que o deus Todo-poderoso está por detrás deles (V. 13). Deveriam viver de tal modo, em meio, em meio à sociedade corrupta, que a sua vida refletisse a luz que vinha de uma fonte celestial (V.14-15), proclamando constantemente o evangelho da nova vida (V. 16a).

19-30 – Paulo foca agora o exemplo de dois homens bem conhecidos da igreja, para lhes mostrar que a humildade é algo possível de se praticar, e podemos ver isso olhando para o exemplo destes dois homens de Deus, Timóteo e Epafrodito.

É exatamente o exemplo destes dois homens que vamos estudar esta manhã e ver o que podemos retirar da vida deles para a nossa própria vida.

Vamos começar por Epafrodito, apesar de estar em segundo lugar nesta passagem, mas terá uma razão de ser pelo que vamos já ver isso.

Verso 25 é nos apresentado Epafrodito

  • Irmão de Paulo, no sentido que era alguém muito próximo e não irmão de sangue. A Bíblia que há amigo mais chegados que irmãos (Provérbios 18:24)
  • Cooperador e companheiro de lutas
  • Mensageiro da igreja
  • Auxiliador das necessidades de Paulo
  • Digno de honra
  • Adoeceu e quase morreu ao colocar a sua vida ao serviço da igreja e do Apóstolo Paulo.

E agora Timóteo

  • Cuidava dos interesses da igreja de Filipos como ninguém
  • Tinha um carácter provado.

Se o Apostolo Paulo tivesse de ao escrever uma carta fazer um relato de algumas das suas características sobre o seu carácter, sobre a forma como serve ao Senhor e aos irmãos? O que ele escreveria?

Nesse sentido vamos estudar um pouco algumas coisas da vida de Timóteo de forma a introduzirmos um tema que eu entendo ser chave para a nossa igreja e para o reino de Deus. DISCIPULADO.

Para a semana vamos focar a influência direta da família de Timóteo na sua caminhada e crescimento espiritual, olhando para a ação direta da sua avó e mãe. Mas também percebermos que em termos espirituais nós podemos criar laços familiares tão ou mais fortes que os de sangue e com isso passar vivência cristã, ou seja discipulado. Basta olharmos para o verso Filipenses 2:22 e verificamos que como é que Paulo tratava Timóteo? Por filho. Filho de carne? Claro que não, mas sim filho espiritual.

Para a semana começamos uma série de pregações sobre reprodução espiritual.

Assim neste mês de março vamos falar sobre discipulado, igualmente numa vertente de serviço ao Senhor.

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