Publicado por: absesimbra | 29 de Novembro de 2019

Pregação AB SSB – Mateus 6:1-18

Voltamos novamente ao estudo do sermão do monte, vamos ler Mateus 6:1-18 (LER)

Jesus continua o seu discurso. E se analisarmos bem existe um grupo de pessoas a quem Jesus se dirige em comparação negativa… “Não sejais como os hipócritas”

Um hipócrita é um mentiroso pois tenta passar algo que não corresponde á realidade interior. Jesus passa a focar a vida com Ele no secreto. Se no discurso do sermão do monte logo no início, Jesus afirma para mostrarmos a nossa “luz”, ou seja, darmos nas vistas pelo bem, aqui Jesus valoriza o secreto.

No secreto é tão mais difícil ser-se algo que na verdade não somos. Ou seja, é na intimidade que verdadeiramente somos aquilo que somos. A vida cristã é essencialmente interior, que depois se manifesta no exterior.

Vários textos bíblicos falam em guardar a lei do Senhor no coração. O Salmo 119:11 diz que o salmista guardou a palavra de Deus no coração para não pecar contra Deus, assim deduzimos que uma boa forma de lutar contra o pecado não é uma luta exterior mas sim interior que depois tem repercursões no extrior comportametal. Significa isto que seguir a Jesus é essencialmente de dentro para fora e não algo que é imposto pelo exterior. A religião é algo exterior, enquanto que um relacionamento é interior. Mais tarde ou mais cedo o comportamento se for imposto pelo exterior vai terminar, agora se vier de dentro para fora vai perdurar no tempo.

 

Jesus foca aqui alguns comportamentos exteriores do nosso relacionamento com Deus, que eram práticas religiosas judaicas:

– dar esmolas (ajudar os necessitados);

– orar (falar com Deus);

– jejum (uma disciplina que mostra a nossa total dependência de Deus).

 

Todas estas eram práticas religiosas judaicas. Jesus ao focar estas áreas ele fala para os religiosos, e cita os hipócritas. Isso significa que os maiores hipócritas eram aqueles que lideravam os povo nas questões religiosas. Todas estas áreas podem enganar os homens mas jamais enganar a Deus. Isto pode significar que as pessoas da igreja, os crentes são os que mais cuidado têm de ter com a hipocrisia, com o viver algo que não são.

 

Mas se foi a nossa cobardia humana que levou Jesus a dizer: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens”, e a nossa vaidade humana que fez Jesus dizer que tomás­semos o cuidado de não praticar nossa piedade diante dos ho­mens.

Vaidade e hipocrisia, orgulho e altivez, está tudo relacionado.

As nossas boas obras devem ser pú­blicas para que a nossa luz brilhe; nossa devoção a Deus deve ser secreta para não nos vangloriarmos dela. Além disso, a fina­lidade de ambas as instruções de Jesus é a mesma, isto é, a glória de Deus.

Quando começamos a assumir responsabilidades e a sermos bem-sucedidos, os homens começam a reparar em nós. E as posições de liderança começam a surgir de uma forma natural. Até porque a maioria das pessoas não se quer dar ao trabalho de ajudar. Alguém que assume ser sal e luz e está pronto a ajudar, isso é valorizado. Mas quando começamos a receber a aprovação dos homens podemos ser contaminados pelo orgulho.

O orgulho é algo que Deus não aprova, aliás em Tiago 4:6 afirma que Deus resiste aos soberbos (orgulhosos) porém age em favor dos humildes. A humildade é uma caraterística apreciada por Deus.

E nesse sentido o risco de contaminação pelo orgulho começa a aumentar. A contaminação maior é a corrupção. Por em causa os princípios de Cristo que agora são seus, por causa do proveito que se pode ganhar para a satisfação dos seus desejos carnais. Ou seja, passa por momentos a sermos nós próprios o senhor da nossa vida ao invés de ser Jesus o Senhor da nossa vida.

Jesus fala do exercer a justiça diante dos homens, com o fim de ganhar protagonismo.

Jesus fala do contribuir com os nossos recursos não com o fim de ajudar simplesmente, mas para dar nas vistas diante dos homens e ganhar a sua aprovação, ou dar à espera de receber.

Jesus fala na questão de orarmos com o objetivo de mostrar aos homens a nossa intimidade com Deus e com isso ficar bem na fotografia e mostrar que somos espirituais.

E Jesus fala do jejum novamente como o exercitar uma disciplina espiritual, mas com o propósito de mostrar aos outros o quão somos espirituais e não somente porque é entre mim e Deus, vivido na intimidade, algo que exercito para aumentar a minha dependência de Deus.

No fundo Jesus fala de um estado em que é muito fácil de permanecer diante de Deus e dos homens que é a Hipocrisia. Não façam como os hipócritas. Um discípulo de Jesus deve ser verdadeiro e não falso.

Sem fingimento, viver algo exteriormente que não se vive interiormente. Mateus 23:28

O objetivo do discípulo de Jesus é na sua vida agradar a Deus e não agradar os homens.

Mas parece haver aqui uma certa contradição, porque Jesus afirma que a nossa luz deve brilhar diante dos homens, mas agora diz que a nossa espiritualidade deve ser vivida no secreto. A diferença é a quem nós queremos dar Glória? No final do verso 16 do cap. 5 Jesus diz que os homens olhando para o nosso estilo de vida baseado no seguir a Jesus, estes devem dar glória a Deus, e não dar glória a nós próprios.

Jesus promove uma santidade de coração e não somente aquela que é exterior e que pode enganar os homens, mas jamais enganará Deus.

A seguir à hipocrisia e á aprovação dos homens vem o orgulho de sermos elogiados e aprovados pelos homens. Não há mal nenhum em ser elogiado e aprovado pelos homens, aliás é o que Paulo motiva a Timóteo para ele se apresentar como que aprovado diante de Deus e dos homens, e isso é bom, o problema está quando isso nos sobe á cabeça e começamos a nos glorificar mais a nós próprios do que a Deus.

Na verdade, tudo o que somos e possuímos devemos a Deus e a nossa postura deve ser em gratidão canalizar o elogio para Ele.

Temos de vigiar porque a nossa motivação de sermos sal e luz pode passar a ser a aprovação dos homens e não a nossa identidade em Cristo. Com isso depois passamos apenas a sê-lo ou melhor a fazer coisas relacionadas com isso somente quando há alguém a controlar ou a ver, e não por estilo de vida comprometido com o facto de sermos seguidores de Cristo.

A oração do Pai nosso que está incluída nesta secção é uma oração modelo que vê Deus como Pai e não como algum génio da lâmpada que está cá para satisfazer os nossos desejos. Isto porque a oração pode facilmente se tornar antropocêntrica e não Cristo Centrica como deve ser, buscando a vontade de Deus.

Na terça-feira vamos estudar melhor esta oração, e orar com base nela, por isso não deixem de ir à reunião de oração.

Queria voltar ao Jejum e explicar um projeto que como igreja vamos ter a partir do próximo domingo. 50 dias de Jejum e oração…

Pode ser jejum de comida este é o mais falado, mas pode ser jejum de várias áreas tais como TV, computador, novela, séries, redes sociais, imagine uma coisa que acha que não consegue passar um dia sem fazer? Faça uma abstinência disso mesmo, e dedique tempo à oração no tempo que ia gastar ao fazer isso. Mas não faça disso algo para se orgulhar, mas sim em humildade chegar à conclusão que tem de depender de Deus para que Ele o ajude a ultrapassar esse desafio. Orar pelo quê? Por 5 pessoas que quer falar de Jesus Cristo e do Evangelho, e convidar para a festa de natal do dia 22 de dezembro.

(Distribuir os papéis)


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